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Angola, Economia, Política

As Forças Armadas Angolanas (FAA) produzem alimentos

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Adalberto Ceita | Negage
25 de Maio, 2016

Fotografia: Eduardo Pedro

As Forças Armadas Angolanas (FAA) vão implementar um programa de produção alimentar em cadeia, que envolve as grandes unidades militares, anunciou ontem, no município do Negage, o ministro da Defesa Nacional.

 

João Lourenço, que falava às tropas em parada, durante uma visita à Unidade Militar número 4067, considerou que a produção alimentar exige investimentos em maquinaria, sementes, fertilizantes e formação do homem, para que se possam retirar rendimentos das terras que circundam as inúmeras unidades militares.
João Lourenço avançou que as chefias das regiões militares já têm instruções neste sentido e que estão a ser criadas condições para que o propósito seja uma realidade num curto espaço de tempo.
“As FAA podem, e devem, na programação das suas actividades, dedicar parte do tempo à produção de bens alimentares de consumo. Evidentemente que isto deve ser feito de forma organizada. As chefias das grandes unidades militares têm essa responsabilidade. O próprio Ministério da Defesa Nacional e o Comando do Estado-Maior General estão com a responsabilidade de, a nível nacional, organizar esta produção para auto-suficiência alimentar”, disse.
João Lourenço sublinhou que as FAA têm de ser transformadas numa força produtiva, independentemente de o Estado ter ou não muitos recursos. O ministro lembrou que a situação financeira que o país atravessa afectou toda a vida do país, e lamentou que o sector da Defesa Nacional tem tido fama sem proveito.
“Pessoas mal informadas têm estado a dizer que a crise tocou a todos menos ao sector da Defesa. Gostava de deixar claro que isto não é verdade, mas de qualquer forma, ninguém está no direito de alegar a crise para deixar de cumprir o seu papel”, disse.
Além de referir que as Forças Armadas são uma parte importante da sociedade e devem saber que sociedade estão a defender, reforçou que com maiores ou menores dificuldades os efectivos não vai deixar de cumprir o seu papel de garante da defesa da Pátria.
Apesar de no país prevalecer uma paz efectiva, o ministro João Lourenço alertou que a responsabilidade da defesa do país não cessou com o calar das armas. “Não podemos cair no erro de pensar que o facto de a guerra ter terminado há 14 anos as Forças Armadas deixaram de ser necessárias, que são apenas um fardo que só consome e gasta. Isto é uma forma muito errada de pensar”, disse.

Defesa do país

João Lourenço explicou que os países,  estejam ou não em situação de conflito, têm de cuidar da sua defesa e o melhor momento para o fazer deve ser em situação de paz. Acrescentou que as FAA têm sabido cumprir com o papel que a Pátria os destinou e “esperamos que a resposta positiva que a juventude foi dando ao longo dos anos continue no presente e no futuro, para que a nossa soberania e integridade não sejam nunca violadas”.
A deslocação do ministro da Defesa Nacional ao município do Negage serviu ainda para o lançamento da primeira pedra para a construção e apetrechamento de dois quartéis de batalhão, visitar o aeródromo de manobra, reunir com o Comando do Estado-Maior da Unidade e tomar conhecimento do informe operativo da situação naquela área de jurisdição.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/faa_produzem_alimentos_para_seu_proprio_consumo

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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