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Angola, Economia, Política

Fazendeiros angolanos improdutivos podem perder as terras

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Os fazendeiros da província do Huambo com fraca capacidade de produção agrícola podem perder, no decurso deste ano, os seus títulos de propriedade, advertiu ontem, o director local da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.
Andrade Moreira Bahú explicou que a decisão se baseia no facto de existirem, na região, muitas fazendas abandonadas. “Aos ocupantes de fazendas que não produzem são retirados os títulos de propriedade, entregues a outras pessoas interessadas no aumento da produção agrícola ou pecuária, face ao contexto econômico e financeiro do país”, disse.
Andrade Moreira Bahú explicou que o sector que dirige tem registado, diariamente, solicitações, para aquisição de parcelas de terra para cultivo agrícola, de empresas com capacidade financeira.
Os fazendeiros incapacitados financeiramente foram aconselhados por Andrade Moreira Bahú a celebrarem parcerias para desenvolverem a agricultura e a pecuária.
Andrade Moreira Bahú acrescentou que o sector da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, em parceira com o Instituto Geográfico e Cadastral de Angola (IGCA), procede ao levantamento topográfico e cadastramento das fazendas existentes na província, para determinar quantas existem na região, o tipo de produção e dimensões.
Dados do IGCA apontam que, nos últimos cinco anos, foram cadastradas 150 fazendas, num universo de 955 associações de camponeses e 37 cooperativas com estatuto próprio. Os números são considerados proporcionalmente inferiores às potencialidades da província .
Sul com mais criadores
A Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA) cresceu em número de associados, na quantidade e qualidade de animais, considerou ontem, no Lubango, o director-geral da cooperativa.
Álvaro Fernandes falava à Angop para balancear e perspectivar as atividades realizadas durante os últimos dois anos e disse que a cooperativa, que em 2004 contava com 15 membros, tem agora 71 fazendeiros.
A par disso, a Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola controla pelo menos 25 mil cabeças de gado de raça e melhorada, contra cinco mil em 2004, graças ao trabalho de inseminação artificial que se tem feito nas fazendas. No início apenas faziam parte da Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola fazendeiros das províncias da Huíla, Namibe e Cunene e hoje conta com o suporte de criadores de Benguela, Cuanza Sul e Cuando Cubango. Para Álvaro Fernandes, o aumento de criadores é um bom sinal e isto demonstra que os fazendeiros estão interessados em relançar a actividade agropecuária na região e, em particular, no país, pois que a mesma tem grandes perspectivas para o futuro.
A intenção é chegar a outras províncias do país, mas devido a questões logísticas e técnicas, assim como algumas características climáticas de certas zonas do país que não permitem a criação de gado bovino para a produção de carne de talho, a associação vê-se na obrigação de ponderar essa solução. “Estamos a aguardar que melhores dias cheguem, pois com o programa de diversificação da economia é necessário, pôr em prática e desenvolver , ajudando a melhorar e aumentar a produção de carne, para reduzir a importação deste produto”, realçou Álvaro Fernandes. Sem avançar números, o fazendeiro explicou que apesar da crise financeira que assola o país, os criadores conseguiram adquirir e substituir o rebanho, o que tem surtido efeito em termos de reprodução.
A cooperativa implementou projectos ligados à zoo-sanidade nas fazendas, aquisição de maquinarias e de animais para abate e para criação.
A Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola foi fundada em 2004 com sede administrativa na cidade do Lubango.
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Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.
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