.
em foco...
Angola, Cultura, Economia

Mulheres angolanas são menos nas tecnologias

Rodrigues Cambala |
30 de Abril, 2016

Fotografia: João Gomes

O número de mulheres que trabalham nas áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em Angola e no mundo não supera os 20 por cento, de acordo com os dados avançados ontem no IV fórum sobre “Meninas e as TIC”.

 

O fórum, promovido pelo Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, concluiu que as tecnologias continuam a ser mais utilizadas por homens do que pelas mulheres, assim como menos raparigas frequentam cursos nestas áreas nas universidades. A ministra da Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Teixeira, que efectuou a abertura do acto, não conteve as lágrimas, quando fez parte do painel sobre “o sucesso feminino no sector das TIC”. Ao falar especialmente para as jovens estudantes, a maioria presente na sala, incentivou a continuarem a estudar.
Ao apresentar o seu percurso de vida familiar e profissional, a ministra disse que é necessário determinação e força para que se atinjam os objectivos.
“Perdi o meu pai aos cinco anos de idade, e a minha mãe criou 11 filhos sozinha, ainda no tempo colonial. Não podemos pensar que só filhos de ministros é que podem estudar. Não. Vocês devem lutar. As pessoas devem lutar para saírem da pobreza. A pobreza é vencida se estudarmos”, encorajou a ministra.
Maria Cândida Teixeira disse, na abertura do fórum, que o Executivo pretende fomentar o uso das TIC de forma massiva no país, particularmente entre as mulheres, para que assumam e se engajem nas atividades de investigação e desenvolvimento tecnológico. Assegurou que, nos últimos anos, existe em Angola um interesse maior das mulheres nas áreas das TIC para dar resposta aos objectivos que se deparam no dia-a-dia.
O fórum sobre meninas e as TIC é realizado com o objectivo de criar um ambiente global que capacite e incentive as mulheres jovens a terem em conta as carreiras no domínio das tecnologias, um factor que leva a União Internacional das Telecomunicações a incentivar, desde 2011, os países membros a celebrarem a data na última quinta-feira do mês de Abril de cada ano.
O ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação disse que as tecnologias continuam a ser uma grande oportunidade e ferramenta que deve ser aproveitada para buscar o conhecimento e vencer as barreiras. José Carvalho da Rocha salientou que é preciso adquirir competências para que se possa ter sucesso na vida profissional e contribuir para o país.
O fórum, que abordou temas como “o mercado profissional no sector das TIC e as questões de género”, “o uso das ferramentas das TIC na melhoria do aproveitamento escolar”, visou igualmente fazer uma abordagem sobre a política nacional para a igualdade e equidade de género, envolvendo diferentes actores da sociedade angolana

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/mulheres_sao_menos_nas_tecnologias

Anúncios

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
%d blogueiros gostam disto: