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Angola

Governo angolano garante que pagamento de bolsas a estudantes foi resolvido

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O ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, assegurou nesta quarta-feira, 20, conferência de imprensa, nas instalações do Gabinete de Revitalização da Comunicação Institucional Marketing da Administração (GRECIMA), em Luanda, o pagamento das bolsas dos estudantes angolanos no exterior até Março deste ano e afirmou que o Executivo está mobilizado a trabalhar para resolver e regularizar o problema com que os bolseiros angolanos se debatem.
Para os casos em concreto, a tramitação está feita até ao mês de Março. “O que se precisa agora é conseguir fazer as transferências em função da escassez de divisas que é o principal problema”, disse. O actual quadro económico e financeiro que o país atravessa acaba por ser desfavorável à aceleração do processo de pagamento dos atrasados.
“Reconhecemos que a situação é difícil, pois são muitos meses em atraso.”
O Executivo está a par da situação. Numa altura de escassez de divisas, notou, é importante que as transferências cheguem ao destino.
Para o efeito, o ministro anunciou para o próximo mês a entrada do BAI e BCI para facilitar o processo de transferência de remessas aos estudantes angolanos no exterior e referiu que o BNA tem dotações específicas para dar resposta à situação. Alguns atrasados estão a ser pagos, apesar das dificuldades. Na Rússia já foram pagos os meses de Setembro e Outubro do ano passado, ao passo que na China os de Novembro e Dezembro. Em Cuba foram liquidados os pagamentos de Setembro e Outubro, Ucrânia os de
Novembro e Dezembro e África do Sul os pagamentos de Julho e Agosto.
Em França, apenas para alguns estudantes, foram liquidados os meses de Novembro e Dezembro e para outros, Outubro e Novembro, e na Inglaterra, igualmente para alguns, foram pagos até Dezembro e outros, Outubro e Novembro.
No que toca às bolsas, o ministro disse que o país tem 5.598 estudantes no exterior, dos quais 37,9 por cento são mulheres.
Das bolsas externas, 52 por cento dos estudantes estão a frequentar cursos ligados às áreas das ciências, engenharias e tecnologias, enquanto 32 por cento frequentam cursos relacionados com as áreas das ciências médicas e saúde, dez por cento em ciências humanas, artes e letras e cinco por cento nas ciências da educação.
Quanto às bolsas internas, os cursos de ciências, engenharia e tecnologia continuam a ter algum peso, pois das 24.613 bolsas, 29 por cento recaem para as áreas de ciências, engenharias e tecnologias e 29 por cento para as ciências humanas, artes e letras, ao passo que 23 por cento para as ciências da educação e 18 para ciências médicas e saúde.
Em relação às bolsas de estudo internas para os cursos que vieram a ser notificados como ilegais, Adão Nascimento disse os estudantes que viram os seus cursos regularizados podem candidatar-se pela primeira vez ou renovar a sua condição de bolseiros. O processo está a decorrer e tem a duração de um mês.
O ministro referiu que o ensino superior conta com 64 instituições, sendo 24 públicas e 40 privadas. Estas instituições são suportadas por 8.660 professores. Deste número, 3.760 são de universidades públicas e 4.873 são de instituições privadas. Em termos de resultados, o ministro disse que este ano vão ser outorgados 14.437 diplomas.
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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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