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Projeto do PNUD visa a ampliar produção de algodão em lavouras africanas

Chamado Cotton 4 + Togo, programa reúne esforços do Ministério das Relações Exteriores brasileiro, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento em países como Benin, Burquina Faso, Chade e Mali. O objetivo é trocar informações sobre técnicas agrícolas para pequenos produtores de algodão.

Objetivo do Cotton 4 + Togo é trocar informações sobre técnicas agrícolas para pequenos produtores de algodão. Foto: Secom MT/ Mayke Toscano

Uma parceria internacional tem feito diferença nas lavouras africanas. Trata-se do projeto Cotton 4 + Togo, que reúne esforços da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e do PNUD em países africanos como Benin, Burquina Faso, Chade, Mali e Togo.

Os resultados dessa parceria estão sendo apresentados até sexta-feira (29) na I Reunião do Comitê Gestor do Cotton 4 + Togo, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

O projeto atua no campo das técnicas de melhoramento genético, cultivo do solo e manejo de pragas e, segundo os participantes, a parceria entre Brasil e África já rendeu novas variedades de algodão que serão lançadas brevemente no mercado, graças ao cruzamento entre variedades brasileiras e africanas.

Uma das técnicas brasileiras adotadas nos países africanos, o plantio direto, aumentou significativamente o volume da produção no continente, que passou de uma média de uma tonelada por safra para 4,5 toneladas.

Além de apoiar o desenho da primeira fase do projeto Cotton-4, o PNUD fornece suporte logístico para a aquisição de equipamentos no Brasil e no exterior. Quando necessário, escritórios do PNUD dos países envolvidos no programa são convidados a colaborar.

Na segunda fase do Cotton 4+Togo, já em andamento, o objetivo é disseminar informação para pequenos produtores que estão na ponta da cadeia algodoeira, capacitar mão de obra e revitalizar laboratórios nos países parceiros, construir um banco de armazenamento coletivo de material genético, monitorar, avaliar e garantir a continuidade das lições aprendidas.

“Os resultados da primeira fase do projeto Cotton 4 são um excelente exemplo do potencial e da importância da Cooperação Sul-Sul como mecanismo catalizador do desenvolvimento dos países, gerando novas oportunidades e promovendo o atingimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável”, disse o representante residente do PNUD, Niky Fabiancic, presente no evento.

A sessão de abertura, ocorrida na segunda-feira (25), foi presidida pelo secretário-geral do Ministério de Relações Exteriores, Sérgio Danese, e teve a participação de embaixadores de países africanos parceiros do Brasil.

Também estavam presentes o diretor da Agência Brasileira de Cooperação, João Almino, a pesquisadora e diretora de administração e finanças da Embrapa, Vania Castiglioni e o presidente-executivo do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Haroldo Cunha.

Um dos principais produtores agrícolas do mundo, o Brasil lidera o mercado internacional de algodão e tem exportado expertise e adquirido novas experiências com países africanos.

“O Brasil tornou-se referência mundial no campo da cooperação para o desenvolvimento em diversos domínios, com especial destaque para a agricultura sustentável”, disse o secretário-geral do Ministério de Relações Exteriores.


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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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