.
em foco...
Angola, Brasil – África, PALOP

Há muito mais liberdade de imprensa em Cabo Verde do que no Brasil

A organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras deu ontem a conhecer o seu veredicto sobre o actual estado da liberdade de imprensa no mundo. Portugal e Cabo Verde são os países lusófonos onde os desafios são menores. Macau voltou a não ser avaliado.

1.Liberdade de Imprensa

Portugal e Cabo Verde lideram o ranking dos países lusófonos no âmbito do Índice de Liberdade de Imprensa 2016, elaborado pela organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras. Ambos os países melhoraram as posições em relação a 2015, com a Guiné Equatorial a obter a pior classificação.

Na véspera do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o retrato dos países de língua portuguesa é comum ao resto do mundo, que tem apresentado vários problemas relacionados com uma “nova era da propaganda”.

Christophe Deloire, secretário-geral dos Repórteres Sem Fronteiras, aponta como principais problemas a independência dos meios de comunicação social, a autocensura, a legislação, a transparência e os abusos a que estão sujeitos jornalistas e órgãos de comunicação social:  “É hoje muito mais fácil aos poderes dirigirem-se directamente ao publico através de novas tecnologias e isso representa um maior grau de violência contra aqueles que representam a liberdade de imprensa”, afirmou.

Portugal, com 17,27 pontos, perdeu 0,26 pontos em relação a 2015, e ocupa o 23.º lugar – era 26.º no ano passado – à frente de Cabo Verde, que subiu de 36.º para 32.º, com 19,82 pontos.

Entre os nove Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e atrás de Portugal e Cabo Verde, figura a Guiné-Bissau –  subiu duas posições, passando de 81.º para 79.º – piorando, contudo, o coeficiente em 0,33 pontos, fixando-se nos 29,03 pontos.

No índice dos Repórteres sem Fronteiras, relativo a 180 países, em que São Tomé e Príncipe e Macau não são analisados, Timor-Leste subiu quatro posições, de 103.º para o 99.º posto, melhorando o coeficiente em 0,61 pontos, para os 32,02 pontos.

Abaixo do “top 100” surge o Brasil – “o país mais perigoso e violento da América Latina para o jornalismo”, escrevem os RSF, – que desceu quatro lugares (de 99.º para 103.º, piorando a pontuação em 0,69 pontos, acabando com 32,62) e Angola, que manteve o 123.º posto, embora tenha piorado o coeficiente em 2.05 pontos.

A Guiné Equatorial, o país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa pior classificado no índice, desceu uma posição, de 167.º para 168.º, piorando também a pontuação em 0,24 pontos, para se situar nos 66,47 pontos.

O “top 5” do índice sobre liberdade de imprensa dos Repórteres Sem Fronteiras é liderado pela Finlândia (com 8,59 pontos), seguindo pela Holanda (8,76), Noruega (8,79), Dinamarca (8,89) e Nova Zelândia (10,01).

Na cauda da tabela situam-se a República Popular da China (176.º lugar, com 80,96 pontos), a Síria (187.º – 81,35), o Turquemenistão (178.º – 83,44), a Coreia do Norte (179.º – 83,76) e a Eritreia (180.º – 83,92).

https://pontofinalmacau.wordpress.com/2016/05/03/liberdade-de-imprensa-portugal-e-cabo-verde-fazem-boa-figura/

Anúncios

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
%d blogueiros gostam disto: