.
em foco...
Angola, Economia

Angola não consegue atingir as metas de produção de peixe seco e sal

 

~´.jpg

A produção de peixe seco e sal continua a apresentar um déficit significativo em relação às metas do Plano Nacional de Desenvolvimento 2013/2017, mas a ministra das Pescas atribuiu ontem, em Luanda, a diferença aos produtores que sonegam informação estatística para fugiram ao pagamento de impostos.

 

Victória de Barros Neto declarou na abertura do I Conselho Consultivo do Ministério das Pescas de 2016, realizado ontem, que o défice nada tem a ver com os níveis de produção e que há “evidências” de que esta é superior ao declarado pelos produtores de peixe seco e sal.
A ministra lembrou que a sonegação de informação estatística da produção pressupõe a fuga ao pagamento dos impostos devidos ao Estado – o que é punível na legislação em vigor – e exigiu a melhoria do sistema de recolha de dados da produção e “seriedade” aos produtores.
Victória de Barros Neto também solicitou ao Serviço Nacional de Fiscalização e demais instituições a prestarem maior atenção a este fenômeno, com a denúncia de todos os produtores de peixe seco e sal que adotarem práticas ilegais.

Captura de pescado

Números fornecidos pela ministra indicam que as capturas de 2015 atingiram 496.213 toneladas, uma cifra que considera de recorde e que “reflecte o cumprimento das medidas de gestão das pescas tomadas pelo Executivo”, enquanto as exportações – de peixe e derivados – foram de 21.465 toneladas.
O nível de produção permitiu manter o nível do consumo “per capita” de pescado em conformidade com o recomendado pelo Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), disse a ministra.
A entrada em funcionamento da empresa Boa Pesca e a retoma da antiga Empromar Kuroca, do Tombua, Namibe, relançou a produção de farinha e óleo de peixe, a qual atingiu 10.874 toneladas e cinco milhões de litros, respectivamente. A ministra das Pescas lamentou que, no ano passado, não houve produção de conservas de pescado, mas garantiu que 2016 será diferente, face aos trabalhos de reabilitação que estão a ser realizados numa unidade no Tombua.
A produção piscícola está a aumentar de forma gradual, pelo que deposita “muita esperança neste subsetor” que pode elevar a oferta de pescado, impulsionada pela conclusão da primeira fase do projeto de Planeamento Espacial das Zonas com Potencial para Desenvolvimento da Aquicultura em Angola.
A ministra anunciou que o Executivo aprovou, recentemente, quatro programas dirigidos para o sector das Pescas para o período 2015/2016, nomeadamente os Programas Dirigidos para o Aumento da Produção e Promoção das Exportações de Sal, da Farinha e Óleo de Peixe, dos Crustáceos e da Tilápia.
Victória de Barros Neto explicou que estes programas visam o aumento da produção para abastecimento do mercado interno, bem como criar excedentes para as exportações de forma a equilibrar a balança de pagamentos.
Para o alcance dos objetivos definidos por cada programa, a ministra Victória de Barros Neto revelou a existência de fundos disponibilizados pelos bancos comerciais através de linhas de crédito criadas pelo Executivo.

Anúncios

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
%d blogueiros gostam disto: