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Angola, Economia

Angola atinge autossuficiência na produção de cimento, refrigerantes e aço

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Angola já é auto-suficiente na produção de cimento, refrigerantes, águas engarrafadas e varão de aço, tendo em curso estudos para elevar o valor dos direitos aduaneiros ou proibir a importação deste último, anunciou quinta-feira o director do Gabinete de Estudos Projectos e Estatística (GEPE) do Ministério da Indústria.
Ivan Prado disse à Angop que Angola produz por ano cerca de 500 mil toneladas de varão de aço, 9,200 milhões de toneladas de cimento, 5,5 milhões de hectolitros de refrigerantes e dez milhões de hectolitros de águas engarrafadas, mas que, à excepção de varão, “ainda precisa de importar e noutras indústrias de transformação precisa ainda de quase tudo”.
O país também está em vésperas de obter elevadas produções nas fábricas têxteis Textang II (Luanda) e África Têxtil (Benguela), concluídas a cem por cento, em fase de testes, assim como na Satec (Dondo), em fase de conclusão com uma execução física de 96 por cento, disse Ivan Prado.
As fábricas têm dificuldades em obter algodão, mas, neste momento, estão identificados investidores no Sumbe e em Malanje, com os quais se conta para impulsionar a produção da matéria-prima, disse.
Ivan Prado revelou que o Ministério da Indústria foi orientado a encontrar entidades privadas através de um concurso público para a aquisição daquelas fábricas, em cuja edificação o Estado empregou 1.200 milhões de dólares (mais de 200 mil milhões de kwanzas). O director do GEPE do Ministério da Indústria declarou que a aposta do processo de diversificação da economia em curso, consiste em salvaguardar primeiro as cadeias produtivas, quando todas as unidades industriais devem olhar para a sua cadeia produtiva para que o país deixe de ter indústrias que dependem em cem por cento das importações.
“Devemos olhar para o sector agrícola, no sentido de criarmos ‘inputs’ para a indústria nacional. O sector tem um programa de industrialização onde a maior importância recai sobre a indústria do sector alimentar”, disse.
Dinâmica nas moagens
Angola produziu em 2015 cerca de 28 mil toneladas de farinha de milho, um aumento de cinco mil toneladas em relação a 2014 atribuído à aplicação de um programa institucional desse domínio, disse Ivan do Prado, que reconheceu que o sector tem um elevado défice de milho e outros cereais, mas que o desempenho foi conseguido com a aplicação do Programa Dirigido da Farinha de Milho.
O programa é operado por quatro empresas privadas angolanas, Induve, Sociedade de Moagem, Rogerio Leal e Filhos e Fonseca e Irmãos, as quais Ivan Prado considerou que “já trabalham com alguma expressão no mercado”.
O director do GEPE do Ministério da Indústria citou dados da Administração Geral Tributária (AGT) que apontam para uma desaceleração das importações angolanas de farinha de milho de 314 mil toneladas en 2014, para 256 mil em 2015.
“É um défice grande mas que pode ser encarado como oportunidade para quem quer investir neste segmento da economia nacional”, considerou Ivan Prado, que anunciou o interesse de um empresário privado na produção de trigo e que “tudo indica que já a partir do próximo ano se tenha farinha nacional” e voltou a citar números da AGT que também apontam para o declínio das importações desse produto de 510 mil toneladas em 2014, para 420 em 2015. O director do GEPE do Ministério da Indústria revelou que os planos das autoridades incidem agora sobre um projecto de construção de uma grande moagem em Luanda, com o arranque das operações previsto para 2017, onde se vão produzir 393 mil toneladas de farinha de trigo por ano.
Para ajudar Angola a obter elevado desempenho na produção de cereais, está projectado um investimento privado de produção de fertilizantes a ser implantado em Cabinda, e estão em curso estudos que envolvem vários pelouros institucionais, como a Agricultura, Geologia e Minas, Energia e Água e Petróleos.
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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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