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Angola

Imprensa angolana acusada de receber financiamento estrangeiro

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O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, afirmou ontem em Luanda que já tinha recebido informações sobre supostas tentativas de organizações internacionais em influenciar a comunicação social angolana para desestabilizar o país.
Convidado a comentar as declarações do director da Rádio Ecclesia publicadas terça-feira pelo Jornal de Angola, segundo as quais existem organizações internacionais que financiam órgãos de comunicação social em Angola com vista a derrubar o poder, Georges Chikoti disse que tem recebido estas informações, mas não de forma oficial.
Para o chefe da diplomacia angolana, o mais importante é que os órgãos de comunicação social e não só estejam preparados para não cair nesta tentação. “É importante que a sociedade e a imprensa estejam preparadas e não vão no sentido daquilo que alguns países gostariam de fazer aqui”, realçou.
O ministro insistiu na necessidade dos angolanos estarem atentos. “Resistimos durante cerca de 40 anos, porque andámos bem coordenados e dirigidos, daí que esta é uma provocação que Angola pode naturalmente vencer”, disse.
Em entrevista concedida ao Jornal de Angola, por ocasião do Dia da Liberdade de Imprensa, o director da Rádio Ecclesia, padre Quintino Kandandji, disse ter devolvido, recentemente, 149 mil euros à União Europeia por a emissora católica não concordar com a posição daquela organização.
A delegação da União Europeia em Angola confirmou quarta-feira, em comunicado, ter contribuído em 58,86 por cento para o financiamento de um projecto da Rádio Ecclesia, destinado, entre outros objectivos, a “contribuir para que os cidadãos estejam melhor informados”. No documento, a delegação da União Europeia afirma que o valor devolvido por Quintino Kandandji é o remanescente de um total de 234.736,00 euros que, entre Fevereiro de 2012 e Março de 2014, a organização transferiu para os cofres da Rádio Ecclesia para programas de apoio à cidadania.
A União Europeia afirma que as declarações do director da Rádio Ecclesia “são infundadas” e não correspondem aos objectivos gerais e específicos da organização. A União Europeia lembra que trabalha em parceria com o Governo angolano há 30 anos e procura promover a criação de um espaço de diálogo democrático onde as várias vozes e tendências se possam manifestar tendo em vista o fortalecimento da democracia.
Relações com a Namíbia
O ministro das Relações Exteriores realçou em Luanda o trabalho que está a ser desenvolvido com as autoridades namibianas com vista a garantir uma melhor protecção das comunidades angolanas neste país. Georges Chikoti fez esta referência à imprensa durante a cerimónia de tomada de posse dos novos cônsules angolanos em Lisboa, Narciso do Espírito Santo, e em Oshakati (Namíbia), Gilberto Pinto Chikoti.
Chikoti informou que, em função da existência de cidadãos nacionais que estão a ser expulsos por estadia ilegal na Namíbia, decorre neste momento um processo de conversações para, primeiro, identificá-los e, depois, tomar as medidas adequadas. Esclareceu que muitos destes cidadãos nacionais instalaram-se na Namíbia por altura da guerra e não possuem documentação, razão pela qual têm sido expulsos.
Georges Chikoti sublinhou que, em termos de número, as expulsões não têm sido muito grandes, mas admitiu que existem pontos em que se manifestaram estas questões, particularmente na região norte do território namibiano, entre Oshakati e Rundu.
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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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