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PALOP, Política

Líder da Renamo na lista de convidados do jantar com Marcelo

 

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Afonso Dhlakama permanece “em parte incerta”.

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, consta da lista de convidados para o jantar que o Presidente português oferece na sexta-feira em Maputo, embora permaneça “em parte incerta”, devido ao conflito no centro de Moçambique.

 

Fontes diplomáticas confirmaram à Lusa que o líder da Renamo está entre os 50 convidados indicados pelo Governo de Moçambique para o jantar de sexta-feira oferecido por Portugal no hotel Polana, em Maputo, assim como o líder do terceiro partido da oposição, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango.

Para o jantar de sexta-feira, o último ponto de agenda da visita de Estado de Marcelo Rebelo de Sousa a Moçambique, cabe a Portugal indicar os convidados portugueses e ao Governo moçambicano indicar os convidados moçambicanos, disseram as mesmas fontes. Contudo, uma dessas fontes desvalorizou a indicação do nome de Dhlakama, considerando que, por razões protocolares, o líder do maior partido da oposição teria de estar sempre na lista de convidados.

Afonso Dhlakama encontra-se desde o final do ano passado presumivelmente algures na serra da Gorongosa, província de Sofala. Em setembro do ano passado, a comitiva de Dhlakama sofreu dois ataques, na província de Manica, o segundo dos quais com elevadas baixas, determinando o seu primeiro refúgio na Gorongosa, bastião tradicional do braço armado da Renamo.

 

No mês seguinte, o líder do maior partido da oposição viu a sua casa cercada e invadida pela polícia na cidade da Beira, numa alegada operação de recolha de armas em posse da sua guarda pessoal, determinando a sua retirada para a Gorongosa, onde supostamente ainda permanece. Dhlakama passou quase dois anos escondido em Sadjundjira, na Gorongosa, durante a crise política e militar entre 2013 e 2104, e o local passou a ser conhecido em Moçambique como a “parte incerta”.

 

Só abandonou a região no início de setembro de 2014, acompanhado por diplomatas ocidentais, incluindo o português José Augusto Duarte (embaixador em Maputo e assessor diplomático do Presidente português), para assinar o Acordo de Cessação de Hostilidades Militares com o ex-chefe de Estado Armando Guebuza e participar nas eleições gerais no mês seguinte.

 

A Renamo não reconheceu o resultado das eleições, ganhas oficialmente pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), e ameaça governar pela força nas seis províncias onde reclama vitória nas urnas. A situação política e militar degradou-se acentuadamente nas últimas semanas, envolvendo confrontos entre Governo e Renamo, ataques atribuídos à oposição nas principais estradas do país, e acusações mútuas de raptos, assassínios e intimidações.

Apesar dos reiterados apelos para o diálogo feitos pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, o líder da Renamo considera que a confiança está quebrada e exige a mediação de União Europeia, da África do Sul e da Igreja Católica antes de qualquer negociação.

http://www.cmjornal.xl.pt/cm_ao_minuto/detalhe/prmocambique_dhlakama_gostaria_de_jantar_com_marcelo_mas_esta_impossibilitado____renamo.html

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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