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Crianças africanas não tem acesso a vacinas necessárias

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23 de Abril, 2016

Fotografia: Arimateia Baptista| Lubango

Uma entre cinco crianças africanas não tem acesso a vacinas necessárias, refere a Organização Mundial da Saúde (OMS), a propósito da Semana Mundial de Imunização que começa amanhã.

Segundo a OMS, África é a região do mundo com o índice mais baixo de cobertura de imunização. Apenas 20 países do continente financiam mais de 50 por cento dos gastos com vacinação.
A agência das Nações Unidas refere que mais de 60 por cento das crianças que não são vacinadas vivem em 10 países: África do Sul, Etiópia, Filipinas, Índia, Indonésia, Iraque, Nigéria, Paquistão, Uganda e República Democrática do Congo.  A  OMS  acrescenta que mais de 1,5 milhões de mortes no mundo podiam ser evitadas se a cobertura global de vacinação fosse aprimorada.
Segundo a OMS, com todas as suas lacunas, os programas e campanhas de imunização evitam entre dois e três milhões de mortes por ano em todo o mundo. A agência ressalta, no entanto, que 1,5 milhões de mortes adicionais podiam ser evitadas se a cobertura de vacinação fosse melhorada.
Atualmente, estima-se que 18,7 milhões de crianças em todo o mundo, ou seja uma em cada cinco, estejam de fora da imunização de rotina para doenças evitáveis como a difteria, a tosse convulsa ou o tétano. Durante a  Semana Mundial de Imunização 2016, que termina no dia 30, a agência internacional apresenta medidas adicionais que vão ajudar os países a acabar com as lacunas para se atingir as metas globais de vacinação até 2020.Ganhos notáveis

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, reconheceu que os processos de vacinação no mundo registaram a alguns “ganhos notáveis” no combate à pólio, à rubéola e ao tétano materno e neo-natal.
No ano passado, exemplificou, a poliomielite  foi eliminada em apenas um país, a Nigéria, o tétano em três países, Camboja, Índia e Madagáscar, e a rubéola nas Américas. O desafio para os próximos tempos, acrescentou Margaret Chan, é fazer com que os “ganhos isolados” não sejam a norma.

“O desafio agora é tornar ganhos como estes a norma”, afirmou.  Em 2012, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou o Plano de Acção Global sobre Vacinas, um  compromisso internacional para garantir que ninguém fique privado da imunização vital. A iniciativa prevê que até 2020, todos vivam num mundo sem doenças que podem ser evitadas com vacinas. Fruto de alguns avanços nos esforços globais de imunização, refere a Organização Mundial da Saúde, o  continente africano não regista nenhum caso de pólio, há mais de um ano.
“Embora o mundo tenha visto algumas conquistas na imunização, a cobertura global da vacinação estagnou nos últimos anos”, disse por seu lado a diretora-geral-adjunta da OMS para a Saúde da Família, das Mulheres e das Crianças e vice-diretora do Gavi (Aliança para a Vacinação). Para Flavia Bustreon, “demasiadas oportunidades para alcançar crianças por vacinar e fechar a falha na imunização ainda são perdidas todos os dias”.
A  OMS apela por isso aos países que alcancem as crianças excluídas dos sistemas de vacinação de rotina, especialmente nos Estados, distritos ou áreas com coberturas vacinais inferiores a 80 por cento ou em países afetados por conflitos ou emergências. O Plano Global de Ação para a Vacinação, aprovado pelos 194 Estados-Membros da OMS em 2012, visa um mundo onde todas as pessoas estejam protegidas contra doenças evitáveis através de vacinas em 2020.   Dos seis objectivos provisórios definidos para 2015, apenas um foi alcançado: a introdução de vacinas novas ou subutilizadas.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/africa_e_a_regiao_com_menos_cobertura

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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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