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Guiné-Bissau: Governo nega desvio e diz que com metade dos 41milhões de euros pagou dívidas



carlos correia
Bissau – Metade dos 41 milhões de euros que o Ministério Público da Guiné-Bissau anunciou ter desaparecido dos cofres do Estado foi usado para pagar salários e dívidas a um banco, anunciou o Ministério das Finanças guineense.
Todas estas operações foram realizadas através da nossa conta corrente sediada no Banco Central da África Ocidental (BCEAO) e podem ser confirmadas, quer pelo BCEAO, quer pelo Ecobank”, sustentou aquele ministério, em comunicado divulgado quinta-feira noite.
“O Procurador-Geral da República, obcecado pela sua perseguição ao Governo, não fez o trabalho de casa e veio de novo proferir declarações confusas e mal-intencionadas”, acrescentou.
No mesmo documento não foram prestadas informações sobre o resto dos 41 milhões de euros que, de acordo com o Ministério Público, terão sido levantados entre 03 e 12 de Maio de 2016.
O trabalho do Ministério das Finanças da Guiné-Bissau tem sido elogiado pela generalidade dos parceiros estrangeiros, nomeadamente, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), desde que o guineense Geraldo Martins deixou o Banco Mundial, onde trabalhava, para assumir a pasta.
Aquele ministro foi também um dos responsáveis pela preparação da mesa de doadores de 2015, em Bruxelas, que angariou mil milhões de euros de promessas de apoio ao país.
O PAIGC, partido no poder desde as eleições de 2014, acusa o Procurador-Geral da República (PGR), Sedja Man, de estar a fazer uma “caça às bruxas” que visa debilitar o Governo.
O PGR foi nomeado a 23 de Novembro de 2015 pelo Presidente da República, José Mário Vaz, em substituição de Hermenegildo Pereira (entretanto recrutado pelas Nações Unidas), numa altura em que já tinha eclodido uma crise política no país.
Depois de eleito, o Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, revoltou-se contra a liderança do partido que o levou ao poder em 2014 e já demitiu dois governos daquela força política.
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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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