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Angola

Criação de 400 fazendas agrícolas em Angola constitui destaque da semana

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O desafio foi lançado, no Lubango, pelo presidente de Mesa da Assembleia-geral da Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola, Fernando Teles, à margem de uma reunião enquadrada no processo de renovação de mandatos da cooperativa.

Fernando Teles disse que o país precisa destas fazendas, à semelhança do projecto que está a ser feito no Cuanza Sul, com um valor estimado em mais de 30 milhões de dólares.

Segundo disse, os fazendeiro não devem se limitar a produzir apenas animais, descurando a agricultura, pois numa altura em que o Executivo está apostado em diversificar a economia, este sector é preponderante na produção de alimentos vindos do campo.

“Hoje estamos a prestar serviços ao país e o aumento da produção em Angola deve ser de forma rápida, pois depende-se muito da importações e estamos com um sufoco a nível da banca, porque há menos venda de divisas no Banco Central, devido à queda dos preços do petróleo”, indicou.

Para o também bancário, é “muito” importante que se comece a apostar na produção de soja, milho, massango e massambala, que para além de servir como alimento humano, também pode render para o fabrico de rações e engordas para novilhos, suínos e aves.

Na assembleia-geral de renovação de mandatos, os 71 filiados reconduziram a antiga direcção, liderada pelo empresário Luís Nunes.

Noutra vertente, 20 lavras de culturas diversas foram destruídas no decurso da semana transacta, na comuna do Mulondo, a 125 quilómetros da sede capital do município da Matala, Huíla, por uma manada de elefantes.

O seu administrador, Zeca Mupinga, disse que a manada, composta por 30 elefantes, provocou perdas estimadas em pelo menos oito toneladas de culturas diversas, nas áreas do Kiteve, Chicusse e Naculungungo.

Segundo o administrador, pelo menos 300 famílias camponesas ficaram sem as suas culturas, quando se perspectivava uma boa colheita, em função das chuvas regulares que se abateram sobre a localidade.

Indicou que a falta de vedação do parque nacional do Bicuar facilita a evasão dos animais da reserva e a sua deambulação por campos agrícolas a procura de alimentos e de água.

Foi igualmente destaque que 250 mil e 311 famílias camponesas da província da Huíla, envolvidas na campanha agrícola 2015/2016, prevêm comercializar, a partir de Junho, 341 mil e 290 toneladas de produtos agrícolas diversos, de um total 428 mil.

Os dados vêm expressos num relatório da direcção provincial da agricultura, que explica que os camponeses vão vender ao Papagro 264 mil e 86 toneladas de milho, 26 mil e 506 de massambala, 25 mil e 805 de massango, cinco mil e 577 de batata-doce, quatro mil e 437 de feijão, sete mil e 410 de batata rena, três mil e 741 de hortícolas e duas mil e 515 de mandioca.

Entretanto, 16 mil e 504 cabeças de gado bovino, das 60 mil e 564 previstas, foram vacinadas de Março a presente data, contra várias doenças, no município de Caluquembe, pelos serviços de veterinária.

O seu responsável, Eliseu Jamba, declarou à Angop que os animais foram imunizados contra a dermatite nodular, carbúnculos hemático e sintomáticos e peripneumonia contagiosa, e que foram utilizadas, numa primeira fase, 30 mil doses de vacinas.

Explicou que a campanha termina em finais deste mês e decorre sem sobressaltos, pois os criadores estão a levar os seus rebanhos às mangas de vacinação, fruto de uma campanha de mobilização e sensibilização para se atingir maior cobertura.

http://www.governo.gov.ao/VerNoticia.aspx?id=30544

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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