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Clipping Afronews, 24 de junho de 2015

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Embaixador do Brasil apela ao investimento em Angola

O embaixador do Brasil em Angola lançou terça-feira em Luanda um desafio aos empresários do seu país para que invistam em Angola, “país que pode vir a ser uma plataforma comercial das exportações brasileiras para a África Ocidental.”

Norton Mello Rapesta, que falava para 40 empresários brasileiros que se deslocaram a Luanda numa missão empresarial de quatro dias, reiterou a “confiança plena” do governo do Brasil relativamente a Angola, país que tem cumprido sem falta os pagamentos decorrentes da amortização do crédito concedido pelo Brasil.

Depois de salientar que Angola pode tornar-se numa plataforma comercial das exportações brasileiras para a África Ocidental, o embaixador reconheceu o desafio dos empresários do Brasil em baixar os custos do transporte dessas mercadorias.

“Um contentor que saia de Santos pode passar por Singapura, Dubai, Durban antes de chegar a Luanda, sendo uma realidade que é preciso alterar até porque o custo com o transporte ascende a 4000 dólares quando um contentor que venha do Japão, dos Estados Unidos da América, da Europa custa apenas 2000 dólares”, disse o embaixador, citado pela agência noticiosa Lusa.

Em 2014, o Brasil exportou para Angola mercadorias cujo valor ascendeu a 1261 milhões de dólares e importou bens no valor de 1109 milhões de dólares, assegurando um saldo comercial positivo de 152 milhões de dólares. (Macauhub/AO/BR)

http://www.macauhub.com.mo/pt/2015/07/22/embaixador-do-brasil-apela-ao-investimento-em-angola/

Brasil Exporta para Angola mais de um bilhão de dólares

Num encontro realizado terça-feira, Valentim Manuel, presidente do conselho de administração da AGT, adiantou aos empresários que os procedimentos necessários para exportar produtos para Angola apenas carecem de um certificado passado pelo Ministério do Comércio, uma declaração aduaneira, um título de propriedade, factura, certificado de embarque e certificado fitossanitário.

O embaixador do Brasil em Angola, Norton Rapesta, informou que o volume das exportações do seu país para Angola foram de 1,261 bilhões de dólares em 2014 e as importações fixaram-se em 1,109 mil milhões, que representam um saldo comercial positivo para o Brasil de 152 bilhões de dólares. Entre os principais produtos exportados para Angola sobressaem o açúcar, carne bovina, aves e suínos, farinha de milho, calçado e móveis.
Norton Rapesta acredita que os empresários brasileiros vão mostrar que resepresentam uma séria aposta durante a realização da Geira Internacional de Luanda. O encontro em causa envolveu a abordagem de temas concernentes ao mercado angolano de negócios, ao investimento privado em Angola, ao ambiente e cultura de negócios no país e ao aumento do conhecimento sobre a marca.
Nos últimos anos, as relações comerciais entre os dois países aprofundaram-se mais nos segmentos da agro-indústria, construção, equipamento, saúde, alimentação, móveis e decoração, transportes e automóveis. A missão brasileira, composta por 40 empresários, fica em Luanda até ao dia 24 de Julho para uma ronda de negócios supervisionada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A agência promove as exportações e a valorização dos produtos e serviços brasileiros, como missões de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios.

Nova Lei de Investimento Privado em Angola  é mais atrativa

Os deputados aprovaram ontem, com votos da maioria, a Lei de Investimento Privado, documento que vem simplificar  o processo de investimento e incentiva a participação e presença dos angolanos nos negócios.

O ministro da Economia, Abraão Gourgel, que apresentou o diploma na Assembleia Nacional, afirmou que a Lei introduz uma tabela para redução do imposto industrial, de sisa e de capitais, desde os cinco por cento até à sua completa isenção.

“Pretendemos que a Lei cubra todos os investimentos privados e externos realizados no nosso país”, salientou  o ministro, assegurando que o diploma concede mais incentivo à participação do accionista angolano, contribuindo para a constituição, reforço e consolidação de uma classe empresarial autóctone.

Aprovado com 145 votos do MPLA e sob protesto da oposição, o documento define também o conjunto de sectores para os quais a participação mínima de parceiros angolanos é de 35 por cento.

Os departamentos sectoriais passam a ter uma maior intervenção na definição do investimento privado, ao passo que a Agência Nacional do Investimento Privado (ANIP) tem agora a função da promoção dos investimentos privados no exterior.

O objectivo, disse, é reduzir a burocracia e melhorar o tratamento especializado por parte dos departamentos ministeriais.

Tribunais de Relação

Os deputados aprovaram, na generalidade, a proposta de Lei Orgânica dos Tribunais da Relação e sobre as Medidas Cautelares no Processo Penal.  O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, que apresentou os diplomas, esclareceu que os documentos fazem parte da reforma da justiça e do direito e estão relacionadas com a reorganização judiciária, em vigor desde Fevereiro. Rui Mangueira afirmou que a criação de mais uma jurisdição fortalece a defesa dos direitos e garantias dos cidadãos, observando o respeito pelo princípio do acesso à justiça. A proposta, sublinhou, vem materializar a arquitectura de uma nova organização judiciária, aprofunda o Estado de direito e o aumento da eficiência da administração da Justiça, além de reflectir as regras sobre a organização e funcionamento dos Tribunais de Relação.

A proposta de Lei sobre Medidas Cautelares no Processo Penal dá prioridade ao alargamento das medidas cautelares e à disposição dos órgãos de justiça penal. Com esta proposta de Lei, disse o ministro, o Executivo pretende uma reforma profunda do regime vigente, tornando-o mais seguro para satisfazer as grandes necessidades.

Oposição em falta

Os deputados da UNITA, CASA-CE, PRS e FNLA dispensaram o uso da palavra e o direito de voto como forma de protesto, alegadamente pelo facto da plenária não ser transmitida em directo.

O Presidente da Assembleia Nacional estranhou a postura da oposição e lembrou que o assunto foi discutido na conferência dos presidentes dos grupos parlamentares que chegaram a um consenso sobre a forma de transmissão dos debates.

Fernando da Piedade Dias dos Santos disse que os presidentes dos grupos parlamentares “chegaram a uma medida concertada e adoptada por todos que deveriam continuar a discutir o assunto junto dos órgãos competentes no sentido de se conseguir um avanço na matéria das transmissões em directo”, disse.

Raul Danda, líder da bancada da UNITA, afirmou que o Parlamento “tem condições técnicas instaladas para que todas as sessões sejam transmitidas em directo” e que “não há, nem pode haver, coisas a esconder aos angolanos que representamos”.

O deputado disse ser obrigação da Assembleia Nacional transmitir fielmente aos angolanos aquilo que os deputados fazem. Posição idêntica foi manifestada pelo líder da bancada da CASA-CE e do PRS.

“Estamos preocupados com a falta de informação, com a não transmissão do que se debate nesta Casa das Leis aos que representamos”, disse, por sua vez, Benedito Daniel, do PRS, para quem o aprofundamento da democracia passa pela informação.

Durante a plenária que durou cerca de sete horas, os deputados aprovaram também a Lei geral de Electricidade, dos Crimes Contra a Aviação Civil, e quatro projectos de Lei de autorização legislativa ao titular do Poder Executivo. Os deputados deram também luz verde ao projecto de resolução que aprova a Informação sobre o balanço de execução do Orçamento Geral do Estado referente ao 1º trimestre deste ano.

As propostas de Lei do Arrendamento Urbano e da Nacionalidade foram retiradas da agenda a pedido da primeira Comissão da Assembleia Nacional, que trata dos Assuntos Constitucionais e Jurídicos. O deputado Raul Lima, do MPLA, disse que os diplomas precisam de uma análise jurídica mais profunda. Raul Lima apresentou igualmente a solicitação do grupo parlamentar da UNITA para a retirada da agenda do Relatório de Actividade da Comissão Nacional Eleitoral referente a 2014.

Declarações políticas

Antes da votação dos diplomas, os líderes parlamentares apresentaram as suas declarações políticas. O presidente do grupo parlamentar do MPLA considerou a proposta de Lei do Investimento Privado “oportuna e muito útil”, na medida em que torna o “processo de decisão mais célere e menos burocratizado”.

Virgílio de Fontes Pereira referiu ainda que a proposta protege os empresários angolanos, nesta fase embrionária da sua existência, ao definir sectores onde não é possível o investimento estrangeiro sem a presença de investidores angolanos num capital mínimo de 35 por cento e uma participação efectiva na gestão das respectivas empresas.

“Numa altura em que ainda existe um grande desnível entre as empresas nacionais e as empresas de referência internacional, esta protecção é essencial para que Angola possa ter um empresariado forte, competitivo e capaz de se converter no motor do desenvolvimento”, defendeu o deputado.

André Mendes de Carvalho, líder da bancada parlamentar da CASA-CE, questionou a urgência na aprovação do diploma. Mendes de Carvalho disse que a proposta introduz elementos de “falta de transparência, imprevisibilidade nos processos de submissão e aprovação dos investimentos e de falta de conformação aos padrões, boas práticas e obrigações internacionais”.

Benedito Daniel, presidente do grupo parlamentar do PRS, disse existirem empresas com um número maior de trabalhadores expatriados comparativamente aos angolanos. “Desta forma, o emprego do angolano não está protegido, não está definida a quota máxima dos expatriados numa empresa e, se está, ninguém cumpre”, afirmou.

Lucas Ngonda, da FNLA, reconheceu que não há diversificação da economia sem o investimento privado, mas questionou a capacidade do empresariado nacional em absorver este investimento e dar soluções que encaminhem o país à independência económica.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/nova_lei_e_mais_atractiva_1

Moçambique

Liberdade de imprensa volta a debate em Moçambique

O julgamento previsto para o início de Agosto do economista Nuno Castel Branco e o editor do Mediafax Fernando Banze está a agitar a agenda moçambicana. Em causa está a própria liberdade de imprensa.

Liberdade de imprensa volta a debate em Moçambique – 3:00

O especialista em imprensa Machado da Graça diz ser importante que o julgamento do economista Nuno Castel Branco aconteça porque vai ser uma oportunidade para se levantarem algumas questões que colocam em causa as liberdades de expressão e de imprensa em Moçambique

O académico deverá ser julgado pelos crimes contra a segurança do Estado e abuso de liberdade de imprensa, relacionados com uma opinião sobre o antigo Presidente moçambicano, Armando Guebuza.

Machado da Graça considera este caso como muito complexo porque Nuno Castel Branco vai ser jugado por ter publicado o texto no seu Facebook, afirmando, no entanto, não saber qual é a legalidade disso.

Mas, segundo o analista, independentemente disso, não deixa de ser estranha a insistência do Ministério Público neste caso “porque o artigo da lei que é invocado para a acusação foi abolido pelo novo código penal”.

Para o analista, não existe, neste momento, lei que possa ser aplicada neste julgamento. De qualquer forma, destacou Machado da Graça, “creio que irá ser interessante se o julgamento acontecer, porque vai ser oportunidade para lavar alguma roupa suja que anda por aí a precisar de ser lavada”.

Juntamente com o economista, vai ser julgado também o editor do diário moçambicano Mediafax, Fernando Banze.

Machado da Graça diz crer que a defesa esteja preparada para levantar as questões que se colocam, relacionadas com a liberdade de expressão e de imprensa e que precisam de ser esclarecidas, afirmando que talvez este julgamento seja a oportunidade para o fazer.

Refira-se que o Tribunal Judicial do Distrito Municipal Kampfumo marcou para o dia 3 de Agosto o julgamento deste caso, que envolve também o director do semanário Canal de Moçambique, Fernando Veloso.

Entretanto, sabe-se que a defesa pediu o adiamento do julgamento para o dia 31 do mesmo mês.

http://www.voaportugues.com/content/liberdade-de-imprensa-volta-a-debate-em-mocambique/2875707.html

Moçambicanos fogem para o Malawi

Um número crescente de cidadãos moçambicanos está a chegar ao vizinho Malawi por causa de confrontos entre forças governamentais e da Renamo. A revelação foi feita pela imprensa do país vizinho, enquanto as autoridades de Moatize dizem que vão investigar.

As autoridades de Moatize, no distrito fronteiriço de Tete, estão a investigar a fuga da população para o vizinho Malawi devido a confrontos militares entre o exército e homens da Renamo. A imprensa malawiana garante que centenas de famílias moçambicanas, incluindo crianças, deixaram o país nos últimos dias.

“Estamos a fazer um levantamento para ver se realmente quem está a fugir para aquele país porque ao que nos apercebemos é que os malawianos é que estão a regressar”, disse Elsa da Barca, administradora de Moatize, adiantando que uma comissão será despachada para aquele país.

A imprensa malawiana avançou esta semana que um alerta de segurança foi activado no distrito de Mwanza, depois de receber 678 moçambicanos, entre as quais 415 crianças, à procura de refúgio no país devido a crescentes hostilidades em Moçambique.

Segundo a imprensa, o comissário do distrito de Mwanza, Gift Rapozo, afirmou que a população refugiada vem das regiões de Mkondezi e Monjo, no distrito de Moatize e de parte de Angónia, onde recentemente foram registados vários confrontos entre as partes beligerantes.

Ainda segundo relatos dos jornais, a maioria dos refugiados, que entram naquele país violando as fronteiras simplificadas de  Neno e Chikhwawa, foram acampados em Kasipe II, e estão a enfrentar problemas de abrigo e fome.

“Eles (o Governo malawiano) também não sabem, se a população que entra é malawiana ou moçambicana. Eles estão a fazer o mesmo trabalho que nós agora” reiterou Elsa da Barca, sustentando que por ser uma região fronteiriça geralmente se confunde a população dos dois países.

Nos finais de Junho, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, confirmou ter autorizado a emboscada as Forças de Defesa e Segurança para evitar uma nova movimentação da sua base em Moatize e propôs uma investigação parlamentar para apurar as causas do incidente.

Dhlakama afirmou, na altura que o contacto entre as duas forças ocorreu a três quilómetros da sua base, tendo sido contabilizadas 45 baixas da tropa estatal, contra um morto do número oficial anunciado pelo Governo.

O líder da Renamo ameaçou retaliar qualquer ataque militar do Governo, mas até agora desconhecem-se novos desenvolvimentos.

http://www.voaportugues.com/content/mocambicanos-fogem-para-o-malawi/2875636.html

Moçambique perdeu mais de 500 milhões de dólares numa década em madeira ilegal

O Estado moçambicano foi lesado em 540 milhões de dólares (491 milhões de euros) entre 2003 e 2013 em exportação de madeira explorada ilegalmente no país, segundo um estudo divulgado em Maputo.

“Moçambique encontra-se a perder quantias avultadas desde 2004, visto que constata-se que a quantidade de madeira ilegal explorada no país e exportada para China de forma ilegal é 5,7 vezes maior do que o volume declarado oficialmente pela Direção Nacional de Terras e Florestas”, denuncia-se num relatório da Universidade Eduardo Mondlane.

No documento, aponta-se a China como o destino de 90% das exportações da madeira moçambicana, mas também incongruências estatísticas em várias organizações relacionadas com o setor.

O estudo, revelado no âmbito do lançamento do projeto “Governação Florestal em Moçambique: A Urgência do Momento”, é uma iniciativa do Fundo Mundial para a Conservação da Natureza (WWF e da Embaixada da Suécia em Maputo.

Por outro lado, segundo o estudo da Universidade Eduardo Mondlane, os serviços alfandegários apenas registam as saídas por volume e dinheiro e não por espécie, permitindo a exportação de madeira de árvores protegidas em Moçambique.

Recomenda-se a redução de licenças, bem como mais transparência na sua atribuição, envolvendo as comunidades locais, além de se melhorar a qualidade das guias de remessas, para que sejam mais difíceis de falsificar, e ainda considerar-se a proibição de circulação de madeira durante a noite.

A exploração de madeira em Moçambique tem levantado polémicas nos últimos anos, em que, além da exportação ilegal, sobretudo para a China, tem suscitado dúvidas sobre o pagamento previsto na lei de as empresas concessionárias reverterem 20% dos seus lucros para as comunidades locais.

Em abril, a governadora de Sofala ordenou uma moratória ao início da atividade das madeireiras, mas levantou-a no mês seguinte, acabando por reconhecer que as contas das empresas estavam corretas e que a percentagem devida às comunidades estava a ser paga.

http://www.sapo.pt/noticias/mocambique-perdeu-mais-de-500-milhoes-de_55b101cf6867099c149c2971

Exportação de açúcar de Moçambique pode aumentar na campanha 2015/2016

A exportação de açúcar na campanha de 2015/16, em Moçambique, poderá crescer cerca de 19 por cento, atingindo as  305.688 toneladas, escreve hoje o jornal Notícias.

O matutino cita dados que serão hoje tornados públicos na Manhiça, província de Maputo, durante um seminário a ter lugar na Açucareira de Xinavane e a que estará presente o ministro da Indústria e Comércio, Max Tonela.

Durante a campanha de 2014/2015  foram produzidas 422.622 toneladas de açúcar o que representou um aumento de 11 por cento em relação á campanha anterior.

A indústria do açúcar em Moçambique ficou praticamente destruída na sequência da guerra civil tendo a produção baixado para as 13.000 toneladas.

O aumento de produção de açúcar é consequência da reabilitação de quatro das seis fábricas de açúcar de Moçambique localizadas em Marromeu, Mafambisse, Xinavane e Maragra num investimento total de 800 milhões de dólares.

A industria açucareira emprega actualmente 35 mil pessoas. Os principais mercados do açúcar moçambicano continuam a ser a União Europeia, Estados Unidos e os países da região. (macauhub/MZ)

http://www.macauhub.com.mo/pt/2015/07/23/exportacao-de-acucar-de-mocambique-podem-aumentar-na-campanha-20152016/

Renamo acusa a França no negócio da Ematum

A Renamo, maior força da oposição moçambicana, acusou na Assembleia da República a França de financiar a “guerra de Satungira” através do negócio da Ematum.

A guerra de Santungira, feudo da Renamo, no centro de Moçambique, na região da Gorongosa, onde se refugiara o líder da Renamo em 2012 opôs em 2013 homens armados do movimento da perdiz a tropas governamentais.

A venda por um estaleiro naval francês de barcos para a pesca do atum a uma empresa estatal moçambicana, Ematum, tem provocado controvérsia.

Numa altura em que o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, acaba de regressar, precisamente, de uma visita a França e a Portugal.

A Renamo diz estar indignada pela falta de esclarecimento em relação à polémica que envolve a enorme dívida ao Estado da empresa de pesca de atum EMATUM criada nos últimos meses da presidência de Armando Guebuza e faz sérias acusações à França.

No decurso do encerramento de dois dias de sessão de perguntas ao governo, o primeiro ministro não se referiu a esta questão da EMATUM.

Saiem por isso as os partidos da oposição insatisfeitos ao contrário da Frelimo, partido no poder, que defende o negócio em nome da defesa das águas moçambicanas.

http://www.portugues.rfi.fr/mocambique/20150723-renamo-acusa-franca-no-negocio-da-ematum

Moçambique: Frelimo quer desarmamento urgente e incondicional da Renamo

Maputo – A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder), reiterou que o partido Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, oposição) deve ser desarmado incondicionalmente e com urgência.

A Frelimo exigiu, através de um comunicado de imprensa difundido esta quinta-feira, 23 de Julho, o «desarmamento urgente e incondicional da Renamo», apelando a que o partido da oposição cumpra o Acordo de Cessação das Hostilidades, sem que sejam colocadas pré-condições para o efeito.

A Frelimo reiterou ainda que os homens da Renamo devem ser reintegrados no sistema social e económico do país, factores que considera abonarem a favor da unidade nacional e da promoção da paz.

http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=46050

Cabo Verde

Natal terá voos diretos para Cabo Verde a partir de 30 de outubro

Governador se reuniu com companhia aérea nesta quinta (23).

De Cabo Verde, passageiros poderão fazer conexões para a Europa.

A companhia de Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) confirmou nesta quinta-feira (23) que o voo direto do país africano para Natal começa no dia 30 de outubro. O anúncio aconteceu em encontro entre representantes da companhia e o governador Robinson Faria.

De Cabo Verde, o turista poderá fazer conexões para cidades da Europa como Paris (França), Lisboa (Portugal), Amsterdã (Holanda) e Bérgamo (Itália). A TACV e o governo trabalham em um plano para divulgação do voo e o lançamento.

“Essa parceria será muito boa para o Estado, pois vai atrair mais turistas, e consequentemente, investimentos. Vamos nos unir e definir um plano para divulgar o RN como destino para a Europa”, destacou o governador.

http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2015/07/voo-de-natal-para-cabo-verde-comeca-dia-30-de-outubro-anuncia-governo.html

Guiné Bissau

Ministro das Finanças destaca evolução econômica encorajadora

O ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, Geraldo Martins, faz um balanço «positivo e encorajador» da evolução econômica guineense ao longo dos últimos 12 meses.

Citado pelo semanário Nô Pintcha, Geraldo Martins, explicou que «desde 2014, o crescimento econômico saiu de 2 para 4,5 por cento e perspectivamos que até final de 2015 atinja os 5 por cento».

Elogiando o resultado económico dos projetos governamentais nas regiões rurais, o ministro da Economia e Finanças recordou ainda que as instituições financeiras internacionais têm sido indispensáveis para consolidar a tendência positiva.

«Há um ano tínhamos a situação de projetos suspensos por falta de financiamentos», lembrou o governante, «mas conseguimos reativar muitos projetos com o Banco Mundial, como por exemplo projetos na área da agricultura, energia e estamos a preparar um no domínio de cabos submarinos», acrescentou.

http://www.abola.pt/africa/ver.aspx?id=561651

Oposição do Gabão acusa Messi de se vestir “como se fosse para o jardim zoológico”

Continua a onda de reações negativas à visita de Lionel Messi ao Gabão. Depois de a “France Football” ter adiantado que o argentino recebeu 3,5 milhões de euros pela visita ao país – uma informação posteriormente negada pelos representantes do jogador -, o partido da oposição do país atacou o jogador, especialmente devido à forma como se vestiu para estar presente no lançamento da primeira pedra de um dos estádios da CAN’2017.

“O Messias do futebol chegou ao Gabão como se estivesse num jardim zoológico: sujo, com barba por fazer e com as mãos nos bolsos. Esse comportamento é uma falta de respeito enorme. O Gabão não é um jardim zoológico!”, podia ler-se na nota divulgada pela União Popular do Gabão.

http://www.record.xl.pt/futebol/internacional/detalhe/oposicao-do-gabao-acusa-messi-de-se-vestir-como-se-fosse-para-o-jardim-zoologico-964050.html

Barack Obama na África

Obama inicia visita a África

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, parte hoje para uma viagem à Etiopia e Quénia, terra natal do seu pai, num altura em que realça o crescimento de relações económicas com a África subsaariana.

Obama deverá chegar a Quénia na Sexta-feira, onde vai participar na Cimeira Global sobre o Empreendedorismo, em Nairobi, a capital.

Obama torna-se assim no primeiro presidente americano a visitar a Etiópia, o que é alvo de criticas de  grupos dos direitos humanos, em virtude do clima politioco daquele país.

Na quarta-feira, 22, na recepção que marcou a assinatura da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA), Obama disse que apesar dos desafios, África é um lugar dinâmico, com alguns dos mercados que mais crescem no mundo.

Obama disse também que o continente tem potencial para ser o próximo centro de oportunidades económicas globais.

http://www.voaportugues.com/content/obama-inicia-visita-a-africa/2874586.html

Obama retorna à terra natal do pai; segurança deve dominar visita ao Quênia

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai chegar ao Quênia na sexta-feira com a missão de fortalecer a segurança dos EUA e os laços econômicos, mas sua ligação pessoal com a terra natal de seu pai vai dominar uma viagem que os quenianos veem como sendo de um filho nativo de volta para casa.

O Quênia é um importante aliado do Ocidente na batalha contra o grupo islâmico somali Al Shabaab, que massacrou 148 pessoas em abril em uma universidade queniana perto da fronteira com a Somália. É provável que o foco de Obama nas negociações em Nairóbi seja a cooperação no campo da segurança.

Ele também vai passar um período de tempo com membros de sua família, mas não vai viajar para a aldeia que está mais associada com seus parentes quenianos, disseram funcionários da Casa Branca.

“Do mesmo modo que as pessoas em geral têm curiosidade por sua origem, visitar o Quênia lhe dá uma oportunidade de fazer essa conexão pessoal”, disse Valerie Jarrett, assessora e amiga da família de Obama, em entrevista.

Obama visitou o Quênia quando era senador dos Estados Unidos, em 2006. Ele manifestou uma certa decepção pelo fato de que desta vez terá menos liberdade para ver o país, mas disse que estava ansioso pela viagem.

“Minha esperança é que… nós possamos transmitir a mensagem de que os EUA são um parceiro forte, e não apenas para o Quênia, mas para a África subsaariana em geral”, disse.

Em Nairóbi, ele vai participar da Cúpula Global de Empreendedorismo, prestar homenagem às vítimas e sobreviventes do atentado à embaixada dos EUA em 1998 e jantar com o presidente Uhuru Kenyatta, que foi alvo de processo no Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, o que, em grande parte, impediu que Obama fosse antes ao Quênia. As acusações foram retiradas em março.

Os críticos de Obama têm afirmado que seu histórico em relação à África é desfavorável em comparação com o de seu antecessor, George W. Bush, cujo programa emergencial de ajuda para o enfrentamento da Aids o tornou um herói no continente. Conselheiros de Obama destacam suas iniciativas em energia elétrica, agricultura e comércio como parte de seu legado na África.

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0PX1FS20150723

Obama vai à África em busca de aliados econômicos e contra o terrorismo

Continente africano não é estrategicamente tão importante como outras regiões, mas ainda assim um aliado na luta dos EUA contra o terrorismo. Interesses econômicos também falam alto, mas aqui há concorrência: da China.

Seriam estes os prenúncios de uma “virada para a África”? Primeiro, o presidente Barack Obama recebe o novo chefe de Estado nigeriano, Muhammadu Buhari, na Casa Branca. Poucos dias depois, inicia uma viagem para a África, que o levará para o Quênia e na condição de primeiro presidente dos EUA a visitar o país também para a Etiópia.

O especialista em África Richard Downie, do think tank Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), diz não ver na viagem do presidente americano uma atenção para a África análoga à iniciativa do Pacífico empreendida pelos EUA. “Mesmo que, estrategicamente, a África tenha se tornado mais importante para os Estados Unidos, essa tendência ainda está em nível inferior a outras regiões do mundo.”

Para Washington, no entanto, o valor estratégico de parcerias com potências regionais africanas, como a Nigéria e o Quênia, é óbvio: além dos interesses econômicos num continente que prospera visivelmente, os EUA estão de olho em aliados na luta contra o terrorismo. Diante da ameaça de terrorismo que emana do Oriente Médio, os americanos temem que haja uma expansão para solo africano.

Mas isso já é realidade há muito tempo. O grupo terrorista Boko Haram, por exemplo, aliou-se ao chamado “Estado Islâmico” e representa um grande perigo para a Nigéria e seu novo presidente, Buhari. Também o Quênia tem graves problemas de segurança, como lembra Downie, apontando para a milícia terrorista Al Shabaab, que desestabiliza a vizinha Somália.

Downie critica que as forças de segurança quenianas enfrentam esse perigo por meio de duras violações dos direitos humanos: por ordem do presidente Uhuru Kenyatta, as forças quenianas teriam perseguido os quenianos de origem somali, acirrando ainda mais o problema.

Princípios e interesses

No contexto da viagem à África de Obama, a revista online americana Foreign Policy Journal lembrou que os EUA têam uma longa tradição de apoiar regimes opressores. Mas, já como senador, Obama não deixou nenhuma dúvida de que queria se afastar dessa política.

“Obama e os Estados Unidos estão comprometidos com a democracia e a boa governança”, assinala Downie. De acordo com o especialista, em sua primeira viagem oficial à África, Obama teria cunhado a frase “eu não quero homens fortes, eu quero uma boa governança”.

Mas é difícil se ater a princípios quando eles colidem com os interesses. “Vemos isso no caso da Etiópia: os etíopes são úteis em seu apoio aos americanos na luta contra o terrorismo”, argumenta Downie. Só que a Etiópia, ao contrário do Quênia, não é uma democracia.

Assim como Downie, grupos de direitos humanos também criticam o momento da visita de Obama à Etiópia, depois que o partido no poder garantiu para si uma ampla maioria na Assembleia Nacional por meio de fraudes nas eleições de maio. O especialista em África Peter Pham, do think tank Atlantic Council, acusa os críticos de tratar a situação com dois pesos e duas medidas: “As mesmas pessoas não reprovariam o presidente se ele estivesse de visita à China.”

Downie considera limitadas as possibilidades de ação de Obama na Etiópia. Segundo ele, os esforços do presidente em se reunir com representantes da sociedade civil estão sendo em vão, já que precisamente esses estão sendo afastados pelos etíopes. “Não restaram muitas pessoas para um encontro com o presidente”, lamenta Downie. Pham, no entanto, defende a realpolitik: “O principal objetivo da visita é fomentar os interesses americanos. E os Estados Unidos têm interesses consideráveis na Etiópia.”

Em artigo recente, Michael E. O’Hanlon, do Instituto Brookings, compartilha a posição de Pham e sugere a Obama uma ampla iniciativa de segurança para a África: em zonas de conflitos, como Nigéria, Líbia ou Congo, os EUA deveria estacionar unidades que apoiariam os africanos em suas missões de paz com treinamento e assistência. Obama deverá, possivelmente, apropriar-se dessa proposta.

China chegou primeiro

Além dos problemas com a segurança e o terrorismo, a visita de Obama deverá estar focada em temas econômicos: “A imagem da África está mudando rapidamente. É lá que encontramos as economias de mais rápido crescimento. Uma classe média crescente cria novas oportunidades para empresas africanas e americanas”, afirma Pham.

Mas onde quer que os americanos queiram marcar presença na África, os chineses chegaram primeiro. Com um volume de negócios superior a 200 bilhões de dólares anuais, o comércio da China com a África supera em mais de duas vezes o dos Estados Unidos.

Até agora, os EUA não encontraram nenhuma estratégia contra a concorrência da China, lamenta a especialista Yun Sun, do Instituto Brookings. Segundo ela, apostar somente em valores comuns e na demanda por democracia não é suficiente.

“É bem possível que políticos de orientação democrática venham a mostrar uma maior ligação com os países ocidentais ao assumir a liderança em seus países”, concorda Yun Sun. Mas ela lembra que os governantes africanos também são muito pragmáticos. “Quando eles notam que os chineses têm dinheiro para promover a infraestrutura, eles não rejeitam isso, simplesmente.”

A especialista em assuntos asiáticos e africanos defende uma abordagem não convencional. Ela sugere a Obama um trabalho de cooperação com os chineses, como, por exemplo, no fomento à infraestrutura. “Os chineses têm o dinheiro e a expertise, os EUA, uma melhor tecnologia”, afirma Yun Sun. Mas ela também sabe que essa ideia “não é muito popular nos EUA.”

Autor: Gero Schliess, de Washington (ca)Edição: Alexandre Schossler

http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/dw/2015/07/23/noticiasdw,3473852/obama-vai-a-africa-em-busca-de-aliados-economicos-e-contra-o-terrorismo.shtml

Obama visita pela primeira vez como presidente o Quênia, terra de seu pai23/07/2015 12:20Compartilhe:

Barack Obama realiza esta semana sua primeira visita como presidente ao Quênia, pátria de seu pai, ponto culminante de uma semana diplomática consagrada à África.

Segunda-feira, o presidente americano recebeu na Casa Branca Muhammadu Buhari, o novo presidente da Nigéria, país mais populoso da África e maior economia do continente.

Ele viaja nesta quinta-feira para Nairóbi e depois para a capital da Etiópia, Addis Abeba, onde será o primeiro presidente americano da história a fazer uma visita.

O primeiro presidente negro dos Estados Unidos viajou quatro vezes ao continente africano desde sua eleição, visitas que não incluíram o Quênia.

O pai de Barack Obama, que ele não conheceu realmente, nasceu no oeste do Quênia, numa aldeia perto do Lago Victoria.

Economista, ele deixou sua família quando Obama tinha dois anos e morreu em um acidente de carro em Nairóbi em 1982, aos 46 anos.

O “retorno à casa” de Barack Obama foi impedido por muito tempo pelo indiciamento do presidente Uhuru Kenyatta pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade por seu suposto papel na violência pós-eleitoral no final de 2007 e início de 2008.

Essas acusações foram retiradas em dezembro, devido à obstrução do governo queniano, de acordo com o procurador do TPI, mas que em todo caso abriu o caminho para uma visita presidencial.

“É, obviamente, importante do ponto de vista simbólico, espero que isso mostre que os Estados Unidos são um parceiro forte, não só para o Quênia, mas para a África subsaariana”, declarou Barack Obama.

Os dois presidentes devem discutir questões sobre comércio e segurança, mas a conversa pode tomar um rumo pessoal.

O pai de Obama era um economista para o governo do pai de Uhuru Kenyatta, Jomo, que governou o país por 14 anos, da independência até sua morte em 1978.

Os dois homens não se entendiam e Obama pai foi finalmente demitido pelo Kenyatta pai, um ostracismo que contribuiu para seu alcoolismo.

Barack Obama, absorvido desde 2009 pela recessão nos Estados Unidos, as crises no Oriente Médio, o terrorismo e seu “pivot asiático”, procurará consolidar seu balanço africano.

“Esta viagem é extraordinariamente importante para o presidente”, considera o ex-secretário de Estado adjunto para África, Johnnie Carson.

De acordo com fontes diplomáticas, a Casa Branca ainda debate para determinar se esse balanço deve incluir uma tentativa de resolver o conflito no Sul do Sudão, um país fundado desde 2011 em uma guerra civil devastadora.

Dezenas de milhares de pessoas morreram e mais de dois milhões fugiram de suas aldeias. Mas um envolvimento dos Estados Unidos pode ser arriscado, ainda mais em caso de fracasso político.

Durante sua primeira visita ao continente, em 2009, Barack Obama chamou os africanos a se apoderar de seu destino.

Mas seis anos depois, a ambição permanece limitado por problemas de segurança, corrupção e violações dos direitos humanos.

O Quênia tem sido particularmente atingido por grupos extremistas. Em 1998, as embaixadas dos Estados Unidos em Nairóbi e Dar es Salaam foram destruídas por enormes explosões, que fizeram centenas de mortes.

Em 2013, 67 pessoas morreram no massacre perpetrado pelos islamitas somalis shebab, aliados à Al-Qaeda, no centro comercial Westgate em Nairóbi.

E em abril, o shebab massacrou 148 pessoas na universidade de Garissa, em sua maioria estudantes.

“O Quênia está na linha de frente da luta contra o terrorismo, e é por isso que os Estados Unidos têm equipado e treinado nossas forças de segurança”, declarou o embaixador queniano nos Estados Unidos, Robinson Njeru Githae.

Barack Obama vai participar de uma cúpula mundial de empreendedorismo em Nairóbi (Global Entrepreneurship Summit), uma iniciativa lançada em 2010 e que reúne milhares de empresários e empresas.

Em Addis Abeba, Barack Obama deverá discutir o déficit democrático africano diante dos líderes da União Africana.

Mais de 50 ONGs africanas e internacionais, incluindo a Human Rights Watch e Freedom House, escreveram ao presidente americano para instá-lo a não negligenciar o assunto.

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20150723/obama-visita-pela-primeira-vez-como-presidente-quenia-terra-seu-pai/282832.shtml

Obama quer “nova dimensão” nas relações entre EUA e África

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manifestou, esta quarta-feira, na véspera da sua visita a África, querer que as relações entre os Estados Unidos e o continente atinjam “uma nova dimensão”.

“África é um lugar de incrível dinamismo, onde se encontram alguns mercados dos que mais crescem do mundo, pessoas extraordinárias, de uma resiliência excecional”, declarou Obama numa receção, na Casa Branca, a diplomatas, responsáveis políticos e económicos, bem como membros de organizações não-governamentais africanas.

“É por isso que, como Presidente, trabalho arduamente para que as nossas relações com África alcancem uma nova dimensão”, realçou, citando o aumento das exportações norte-americanas para o continente, o lançamento de iniciativas para desenvolver sobretudo o comércio, a saúde ou ainda a segurança alimentar.

O Presidente norte-americano sublinhou ainda que “as ligações com África nos Estados Unidos são evidentemente profundas, antigas e complicadas”. “Por vezes há mal-entendidos e desconfiança. Mas quando se olha para todos os estudos (…) o povo africano ama os Estados Unidos e aquilo que representam. Talvez até de uma forma incomparável relativamente a outros”.

E “o que é surpreendente é quando se vê que esse povo é mais feliz e mais otimista, (…) apesar da pobreza e dos conflitos”, realçou.

Obama parte hoje para Nairobi (Quénia), pátria do seu pai, onde realiza a sua primeira visita na qualidade de Presidente dos Estados Unidos, antes de se deslocar à Etiópia, transformando-se no primeiro Presidente norte-americano a visitar o país.

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/obama-quer-nova-dimensao-nas-relacoes-entre-eua-e-africa_n846489

Esquema de segurança é reforçado no Quênia para chegada de Obama

Autoridades quenianas mobilizaram centenas de soldados e policiais para a visita de Obama.

Autoridades quenianas mobilizaram centenas de soldados e policiais para a visita de Obama.

REUTERS/Thomas Mukoya

Centenas de agentes de segurança têm chegado a Nairóbi, capital do Quênia, para cuidar da visita do presidente americano, Barack Obama, que chega ao país natal de seu pai nesta sexta-feira (24). Ele vai se encontrar com alguns de seus familiares, com quem já esteve em duas visitas anteriores – quando ainda era estudante e depois quando era senador. O presidente reconheceu que essa visita é “simbolicamente importante”.

Com informações de Raquel Krahenbuhl, correspondente da RFI em Washington

Segundo a mídia queniana, agentes do serviço secreto passaram pente fino em três hotéis: o Sankara, o Villa Rosa Kempinski e o Intercontinental. Nesta semana, um Osprey – cruzamento entre um helicóptero e um avião – habitalmente estacionado na base militar americana de Djibouti, sobrevoou a capital Nairóbi junto com um helicóptero com o brasão presidencial.

Obama espera levar a mensagem de que os EUA é um parceiro forte da África. Comércio e segurança devem dominar a agenda da visita ao continente. Os EUA têm fornecido equipamento e treinamento às forças de segurança do Quênia – que estão na linha de frente da luta contra o terrorismo na região. O país tem sido vítima de vários ataques. Em 2013, o grupo Al-Shabaab, ligado à rede a Al Qaeda, atacou um shopping e matou 67 pessoas, e em abril deste ano, militantes do mesmo grupo mataram 148 pessoas em uma universidade no país.

O Departamento de Estado americano alertou em um comunicado que a Cúpula de Empreendedorismo Mundial em Nairóbi, neste fim de semana, onde Obama fará um discurso, poderia proporcionar um alvo para os terroristas.

Medidas de precaução

Essa preocupação pode ter levado o governo americano a conduzir vários ataques aéreos na última semana, contra militantes do Al-Shabaab, na Somália. Ainda como precaução, todo o espaço aéreo do Quênia vai ser fechado 50 minutos antes de o presidente pousar na sexta-feira, e aviões de pequeno porte vão ser proibidos de voar em Nairóbi nos três dias em que Obama estará no país.

Além do problema de segurança, corrupção e abusos de direitos humanos são questões que preocupam Washington tanto no Quênia, quanto na Etiópia – os dois países que o presidente visitará nesse tour. Em um carta, mais de 50 grupos de direitos humanos pediram ao presidente que leve uma mensagem de democracia a África.

Essa é a terceira visita de Obama à África desde que tomou posse. Em 2009, quando esteve em Gana, o primeiro presidente negro americano – que trouxe esperança de mudanças na relação dos EUA com a África – falou de um “novo momento promissor” no continente. Apenas alguns anos depois, em 2013, durante um giro pelo Senegal, Tanzânia e África do Sul, Obama foi recebido com certo ceticismo pelas suas políticas vagas e promessas não cumpridas no continente – como a de trazer eletricidade a 20 milhões de africanos.

Obama tem priorizado outras questões, como a luta contra o grupo Estado Islãmico, a crise na Ucrânia, o acordo nuclear com o Irã e a reaproximação com Cuba. Na África, um dos principais – e poucos – esforços do presidente americano foi a liderança no combate ao Ebola no ano passado.

Descaso

Muitos especialistas criticam a negligência de Obama na África, dizendo que os presidentes George W. Bush e Bill Clinton investiram e se preocuparam muito mais com o continente. Obama acabou mantendo muitas das políticas dos seus antecessores. Por um lado, deu continuidade ao financiamento de programas contra a AIDS, aumentando o número de pessoas que recebem tratamento. Por outro lado, manteve – e até expandiu – políticas polêmicas como a campanha de drones na Somália e no Mali, e também a permanência de soldados americanos no Djibouti. Outra controvérsia foi a participação dos EUA na intervenção militar na Líbia em 2011, que trouxe instabilidade pra região.

Na visita, que começa sexta-feira, muitos africanos esperam mais ações concretas e menos gestos simbólicos – que têm definido a relação do primeiro presidente negro dos EUA na África

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Africa-Obama-defende-nova-dimensao-nas-relacoes-entre-Washington-continente,087f2592-4a4b-4578-bbd6-9c4077f301c8.html

Esquema de segurança é reforçado no Quênia para chegada de Obama

Centenas de agentes de segurança têm chegado a Nairóbi, capital do Quênia, para cuidar da visita do presidente americano, Barack Obama, que chega ao país natal de seu pai nesta sexta-feira (24). Ele vai se encontrar com alguns de seus familiares, com quem já esteve em duas visitas anteriores – quando ainda era estudante e depois quando era senador. O presidente reconheceu que essa visita é “simbolicamente importante”.

Com informações de Raquel Krahenbuhl, correspondente da RFI em Washington

Segundo a mídia queniana, agentes do serviço secreto passaram pente fino em três hotéis: o Sankara, o Villa Rosa Kempinski e o Intercontinental. Nesta semana, um Osprey – cruzamento entre um helicóptero e um avião – habitalmente estacionado na base militar americana de Djibouti, sobrevoou a capital Nairóbi junto com um helicóptero com o brasão presidencial.

Obama espera levar a mensagem de que os EUA é um parceiro forte da África. Comércio e segurança devem dominar a agenda da visita ao continente. Os EUA têm fornecido equipamento e treinamento às forças de segurança do Quênia – que estão na linha de frente da luta contra o terrorismo na região. O país tem sido vítima de vários ataques. Em 2013, o grupo Al-Shabaab, ligado à rede a Al Qaeda, atacou um shopping e matou 67 pessoas, e em abril deste ano, militantes do mesmo grupo mataram 148 pessoas em uma universidade no país.

O Departamento de Estado americano alertou em um comunicado que a Cúpula de Empreendedorismo Mundial em Nairóbi, neste fim de semana, onde Obama fará um discurso, poderia proporcionar um alvo para os terroristas.

Medidas de precaução

Essa preocupação pode ter levado o governo americano a conduzir vários ataques aéreos na última semana, contra militantes do Al-Shabaab, na Somália. Ainda como precaução, todo o espaço aéreo do Quênia vai ser fechado 50 minutos antes de o presidente pousar na sexta-feira, e aviões de pequeno porte vão ser proibidos de voar em Nairóbi nos três dias em que Obama estará no país.

Além do problema de segurança, corrupção e abusos de direitos humanos são questões que preocupam Washington tanto no Quênia, quanto na Etiópia – os dois países que o presidente visitará nesse tour. Em um carta, mais de 50 grupos de direitos humanos pediram ao presidente que leve uma mensagem de democracia a África.

Essa é a terceira visita de Obama à África desde que tomou posse. Em 2009, quando esteve em Gana, o primeiro presidente negro americano – que trouxe esperança de mudanças na relação dos EUA com a África – falou de um “novo momento promissor” no continente. Apenas alguns anos depois, em 2013, durante um giro pelo Senegal, Tanzânia e África do Sul, Obama foi recebido com certo ceticismo pelas suas políticas vagas e promessas não cumpridas no continente – como a de trazer eletricidade a 20 milhões de africanos.

Obama tem priorizado outras questões, como a luta contra o grupo Estado Islãmico, a crise na Ucrânia, o acordo nuclear com o Irã e a reaproximação com Cuba. Na África, um dos principais – e poucos – esforços do presidente americano foi a liderança no combate ao Ebola no ano passado.

Descaso

Muitos especialistas criticam a negligência de Obama na África, dizendo que os presidentes George W. Bush e Bill Clinton investiram e se preocuparam muito mais com o continente. Obama acabou mantendo muitas das políticas dos seus antecessores. Por um lado, deu continuidade ao financiamento de programas contra a AIDS, aumentando o número de pessoas que recebem tratamento. Por outro lado, manteve – e até expandiu – políticas polêmicas como a campanha de drones na Somália e no Mali, e também a permanência de soldados americanos no Djibouti. Outra controvérsia foi a participação dos EUA na intervenção militar na Líbia em 2011, que trouxe instabilidade pra região.

Na visita, que começa sexta-feira, muitos africanos esperam mais ações concretas e menos gestos simbólicos – que têm definido a relação do primeiro presidente negro dos EUA na África

http://www.brasil.rfi.fr/americas/20150723-obama-faz-primeira-visita-oficial-ao-quenia-terra-de-seu-pai

Quênia: Nairobi prepara-se para visita de Barack Obama

Nairobi – As autoridades americanas e quenianas reforçaram a segurança em Nairobi, na véspera de uma visita de Barack Obama a um país assolado pelos massacres dos Shebab, um grupo jihadista somali filiado à Al-Qaeda.

“O presidente americano é um alvo de muita importância, então um atentado ou inclusive uma tentativa, permitiria aos Shebab ocupar o centro das atenções”, alerta Richard Tutah, especialista em segurança que vive em Nairobi.

Centenas de agentes encarregues da segurança de Obama, chegaram ao Quénia nas últimas semanas e, segundo a imprensa local, inspeccionaram três hotéis da capital: o Sankara, o Villa Rosa Kempinski e o Intercontinental.

Nesta semana, um Osprey – uma aeronave projectada como um cruzamento entre um helicóptero e um avião -, que costuma estar estacionado na base militar americana no Djibuti, sobrevoou Nairobi junto de um helicóptero branco com o selo do presidente dos Estados Unidos.

“O nível de segurança é asfixiante”, conta o analista Abdulahi Halaje, especialista em temas de segurança na região.

O comandante da polícia de Nairobi, Benson Kibue, declarou na quarta-feira que serão mobilizados 10 mil agentes da polícia na capital, isto é, um quarto dos efectivos do país e que as principais ruas da cidade serão encerradas na sexta-feira e no sábado.

A aviação civil queniana anunciou, por sua vez, que o espaço aéreo será encerrado 50 minutos antes da chegada de Obama e 40 minutos depois da sua partida, publicando por descuido as horas exactas da sua chegada.

Os segredos da segurança do presidente americano durante sua visita de três dias ao país geram todo tipo de especulações da imprensa local.

“Chegam os instrumentos da segurança do presidente Obama”, afirma o tabloide The Star, que menciona “uma série de ferramentas de comunicação de ponta que o presidente Obama utilizará a partir do momento em que aterrar”.

Durante a sua estadia, Obama viajará numa limosine conhecida por “The Beast”, uma fortaleza sobre rodas de 1,5 milhão de dólares projectada para resistir a explosões. O carro tem placas de aço, vidros blindados, pneus reforçados com kevlar e bolsas de sangue presidencial no porta-malas.

“The Beast” é um dos 60 veículos que compõem a frota presidencial na sua visita ao Quênia, segundo o jornal The Standard.

Em 2013, a viagem de Obama ao Senegal, à África do Sul e à Tanzânia custou entre 60 e 100 milhões de dólares, segundo diferentes estimativas. O jornal americano The Washington Post revelou na época que a sua segurança incluía um porta-aviões situado na costa, aviões de caça, 10 limosines blindadas e vidros blindados instalados no quarto onde dormia.

O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, lembrou na quarta-feira a ameaça dos Shebab somalis. “O nosso país sofreu os ataques de criminosos perversos e ideológicos”, disse.

“Nós os combatemos sem descanso e eles sabem, assim como nós, que vão perder”, lançou.

Kenyatta também referiu-se à estreita cooperação entre Quénia e Estados Unidos na luta contra os Shebab na Somália, onde Nairobi participa de uma operação militar da União Africana, que infligiu grandes derrotas aos jihadistas.

Obama é o primeiro presidente americano que visita o Quênia, a pátria do seu pai, numa viagem que também o levará à Etiópia, outro aliado regional na luta contra os Shebab.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Quenia-Nairobi-prepara-para-visita-Barack-Obama,82445d65-bec4-4e47-a87e-7016dd4d2207.html

Obama falará de investimento americano em África

A melhoria do investimento americano em África será tema de destaque na visita que o Presidente Obama faz, esta semana, a Quénia, onde participará na Cimeira Global sobre o Empreendedorismo.

Obama falará de investimento americano em África – 3:23

Funcionários Americanos dizem que cerca de metade de empregos criados em África foram em pequenos negócios – muitos criados por mulheres, como a ruandesa Janet Nkubana, que transforma a vida de milhares exportando produtos de artesanato com o apoio dos Estados Unidos.

Após o genocídio, muitas famílias ficaram na desgraça e as mulheres foram as mais afectadas. No meio do sofrimento, Janet Nkubana e sua irmã encontraram uma forma de ajudar outras mulheres ruandesas a depender de si mesmas. Elas criaram a Gahaya Links, uma empresa de exportação de artesanato, que hoje tem clientes como a cadeia americana Macys.

Nkubana orgulha-se por a sua empresa ter ajudado a “valorizar três mil mulheres das comunidades do Ruanda. São mulheres que não precisam mais de esmola, podem ter o seu próprio seguro de saúde, pagar a matrícula dos seus filhos.”

O negócio de Nkubana  foi impulsionada pela AGOA (Lei de Crescimento e Oportunidade para África), lançada no ano 2000, que abriu o mercado Americano a empresários africanos, e  pela Fundação Americana para o Desenvolvimento de África, que  financiou e deu a formação inicial, há dez anos.

Jack Leslie, presidente da fundação, explicou que a sua missão é trabalhar com os menos privilegiados em África, onde os pequenos negócios criam 50% de todos os empregos do continente.

Para Leslie, a visita de Obama e o seu discurso na Cimeira Global sobre o Empreendedorismo despertarão a atenção do mundo para uma nova onda de actividades económicas em África.

Lesli referiu-se também ao salto impressionante que Quénia regista na tecnologia de telemóveis. “Os quenianos, estão, por exemplo, de longe muito adiantados que os Estados Unidos no uso de banca móvel”, disse Leslie.

Mas há mais do que o apoio aos pequenos negócios. A fundação que Leslie dirige trabalha com grandes companhias americanas como a General Electric para ajudar mais africanos a terem electricidade.

O Presidente do Conselho de Administração da General Electric (Africa), Jay Ireland, é de opinião que o continente tem um grande potencial para o investimento, mas é essencial ter uma infra-estrutura adequada para promover o crescimento económico.

Ireland disse que o continente africano precisa de energia para as fábricas, plataformas de petróleo, ou centros comerciais, e que há um grande défice em muitos países, daí o investimento que fazem para que a energia chegue a mais pontos.

E Janet Nkubana, a empresária que exporta cestos para os Estados Unidos, considera o investimento no empresariado, em particular as mulheres, essencial para o crescimento de um país: “Dar oportunidades às mulheres, é dar oportunidades às futuras gerações.”

http://www.voaportugues.com/content/obama-falara-de-investimento-americano-em-africa/2875696.html

Burundi

Autoridades do Burundi usam força letal para reprimir manifestantes, denuncia a Amnistia Internacional

Uma investigação da Amnistia Internacional concluiu que as autoridades do Burundi reprimiram, este ano, manifestações políticas, usando força letal para silenciar cidadãos que protestavam contra o governo.

Sarah Jackson, directora regional da Amnistia Internacional na África oriental, disse que os manifestantes “tiveram de enfrentar balas para que as suas vozes fossem ouvidas”.

Jackson apelou às autoridades do Burundi para investigaram de forma transparente o uso da força contra manifestantes e fazer justiça a todos os responsáveis.

A investigação da Amnistia Internacional indica que a polícia disparou contra manifestantes indefesos, usou gás lacrimogénio e munições reais, mesmo em locais com crianças.

http://www.voaportugues.com/content/autoridades-do-burundi-usam-forca-letal-para-reprimir-manifestantes-denuncia-a-amnistia-internacional/2874628.html

Burundi: União Africana envia militares e observadores ao país

Addis Abeba – A União Africana (UA) anunciou nesta quarta-feira o envio de militares e observadores dos direitos humanos ao Burundi, numa altura em que a contagem dos votos das presidenciais iniciou terça-feira à noite.

Este desdobramento “visa prevenir uma escalada da violência no Burundi, assim como facilitar o culminar dos esforços de resolução da grave crise que o país vive”, precisa um comunicado da UA.

Os peritos militares serão encarregues de verificar “o processo de desarmamento das milícias e outros grupos armados”, acrescenta o texto.

Os Imbonerakure, membros da Liga da juventude do partido no poder que criaram um clima de terror antes das eleições são igualmente considerados como uma “milícia” pelas Nações Unidas.

Nenhum detalhe foi fornecido quanto ao número ou a origem dos observadores que serão enviados. A UA não enviou nenhum observador para supervisionar a eleições, uma vez que havia apelado para o adiamento do escrutínio.

A candidatura de Nkurunziza a um terceiro mandato, denunciada pela oposição, fez mergulhar o Burundi desde finais de Abril numa profunda crise política, marcada por violências que causaram mais de 80 mortos e forçaram pelo menos 160 mil burundeses a deixar o seu país.

Num comunicado, a presidente da comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma, apela a “todos os actores burundeses” a apresentar “a sua inteira cooperação à equipa dos observadores” e precisa que só “o diálogo e o consenso” permitirão resolver a crise.

O resultado do escrutínio, boicotado pela oposição e condenado pela comunidade internacional, deverá ser anunciado sexta-feira à tarde, segundo a Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI).

Segundo as projecções efectuadas pela rádio-televisão nacional do Burundi (RTNB), o presidente Pierre Nkurunziza será garantidamente eleito na primeira volta.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Burundi-Uniao-Africana-envia-militares-observadores-pais,c5f095a7-e783-43b6-b2fc-dec2c5379b2d.html

União Européia irá reavaliar relação com Burundi após eleições

Bruxelas, 23 jul (EFE).- A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, afirmou nesta quinta-feira que o bloco comunitário irá reavaliar suas relações com o Burundi para que o país se comprometa a pôr fim à crise e a violência que atravessa, após a realização das eleições presidenciais. Em comunicado, Federica disse que “na ausência de um diálogo nacional leve a um consenso político”, o Burundi não conseguirá voltar a estabilidade, a democracia e o desenvolvimento. “A UE começará os trabalhos preparatórios de consultas específicas como está previsto no artigo 96 do Acordo de Cotonou” – que rege as relações entre Bruxelas e o grupo de países ACP (África, Caribe e Pacífico) -, “para que o governo burundinês assuma os compromissos impostos para remediar a crise”, disse. Ela destacou que o respeito aos direitos humanos, os princípios democráticos e o Estado de direito são “os elementos fundadores da relação de cooperação entre a UE e o Burundi”. Federica pediu ao governo burundinês e aos partidos da oposição que voltem a dialogar para chegar a um consenso sobre o “restabelecimento de um sistema político inclusivo e democrático”. “A crise humanitária e de segurança no país e preocupa amplamente à UE”, ressaltou chefe da diplomacia, que comemorou o envio de observadores de direitos humanos e analistas militares da União Africana (UA) para supervisionar o desarmamento de grupos paramilitares vinculado a partidos políticos. Ela afirmou que a UE se prepara para adotar medidas restritivas específicas contra os que impulsionem atos violentos, de repressão ou de violações dos direitos humanos, ou que dificultem a busca de uma solução política. Os burundineses foram às urnas na terça-feira, um dia no qual, segundo a Anistia Internacional (AI), a polícia utilizou “armas letais, inclusive contra mulheres e crianças”, para silenciar os que se opõem ao presidente do país, Pierre Nkurunziza, prorrogar seu mandato. Nem a oposição nem as organizações internacionais, como a UA e a Comunidade da África Oriental (EAC), consideravam que o Burundi cumpriu com as condições necessárias de segurança para realizar este pleito, cujos resultados terão pouca legitimidade. As revoltas populares no país, que começaram no final de abril contra os planos de Nkurunziza de continuar no poder, já custaram a vida de mais de 80 pessoas, e em meados de maio aconteceu uma tentativa de golpe de estado. EFE rja/cdr

http://noticias.r7.com/internacional/ue-ira-reavaliar-relacao-com-burundi-apos-eleicoes-23072015

Burundi conta votos das presidenciais

A contagem dos votos no Burundi prossegue esta quarta-feira, no Burundi, após as eleições presidenciais de ontem, terça – marcadas por violência e boicotadas pela oposição. Os resultados são esperados para esta quinta-feira, não havendo muitas dúvidas quanto à vitória de Pierra Nkurunziza, que seguirá assim para o terceiro mandato consecutivo.

Os resultados oficiais e definitivos deverão ser anunciados esta quinta-feira – esperando-se uma vitória clara de Nkurunziza

Em finais de abril, a recandidatura do atual Presidente, considerada de inconstitucional pela oposição, a Igreja Católica e a sociedade civil, gerou confrontos. Levou a uma forte contestação popular, sobretudo na capital, Bujumbura, e no norte do país, que foi durante seis semanas violentamente reprimida pela polícia. Um golpe de Estado foi frustrado.

Esta terça-feira, no rasto de uma crise que deixou 80 mortos e forçou mais de 160 mil burundineses a refugiarem-se nos países vizinhos, a votação teve início num clima tenso. Na noite anterior, várias granadas explodiram e vários disparos foram ouvidos em Bujumbura. Um agente da polícia foi morto e um civil – quadro local da oposição, segundo o seu partido – foi encontrado morto, em circunstâncias ainda por esclarecer.

As eleições desenrolaram-se num clima de calma, apesar de tudo, mas marcado pela desconfiança e pela preocupação. Em muitas assembleias de voto, as pessoas limpavam a tinta do dedo após terem votado, por medo de represálias por parte dos apoiantes do boicote. «Não quero voltar para o meu bairro com a tinta no dedo», confidenciou uma eleitora de Gihosha, no nordeste da capital.

O presidente Nkurunziza, 50 anos, cumpriu o seu dever eleitoral mostrando-se descontraído. Amante de futebol, o chefe de Estado deslocou-se de bicicleta, e vestia uma camisola azul, decorada com o brasão da sua equipa. Votou na assembleia de voto da sua aldeia natal, Buye (norte).

A contagem começou na maior parte das assembleias de voto às 16h00 locais (14h00 em Luanda), hora do encerramento da votação.

Após a vitória esmagadora – sem surpresa – do partido no poder, o CNDD-FDD, nas legislativas e nas comunais, de 29 de junho, já boicotadas pela oposição, Pierre Nkurunziza é, como referido, aguardado como vencedor das presidenciais.

A oposição apelou ao boicote por considerar que o terceiro mandato de Nkurunziza, eleito em 2005 e 2010, viola a Constituição e o Acordo de Arusha, cuja assinatura permitiu o fim da guerra civil (que causou 300 mil mortos entre 1993 e 2006).

http://www.africa21online.com/artigo.php?a=15442&e=Pol%C3%ADtica

Nkurunziza aceita formar governo de união nacional

Pierre Nkurunziza, que deve ser anunciado hoje à noite o vencedor das eleições presidenciais de terça-feira no Burundi,  aceitou ontem a proposta do líder da oposição para formar um Governo de unidade nacional e evitar uma crise política que se anuncia violenta.

Agathon Rwasa, como Nkurunziza um antigo líder rebelde na guerra civil do Burundi e principal líder da oposição, afirmou à Agência Reuters recear um golpe de Estado por parte dos generais do Burundi. “Alguns já começaram a agitar a ameaça de um confronto armado”, disse Rwasa, referindo-se aos militares que em Maio aproveitaram a crise política gerada pela candidatura de Nkurunziza a um terceiro mandato para tentar tomar o poder de assalto.

O golpe de Estado falhou mas pode voltar a ocorrer, alerta  Rwasa. “Para o bem do Burundi, a ideia de um Governo de unidade nacional deve ser aceite”, recomenda o líder da oposição, acrescentando que a sua proposta inclui novas eleições, possivelmente dentro de um ano. O gabinete de Pierre Nkurunziza diz estar pronto a aceitar a proposta mas rejeita a realização de novas eleições.

“Um Governo de unidade nacional não é problema para Pierre Nkurunziza, estamos prontos para o fazer”, afirmou um conselheiro do Presidente, Willy Nyamitwe, rejeitando ainda como “impossível” a ideia do Presidente encurtar o seu terceiro mandato consecutivo de cinco anos. À excepção da morte de um polícia e de um civil no meio de um tiroteio e de explosões na capital Bujumbura, horas antes do início da votação, as eleições presidenciais decorreram praticamente sem incidentes. As três semanas de campanha foram marcadas por atentados e confrontos violentos anti-governamentais, sobretudo na capital. A oposição em peso boicotou as eleições, acusando Nkurunziza de se agarrar ao poder e impedir a liberdade democrática.

As eleições foram amplamente criticadas também pela comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, a União Europeia e a Bélgica, antiga potência colonial.

O conselheiro Willy Nyamitwe afastou cenários de fraude eleitoral e fez um balanço positivo do acto eleitoral. “A taxa de participação é muito satisfatória e a forma como decorreu prova até aos indecisos que o Burundi atingiu uma certa maturidade na realização de eleições livres e justas, calmas e transparentes”, afirmou.

A participação eleitoral, disse, rondou os 70 por cento dos 3,8 milhões de eleitores e foi maior nas zonas rurais, onde Nkurunziza é muito popular. Os votos já começaram a ser contados mas não se esperam resultados antes de quinta-feira à noite, afirmou o Presidente da Comissão Eleitoral, Pierre-Claver Ndayicariye, à Agência France Presse.

As autoridades mantêm a força de segurança em estado alerta para, em caso de necessidade, actuar em favor da paz e tranquilidade pública, conforma avançou um membro do Ministério do interior, responde à pergunta de um jornalista.

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/nkurunziza_aceita_formar_governo_de_uniao_nacional

Burundi: Ban Ki-moon considera que escrutínio decorreu pacificamente

Nações Unidas – O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, considerou nesta quinta-feira que as eleições presidenciais de terça-feira no Burundi se desenrolaram de maneira “largamente pacifica” e reiterou o seu apelo à calma e ao diálogo.

Segundo um comunicado do seu porta-voz, Ban “tomou nota da maneira largamente pacifica como se desenrolaram as eleições presidenciais”.

O chefe da ONU “convida todas as partes a manter a sua calma e a retomar imediatamente um diálogo político aberto para resolver as suas divergências”.

Ban lembra que é da responsabilidade das autoridades burundesas proteger a população e garantir que os responsáveis de abusos prestem contas.

Saudou também o envio pela União Africana de militares e observadores dos direitos humanos ao Burundi para prevenir uma escalada da violência.

No entanto, os Estados Unidos e o Reino Unido consideram que as eleições no Burundi não eram credíveis devido ao clima de intimidação e de violência que se viveu.

Os resultados das presidenciais são aguardados na sexta-feira e resultará, sem surpresas, num terceiro mandato ao chefe de Estado cessante, Pierre Nkurunziza.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Burundi-Ban-moon-considera-que-escrutinio-decorreu-pacificamente,ce4ee8c5-a15b-4276-9f7f-78ee7f5f7bd7.html

CEDEAO

Marisa Morais: “A conquista da democracia em África é um processo incontornável

A conquista da democracia em África é um processo incontornável e um caminho irreversível, disse hoje a ministra da Administração Interna, sublinhando que a experiência acumulada pelos órgãos de gestão eleitoral deve ser analisada, estruturada e partilhada.

Marisa Morais fez esta afirmação hoje, durante a sua intervenção na cerimónia de abertura da assembleia geral da Rede de Comissões Eleitorais da Região Oeste Africana (RESEAO), que decorre de 22 a 24 deste mês, na Cidade da Praia.

Para a governante, a democracia pratica-se e constrói-se e deve ser distribuída, estruturada e examinada pelos órgãos de gestão eleitoral, sendo que os mecanismos de troca de experiência entre pares devem ser reforçados e apoiados pelo papel que as boas práticas exigem e com as influênciais que essas boas práticas podem de facto desempenhar.

“A criação e manutenção de uma administração eleitoral profissionalizada e profissional é condição fundamental para a realização de eleições livres e justas na região oeste-africana, e dentro dos nossos países existem conhecimentos a nível do processo eleitoral a serem produzidos diariamente, com enfoque sobretudo em anos eleitorais”, referiu.

No seu ponto de vista, o reforço da rede das estruturas nacionais de gestão eleitoral da África Ocidental, e do seu secretariado, deve ser encarado com a devida relevância, já que a mesma deve assumir as funções para que possa contribuir para a melhoria da gestão dos processos eleitorais na região.

Segundo a ministra, a observação eleitoral realizada pela CEDEAO deve reconhecer os princípios e práticas internacionais mais elevadas nesta matéria, ao mesmo tempo que deve reconhecer a realidade da democracia nos países que compõem a região.

“Cabe também reconhecer os esforços dos países no engajamento que fazem para exigir mais quando tal seja expectável, a cada eleição devemos também corresponder a uma maior exigência no que toca aos compromissos formalmente assumidos com o protocolo adicional sobre a democracia e boa governação”, admitiu.

Marisa Morais adiantou que são estes os desafios que Cabo Verde e a região enfrentam, e salientou que será necessário que os países membros abracem estes desafios a fim de proporcionarem mais democracia para os seus cidadãos.

Para a governante, o desafio da participação é o maior que Cabo Verde enfrenta neste momento, que no seu entender deve ser analisada com a devida atenção, tendo em conta que em 2016 deverão ser realizadas três eleições designadamente as legislativas, autárquicas e presidenciais num período de 6 meses.

Por seu turno, a comissária para os Assuntos Políticos, Paz, e Segurança da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Salamatu Husseini Suleiman afirmou que o encontro constitui uma oportunidade para a CEDEAO, e os órgãos de gestão eleitoral reverem os processos eleitorais na região, de modo a criar uma abordagem mais eficaz que possa ajudar os Estados membros na realização de eleições credíveis, bem como melhorar a gestão eleitoral.

“Durante o encontro será feita também uma análise e revisão aos processos eleitorais em curso no Burkina Faso, Costa do Marfim e Guiné, e tirar lições das eleições recentemente concluídas na Nigéria e Togo”, acrescentou.

Salamatu Husseini Suleiman disse, por outro lado, esperar que a nova direcção a ser eleita neste encontro da Praia, incida num plano estratégico para atender tanto as necessidades de capacidade dos organismos de gestão eleitoral e os desafios estruturais e institucionais que afectam negativamente os processos eleitorais.

Criada em 2008 na Guiné Conacri, a RESEAO serve de plataforma regional para o intercâmbio de ideias e experiências entre as diferentes comissões eleitorais dos Estados membros CEDEAO (Cabo Verde, Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, Togo).

http://noticias.sapo.cv/info/artigo/1448019.html

Nigéria

Não há espaço para os direitos dos homossexuais na Nigéria, diz Buhari

Por Tonye Bakare

Presidente Muhammadu Buhari, esteve nos Estados Unidos da América em uma visita oficial de quatro dias, descartou categoricamente qualquer possibilidade de ser pressionado para legalizar a homossexualidade no país.

De acordo com o Assessor Especial do Presidente da Nigéria de Mídia e Publicidade, Femi Adesina, a questão dos direitos dos homossexuais surgiu durante uma discussão na terça-feira.

Adesina, revelou no Twitter, que o presidente Buhari rejeitou a ideia citando razões legais e culturais.

Antes da viagem para os Estados Unidos no domingo, os nigerianos estavam apreensivos, o presidente Buhari pudesse ser pressionado a legalizar a homossexualidade na Nigéria, pelo presidente americano, Barack Obama. O temor foi agravado pela recente legalização da homossexualidade nos EUA que Obama apoiou ativamente.

A homossexualidade foi proibida no governo passado por Goodluck Jonathan, na Nigéria.

A lei anti-gay nigeriana entrou em vigor no dia 13 de janeiro de 2014. A lei, preve penas de até 14 anos de prisão e proíbe o casamento entre homossexuais, pessoas do mesmo sexo “relações amorosas” e criação de associações ou grupos de defesa dos direitos dos homossexuais.

http://www.ngrguardiannews.com/2015/07/there-is-no-room-for-gay-rights-in-nigeria-says-buhari/

Ataques na Nigéria e nos Camarões matam pelo menos 50. Suspeitas recaem sobre Boko Haram

Corpos das vítimas do ataque de Maroua, norte de Camarões, desta quarta-feira são transportados pelas autoridades

No total contam-se quatro atentados à bomba, dois em mercados adjacentes de Maroua, perpetrados por crianças, e dois em paragens de autocarro nigerianas. Os ataques intensificam-se depois da ameaça do Boko Haram: “Apareceremos dos locais que vocês menos esperam, mais fortes do que nunca”

Mais de 50 pessoas morreram esta quarta-feira na Nigéria e nos Camarões, em alegados ataques do grupo extremista Boko Haram. O Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, avisou os Estados Unidos de que a sua política estava a afetar a luta contra o grupo armado.

No total foram quatro ataques: dois em Maroua, no norte dos Camarões, onde pelo menos 11 pessoas perderam a vida; e dois em Gombe, no nordeste da Nigéria, onde até ao momento se contam pelo menos 42 mortos.

Testemunhas relatam que os ataques nos Camarões – um no mercado principal de Maroua e outra na vizinha Hausa –, foram levados a cabo por duas adolescentes com menos de 15 anos. “Duas meninas que estavam a pedir esmola fizeram-se explodir” por volta das 15h (mesma hora em Portugal), confirmou fonte próxima das autoridades locais.

O gabinete do Presidente camaronês, Paul Biya, informou que 11 pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas e qualificou os ataques como “cobardes e desprezíveis”. Biya pediu à população para estar vigilante, após aquele que foi o segundo ataque terrorista no país este mês.

No passado dia 12, duas mulheres vestidas com um véu integral do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) fizeram-se explodir em Fotokol, na fronteira com a Nigéria, matando 10 civis e um soldado do Chade. Desde então, o uso do véu integral ficou estritamente proibido.

Na Nigéria, em Gombe, os locais atacados eram estações de autocarro: a de Dadin Kowa, que explodiu por volta das 19h30, e a de Dukku, 20 minutos depois. Testemunhas relatam que ouviram duas explosões em cada local. A falta de eletricidade na área fez com que fosse impossível confirmar se se tratou de explosões suicidas ou bombas deixadas no local.

“Até ao momento recuperámos 12 corpos”, disse um socorrista no local do primeiro ataque. “Os corpos estão muito mutilados e há muitas pessoas feridas”, acrescentou. As autoridades nigerianas confirmaram a primeira explosão, mas não deram um número de vítimas oficial. O porta-voz da polícia de Gombe, Fwaje Attajiri, disse que ainda não tinha detalhes sobre o ataque em Dukku.

“Houve duas explosões que se deram depois de eu ter fechado a loja”, garantiu o dono de um estabelecimento comercial junto à estação de autocarros. “Eu e os meus colegas que estavam por perto voltámos e começamos a tirar os corpos. Contei cerca de 30. Depois comecei a sentir-me mal e fui-me embora”, contou o mesmo homem. Já na última quinta-feira, dia 16 de julho, 49 pessoas morreram num ataque semelhante no mercado de Gombe.

Os ataques intensificaram-se depois de o Boko Haram ter divulgado um novo vídeo no Twitter, no qual o grupo terrorista garantia que continuava forte. “Apareceremos dos locais que vocês menos esperam, mais fortes do que nunca”, ouve-se no vídeo.

Para combater os aliados do autoproclamado Daesh – cuja insurgência de seis anos já tirou a vida a pelo menos 15 mil pessoas –, uma nova força deverá ser formada no próximo dia 30 de julho, constituída por cinco nações: Nigéria, Níger, Chade, Camarões e Benim.

http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-07-23-Ataques-na-Nigeria-e-nos-Camaroes-matam-pelo-menos-50.-Suspeitas-recaem-sobre-Boko-Haram

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Barack Obama visitará Quênia e Etiópia

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Obama inicia visita a África

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, parte hoje para uma viagem à Etiopia e Quénia, terra natal do seu pai, num altura em que realça o crescimento de relações económicas com a África subsaariana.

Obama deverá chegar a Quénia na Sexta-feira, onde vai participar na Cimeira Global sobre o Empreendedorismo, em Nairobi, a capital.

Obama torna-se assim no primeiro presidente americano a visitar a Etiópia, o que é alvo de criticas de  grupos dos direitos humanos, em virtude do clima politioco daquele país.

Na quarta-feira, 22, na recepção que marcou a assinatura da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA), Obama disse que apesar dos desafios, África é um lugar dinâmico, com alguns dos mercados que mais crescem no mundo.

Obama disse também que o continente tem potencial para ser o próximo centro de oportunidades económicas globais.

http://www.voaportugues.com/content/obama-inicia-visita-a-africa/2874586.html

Obama retorna à terra natal do pai; segurança deve dominar visita ao Quênia

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai chegar ao Quênia na sexta-feira com a missão de fortalecer a segurança dos EUA e os laços econômicos, mas sua ligação pessoal com a terra natal de seu pai vai dominar uma viagem que os quenianos veem como sendo de um filho nativo de volta para casa.

O Quênia é um importante aliado do Ocidente na batalha contra o grupo islâmico somali Al Shabaab, que massacrou 148 pessoas em abril em uma universidade queniana perto da fronteira com a Somália. É provável que o foco de Obama nas negociações em Nairóbi seja a cooperação no campo da segurança.

Ele também vai passar um período de tempo com membros de sua família, mas não vai viajar para a aldeia que está mais associada com seus parentes quenianos, disseram funcionários da Casa Branca.

“Do mesmo modo que as pessoas em geral têm curiosidade por sua origem, visitar o Quênia lhe dá uma oportunidade de fazer essa conexão pessoal”, disse Valerie Jarrett, assessora e amiga da família de Obama, em entrevista.

Obama visitou o Quênia quando era senador dos Estados Unidos, em 2006. Ele manifestou uma certa decepção pelo fato de que desta vez terá menos liberdade para ver o país, mas disse que estava ansioso pela viagem.

“Minha esperança é que… nós possamos transmitir a mensagem de que os EUA são um parceiro forte, e não apenas para o Quênia, mas para a África subsaariana em geral”, disse.

Em Nairóbi, ele vai participar da Cúpula Global de Empreendedorismo, prestar homenagem às vítimas e sobreviventes do atentado à embaixada dos EUA em 1998 e jantar com o presidente Uhuru Kenyatta, que foi alvo de processo no Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, o que, em grande parte, impediu que Obama fosse antes ao Quênia. As acusações foram retiradas em março.

Os críticos de Obama têm afirmado que seu histórico em relação à África é desfavorável em comparação com o de seu antecessor, George W. Bush, cujo programa emergencial de ajuda para o enfrentamento da Aids o tornou um herói no continente. Conselheiros de Obama destacam suas iniciativas em energia elétrica, agricultura e comércio como parte de seu legado na África.

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0PX1FS20150723

Obama vai à África em busca de aliados econômicos e contra o terrorismo

Continente africano não é estrategicamente tão importante como outras regiões, mas ainda assim um aliado na luta dos EUA contra o terrorismo. Interesses econômicos também falam alto, mas aqui há concorrência: da China.

Seriam estes os prenúncios de uma “virada para a África”? Primeiro, o presidente Barack Obama recebe o novo chefe de Estado nigeriano, Muhammadu Buhari, na Casa Branca. Poucos dias depois, inicia uma viagem para a África, que o levará para o Quênia e na condição de primeiro presidente dos EUA a visitar o país também para a Etiópia.

O especialista em África Richard Downie, do think tank Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), diz não ver na viagem do presidente americano uma atenção para a África análoga à iniciativa do Pacífico empreendida pelos EUA. “Mesmo que, estrategicamente, a África tenha se tornado mais importante para os Estados Unidos, essa tendência ainda está em nível inferior a outras regiões do mundo.”

Para Washington, no entanto, o valor estratégico de parcerias com potências regionais africanas, como a Nigéria e o Quênia, é óbvio: além dos interesses econômicos num continente que prospera visivelmente, os EUA estão de olho em aliados na luta contra o terrorismo. Diante da ameaça de terrorismo que emana do Oriente Médio, os americanos temem que haja uma expansão para solo africano.

Mas isso já é realidade há muito tempo. O grupo terrorista Boko Haram, por exemplo, aliou-se ao chamado “Estado Islâmico” e representa um grande perigo para a Nigéria e seu novo presidente, Buhari. Também o Quênia tem graves problemas de segurança, como lembra Downie, apontando para a milícia terrorista Al Shabaab, que desestabiliza a vizinha Somália.

Downie critica que as forças de segurança quenianas enfrentam esse perigo por meio de duras violações dos direitos humanos: por ordem do presidente Uhuru Kenyatta, as forças quenianas teriam perseguido os quenianos de origem somali, acirrando ainda mais o problema.

Princípios e interesses

No contexto da viagem à África de Obama, a revista online americana Foreign Policy Journal lembrou que os EUA têam uma longa tradição de apoiar regimes opressores. Mas, já como senador, Obama não deixou nenhuma dúvida de que queria se afastar dessa política.

“Obama e os Estados Unidos estão comprometidos com a democracia e a boa governança”, assinala Downie. De acordo com o especialista, em sua primeira viagem oficial à África, Obama teria cunhado a frase “eu não quero homens fortes, eu quero uma boa governança”.

Mas é difícil se ater a princípios quando eles colidem com os interesses. “Vemos isso no caso da Etiópia: os etíopes são úteis em seu apoio aos americanos na luta contra o terrorismo”, argumenta Downie. Só que a Etiópia, ao contrário do Quênia, não é uma democracia.

Assim como Downie, grupos de direitos humanos também criticam o momento da visita de Obama à Etiópia, depois que o partido no poder garantiu para si uma ampla maioria na Assembleia Nacional por meio de fraudes nas eleições de maio. O especialista em África Peter Pham, do think tank Atlantic Council, acusa os críticos de tratar a situação com dois pesos e duas medidas: “As mesmas pessoas não reprovariam o presidente se ele estivesse de visita à China.”

Downie considera limitadas as possibilidades de ação de Obama na Etiópia. Segundo ele, os esforços do presidente em se reunir com representantes da sociedade civil estão sendo em vão, já que precisamente esses estão sendo afastados pelos etíopes. “Não restaram muitas pessoas para um encontro com o presidente”, lamenta Downie. Pham, no entanto, defende a realpolitik: “O principal objetivo da visita é fomentar os interesses americanos. E os Estados Unidos têm interesses consideráveis na Etiópia.”

Em artigo recente, Michael E. O’Hanlon, do Instituto Brookings, compartilha a posição de Pham e sugere a Obama uma ampla iniciativa de segurança para a África: em zonas de conflitos, como Nigéria, Líbia ou Congo, os EUA deveria estacionar unidades que apoiariam os africanos em suas missões de paz com treinamento e assistência. Obama deverá, possivelmente, apropriar-se dessa proposta.

China chegou primeiro

Além dos problemas com a segurança e o terrorismo, a visita de Obama deverá estar focada em temas econômicos: “A imagem da África está mudando rapidamente. É lá que encontramos as economias de mais rápido crescimento. Uma classe média crescente cria novas oportunidades para empresas africanas e americanas”, afirma Pham.

Mas onde quer que os americanos queiram marcar presença na África, os chineses chegaram primeiro. Com um volume de negócios superior a 200 bilhões de dólares anuais, o comércio da China com a África supera em mais de duas vezes o dos Estados Unidos.

Até agora, os EUA não encontraram nenhuma estratégia contra a concorrência da China, lamenta a especialista Yun Sun, do Instituto Brookings. Segundo ela, apostar somente em valores comuns e na demanda por democracia não é suficiente.

“É bem possível que políticos de orientação democrática venham a mostrar uma maior ligação com os países ocidentais ao assumir a liderança em seus países”, concorda Yun Sun. Mas ela lembra que os governantes africanos também são muito pragmáticos. “Quando eles notam que os chineses têm dinheiro para promover a infraestrutura, eles não rejeitam isso, simplesmente.”

A especialista em assuntos asiáticos e africanos defende uma abordagem não convencional. Ela sugere a Obama um trabalho de cooperação com os chineses, como, por exemplo, no fomento à infraestrutura. “Os chineses têm o dinheiro e a expertise, os EUA, uma melhor tecnologia”, afirma Yun Sun. Mas ela também sabe que essa ideia “não é muito popular nos EUA.”

Autor: Gero Schliess, de Washington (ca)Edição: Alexandre Schossler

http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/dw/2015/07/23/noticiasdw,3473852/obama-vai-a-africa-em-busca-de-aliados-economicos-e-contra-o-terrorismo.shtml

Obama visita pela primeira vez como presidente o Quênia, terra de seu pai

Barack Obama realiza esta semana sua primeira visita como presidente ao Quênia, pátria de seu pai, ponto culminante de uma semana diplomática consagrada à África.

Segunda-feira, o presidente americano recebeu na Casa Branca Muhammadu Buhari, o novo presidente da Nigéria, país mais populoso da África e maior economia do continente.

Ele viaja nesta quinta-feira para Nairóbi e depois para a capital da Etiópia, Addis Abeba, onde será o primeiro presidente americano da história a fazer uma visita.

O primeiro presidente negro dos Estados Unidos viajou quatro vezes ao continente africano desde sua eleição, visitas que não incluíram o Quênia.

O pai de Barack Obama, que ele não conheceu realmente, nasceu no oeste do Quênia, numa aldeia perto do Lago Victoria.

Economista, ele deixou sua família quando Obama tinha dois anos e morreu em um acidente de carro em Nairóbi em 1982, aos 46 anos.

O “retorno à casa” de Barack Obama foi impedido por muito tempo pelo indiciamento do presidente Uhuru Kenyatta pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade por seu suposto papel na violência pós-eleitoral no final de 2007 e início de 2008.

Essas acusações foram retiradas em dezembro, devido à obstrução do governo queniano, de acordo com o procurador do TPI, mas que em todo caso abriu o caminho para uma visita presidencial.

“É, obviamente, importante do ponto de vista simbólico, espero que isso mostre que os Estados Unidos são um parceiro forte, não só para o Quênia, mas para a África subsaariana”, declarou Barack Obama.

Os dois presidentes devem discutir questões sobre comércio e segurança, mas a conversa pode tomar um rumo pessoal.

O pai de Obama era um economista para o governo do pai de Uhuru Kenyatta, Jomo, que governou o país por 14 anos, da independência até sua morte em 1978.

Os dois homens não se entendiam e Obama pai foi finalmente demitido pelo Kenyatta pai, um ostracismo que contribuiu para seu alcoolismo.

Barack Obama, absorvido desde 2009 pela recessão nos Estados Unidos, as crises no Oriente Médio, o terrorismo e seu “pivot asiático”, procurará consolidar seu balanço africano.

“Esta viagem é extraordinariamente importante para o presidente”, considera o ex-secretário de Estado adjunto para África, Johnnie Carson.

De acordo com fontes diplomáticas, a Casa Branca ainda debate para determinar se esse balanço deve incluir uma tentativa de resolver o conflito no Sul do Sudão, um país fundado desde 2011 em uma guerra civil devastadora.

Dezenas de milhares de pessoas morreram e mais de dois milhões fugiram de suas aldeias. Mas um envolvimento dos Estados Unidos pode ser arriscado, ainda mais em caso de fracasso político.

Durante sua primeira visita ao continente, em 2009, Barack Obama chamou os africanos a se apoderar de seu destino.

Mas seis anos depois, a ambição permanece limitado por problemas de segurança, corrupção e violações dos direitos humanos.

O Quênia tem sido particularmente atingido por grupos extremistas. Em 1998, as embaixadas dos Estados Unidos em Nairóbi e Dar es Salaam foram destruídas por enormes explosões, que fizeram centenas de mortes.

Em 2013, 67 pessoas morreram no massacre perpetrado pelos islamitas somalis shebab, aliados à Al-Qaeda, no centro comercial Westgate em Nairóbi.

E em abril, o shebab massacrou 148 pessoas na universidade de Garissa, em sua maioria estudantes.

“O Quênia está na linha de frente da luta contra o terrorismo, e é por isso que os Estados Unidos têm equipado e treinado nossas forças de segurança”, declarou o embaixador queniano nos Estados Unidos, Robinson Njeru Githae.

Barack Obama vai participar de uma cúpula mundial de empreendedorismo em Nairóbi (Global Entrepreneurship Summit), uma iniciativa lançada em 2010 e que reúne milhares de empresários e empresas.

Em Addis Abeba, Barack Obama deverá discutir o déficit democrático africano diante dos líderes da União Africana.

Mais de 50 ONGs africanas e internacionais, incluindo a Human Rights Watch e Freedom House, escreveram ao presidente americano para instá-lo a não negligenciar o assunto.

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20150723/obama-visita-pela-primeira-vez-como-presidente-quenia-terra-seu-pai/282832.shtml

Obama quer “nova dimensão” nas relações entre EUA e África

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manifestou, esta quarta-feira, na véspera da sua visita a África, querer que as relações entre os Estados Unidos e o continente atinjam “uma nova dimensão”.

“África é um lugar de incrível dinamismo, onde se encontram alguns mercados dos que mais crescem do mundo, pessoas extraordinárias, de uma resiliência excecional”, declarou Obama numa receção, na Casa Branca, a diplomatas, responsáveis políticos e económicos, bem como membros de organizações não-governamentais africanas.

“É por isso que, como Presidente, trabalho arduamente para que as nossas relações com África alcancem uma nova dimensão”, realçou, citando o aumento das exportações norte-americanas para o continente, o lançamento de iniciativas para desenvolver sobretudo o comércio, a saúde ou ainda a segurança alimentar.

O Presidente norte-americano sublinhou ainda que “as ligações com África nos Estados Unidos são evidentemente profundas, antigas e complicadas”. “Por vezes há mal-entendidos e desconfiança. Mas quando se olha para todos os estudos (…) o povo africano ama os Estados Unidos e aquilo que representam. Talvez até de uma forma incomparável relativamente a outros”.

E “o que é surpreendente é quando se vê que esse povo é mais feliz e mais otimista, (…) apesar da pobreza e dos conflitos”, realçou.

Obama parte hoje para Nairobi (Quénia), pátria do seu pai, onde realiza a sua primeira visita na qualidade de Presidente dos Estados Unidos, antes de se deslocar à Etiópia, transformando-se no primeiro Presidente norte-americano a visitar o país.

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/obama-quer-nova-dimensao-nas-relacoes-entre-eua-e-africa_n846489

Esquema de segurança é reforçado no Quênia para chegada de Obama

Autoridades quenianas mobilizaram centenas de soldados e policiais para a visita de Obama.

Autoridades quenianas mobilizaram centenas de soldados e policiais para a visita de Obama.

REUTERS/Thomas Mukoya

Centenas de agentes de segurança têm chegado a Nairóbi, capital do Quênia, para cuidar da visita do presidente americano, Barack Obama, que chega ao país natal de seu pai nesta sexta-feira (24). Ele vai se encontrar com alguns de seus familiares, com quem já esteve em duas visitas anteriores – quando ainda era estudante e depois quando era senador. O presidente reconheceu que essa visita é “simbolicamente importante”.

Com informações de Raquel Krahenbuhl, correspondente da RFI em Washington

Segundo a mídia queniana, agentes do serviço secreto passaram pente fino em três hotéis: o Sankara, o Villa Rosa Kempinski e o Intercontinental. Nesta semana, um Osprey – cruzamento entre um helicóptero e um avião – habitalmente estacionado na base militar americana de Djibouti, sobrevoou a capital Nairóbi junto com um helicóptero com o brasão presidencial.

Obama espera levar a mensagem de que os EUA é um parceiro forte da África. Comércio e segurança devem dominar a agenda da visita ao continente. Os EUA têm fornecido equipamento e treinamento às forças de segurança do Quênia – que estão na linha de frente da luta contra o terrorismo na região. O país tem sido vítima de vários ataques. Em 2013, o grupo Al-Shabaab, ligado à rede a Al Qaeda, atacou um shopping e matou 67 pessoas, e em abril deste ano, militantes do mesmo grupo mataram 148 pessoas em uma universidade no país.

O Departamento de Estado americano alertou em um comunicado que a Cúpula de Empreendedorismo Mundial em Nairóbi, neste fim de semana, onde Obama fará um discurso, poderia proporcionar um alvo para os terroristas.

Medidas de precaução

Essa preocupação pode ter levado o governo americano a conduzir vários ataques aéreos na última semana, contra militantes do Al-Shabaab, na Somália. Ainda como precaução, todo o espaço aéreo do Quênia vai ser fechado 50 minutos antes de o presidente pousar na sexta-feira, e aviões de pequeno porte vão ser proibidos de voar em Nairóbi nos três dias em que Obama estará no país.

Além do problema de segurança, corrupção e abusos de direitos humanos são questões que preocupam Washington tanto no Quênia, quanto na Etiópia – os dois países que o presidente visitará nesse tour. Em um carta, mais de 50 grupos de direitos humanos pediram ao presidente que leve uma mensagem de democracia a África.

Essa é a terceira visita de Obama à África desde que tomou posse. Em 2009, quando esteve em Gana, o primeiro presidente negro americano – que trouxe esperança de mudanças na relação dos EUA com a África – falou de um “novo momento promissor” no continente. Apenas alguns anos depois, em 2013, durante um giro pelo Senegal, Tanzânia e África do Sul, Obama foi recebido com certo ceticismo pelas suas políticas vagas e promessas não cumpridas no continente – como a de trazer eletricidade a 20 milhões de africanos.

Obama tem priorizado outras questões, como a luta contra o grupo Estado Islãmico, a crise na Ucrânia, o acordo nuclear com o Irã e a reaproximação com Cuba. Na África, um dos principais – e poucos – esforços do presidente americano foi a liderança no combate ao Ebola no ano passado.

Descaso

Muitos especialistas criticam a negligência de Obama na África, dizendo que os presidentes George W. Bush e Bill Clinton investiram e se preocuparam muito mais com o continente. Obama acabou mantendo muitas das políticas dos seus antecessores. Por um lado, deu continuidade ao financiamento de programas contra a AIDS, aumentando o número de pessoas que recebem tratamento. Por outro lado, manteve – e até expandiu – políticas polêmicas como a campanha de drones na Somália e no Mali, e também a permanência de soldados americanos no Djibouti. Outra controvérsia foi a participação dos EUA na intervenção militar na Líbia em 2011, que trouxe instabilidade pra região.

Na visita, que começa sexta-feira, muitos africanos esperam mais ações concretas e menos gestos simbólicos – que têm definido a relação do primeiro presidente negro dos EUA na África

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Africa-Obama-defende-nova-dimensao-nas-relacoes-entre-Washington-continente,087f2592-4a4b-4578-bbd6-9c4077f301c8.html

Esquema de segurança é reforçado no Quênia para chegada de Obama

Centenas de agentes de segurança têm chegado a Nairóbi, capital do Quênia, para cuidar da visita do presidente americano, Barack Obama, que chega ao país natal de seu pai nesta sexta-feira (24). Ele vai se encontrar com alguns de seus familiares, com quem já esteve em duas visitas anteriores – quando ainda era estudante e depois quando era senador. O presidente reconheceu que essa visita é “simbolicamente importante”.

Com informações de Raquel Krahenbuhl, correspondente da RFI em Washington

Segundo a mídia queniana, agentes do serviço secreto passaram pente fino em três hotéis: o Sankara, o Villa Rosa Kempinski e o Intercontinental. Nesta semana, um Osprey – cruzamento entre um helicóptero e um avião – habitalmente estacionado na base militar americana de Djibouti, sobrevoou a capital Nairóbi junto com um helicóptero com o brasão presidencial.

Obama espera levar a mensagem de que os EUA é um parceiro forte da África. Comércio e segurança devem dominar a agenda da visita ao continente. Os EUA têm fornecido equipamento e treinamento às forças de segurança do Quênia – que estão na linha de frente da luta contra o terrorismo na região. O país tem sido vítima de vários ataques. Em 2013, o grupo Al-Shabaab, ligado à rede a Al Qaeda, atacou um shopping e matou 67 pessoas, e em abril deste ano, militantes do mesmo grupo mataram 148 pessoas em uma universidade no país.

O Departamento de Estado americano alertou em um comunicado que a Cúpula de Empreendedorismo Mundial em Nairóbi, neste fim de semana, onde Obama fará um discurso, poderia proporcionar um alvo para os terroristas.

Medidas de precaução

Essa preocupação pode ter levado o governo americano a conduzir vários ataques aéreos na última semana, contra militantes do Al-Shabaab, na Somália. Ainda como precaução, todo o espaço aéreo do Quênia vai ser fechado 50 minutos antes de o presidente pousar na sexta-feira, e aviões de pequeno porte vão ser proibidos de voar em Nairóbi nos três dias em que Obama estará no país.

Além do problema de segurança, corrupção e abusos de direitos humanos são questões que preocupam Washington tanto no Quênia, quanto na Etiópia – os dois países que o presidente visitará nesse tour. Em um carta, mais de 50 grupos de direitos humanos pediram ao presidente que leve uma mensagem de democracia a África.

Essa é a terceira visita de Obama à África desde que tomou posse. Em 2009, quando esteve em Gana, o primeiro presidente negro americano – que trouxe esperança de mudanças na relação dos EUA com a África – falou de um “novo momento promissor” no continente. Apenas alguns anos depois, em 2013, durante um giro pelo Senegal, Tanzânia e África do Sul, Obama foi recebido com certo ceticismo pelas suas políticas vagas e promessas não cumpridas no continente – como a de trazer eletricidade a 20 milhões de africanos.

Obama tem priorizado outras questões, como a luta contra o grupo Estado Islãmico, a crise na Ucrânia, o acordo nuclear com o Irã e a reaproximação com Cuba. Na África, um dos principais – e poucos – esforços do presidente americano foi a liderança no combate ao Ebola no ano passado.

Descaso

Muitos especialistas criticam a negligência de Obama na África, dizendo que os presidentes George W. Bush e Bill Clinton investiram e se preocuparam muito mais com o continente. Obama acabou mantendo muitas das políticas dos seus antecessores. Por um lado, deu continuidade ao financiamento de programas contra a AIDS, aumentando o número de pessoas que recebem tratamento. Por outro lado, manteve – e até expandiu – políticas polêmicas como a campanha de drones na Somália e no Mali, e também a permanência de soldados americanos no Djibouti. Outra controvérsia foi a participação dos EUA na intervenção militar na Líbia em 2011, que trouxe instabilidade pra região.

Na visita, que começa sexta-feira, muitos africanos esperam mais ações concretas e menos gestos simbólicos – que têm definido a relação do primeiro presidente negro dos EUA na África

http://www.brasil.rfi.fr/americas/20150723-obama-faz-primeira-visita-oficial-ao-quenia-terra-de-seu-pai

Quênia: Nairobi prepara-se para visita de Barack Obama

Nairobi – As autoridades americanas e quenianas reforçaram a segurança em Nairobi, na véspera de uma visita de Barack Obama a um país assolado pelos massacres dos Shebab, um grupo jihadista somali filiado à Al-Qaeda.

“O presidente americano é um alvo de muita importância, então um atentado ou inclusive uma tentativa, permitiria aos Shebab ocupar o centro das atenções”, alerta Richard Tutah, especialista em segurança que vive em Nairobi.

Centenas de agentes encarregues da segurança de Obama, chegaram ao Quénia nas últimas semanas e, segundo a imprensa local, inspeccionaram três hotéis da capital: o Sankara, o Villa Rosa Kempinski e o Intercontinental.

Nesta semana, um Osprey – uma aeronave projectada como um cruzamento entre um helicóptero e um avião -, que costuma estar estacionado na base militar americana no Djibuti, sobrevoou Nairobi junto de um helicóptero branco com o selo do presidente dos Estados Unidos.

“O nível de segurança é asfixiante”, conta o analista Abdulahi Halaje, especialista em temas de segurança na região.

O comandante da polícia de Nairobi, Benson Kibue, declarou na quarta-feira que serão mobilizados 10 mil agentes da polícia na capital, isto é, um quarto dos efectivos do país e que as principais ruas da cidade serão encerradas na sexta-feira e no sábado.

A aviação civil queniana anunciou, por sua vez, que o espaço aéreo será encerrado 50 minutos antes da chegada de Obama e 40 minutos depois da sua partida, publicando por descuido as horas exactas da sua chegada.

Os segredos da segurança do presidente americano durante sua visita de três dias ao país geram todo tipo de especulações da imprensa local.

“Chegam os instrumentos da segurança do presidente Obama”, afirma o tabloide The Star, que menciona “uma série de ferramentas de comunicação de ponta que o presidente Obama utilizará a partir do momento em que aterrar”.

Durante a sua estadia, Obama viajará numa limosine conhecida por “The Beast”, uma fortaleza sobre rodas de 1,5 milhão de dólares projectada para resistir a explosões. O carro tem placas de aço, vidros blindados, pneus reforçados com kevlar e bolsas de sangue presidencial no porta-malas.

“The Beast” é um dos 60 veículos que compõem a frota presidencial na sua visita ao Quênia, segundo o jornal The Standard.

Em 2013, a viagem de Obama ao Senegal, à África do Sul e à Tanzânia custou entre 60 e 100 milhões de dólares, segundo diferentes estimativas. O jornal americano The Washington Post revelou na época que a sua segurança incluía um porta-aviões situado na costa, aviões de caça, 10 limosines blindadas e vidros blindados instalados no quarto onde dormia.

O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, lembrou na quarta-feira a ameaça dos Shebab somalis. “O nosso país sofreu os ataques de criminosos perversos e ideológicos”, disse.

“Nós os combatemos sem descanso e eles sabem, assim como nós, que vão perder”, lançou.

Kenyatta também referiu-se à estreita cooperação entre Quénia e Estados Unidos na luta contra os Shebab na Somália, onde Nairobi participa de uma operação militar da União Africana, que infligiu grandes derrotas aos jihadistas.

Obama é o primeiro presidente americano que visita o Quênia, a pátria do seu pai, numa viagem que também o levará à Etiópia, outro aliado regional na luta contra os Shebab.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Quenia-Nairobi-prepara-para-visita-Barack-Obama,82445d65-bec4-4e47-a87e-7016dd4d2207.html

Obama falará de investimento americano em África

A melhoria do investimento americano em África será tema de destaque na visita que o Presidente Obama faz, esta semana, a Quénia, onde participará na Cimeira Global sobre o Empreendedorismo.

Obama falará de investimento americano em África – 3:23

Funcionários Americanos dizem que cerca de metade de empregos criados em África foram em pequenos negócios – muitos criados por mulheres, como a ruandesa Janet Nkubana, que transforma a vida de milhares exportando produtos de artesanato com o apoio dos Estados Unidos.

Após o genocídio, muitas famílias ficaram na desgraça e as mulheres foram as mais afectadas. No meio do sofrimento, Janet Nkubana e sua irmã encontraram uma forma de ajudar outras mulheres ruandesas a depender de si mesmas. Elas criaram a Gahaya Links, uma empresa de exportação de artesanato, que hoje tem clientes como a cadeia americana Macys.

Nkubana orgulha-se por a sua empresa ter ajudado a “valorizar três mil mulheres das comunidades do Ruanda. São mulheres que não precisam mais de esmola, podem ter o seu próprio seguro de saúde, pagar a matrícula dos seus filhos.”

O negócio de Nkubana  foi impulsionada pela AGOA (Lei de Crescimento e Oportunidade para África), lançada no ano 2000, que abriu o mercado Americano a empresários africanos, e  pela Fundação Americana para o Desenvolvimento de África, que  financiou e deu a formação inicial, há dez anos.

Jack Leslie, presidente da fundação, explicou que a sua missão é trabalhar com os menos privilegiados em África, onde os pequenos negócios criam 50% de todos os empregos do continente.

Para Leslie, a visita de Obama e o seu discurso na Cimeira Global sobre o Empreendedorismo despertarão a atenção do mundo para uma nova onda de actividades económicas em África.

Lesli referiu-se também ao salto impressionante que Quénia regista na tecnologia de telemóveis. “Os quenianos, estão, por exemplo, de longe muito adiantados que os Estados Unidos no uso de banca móvel”, disse Leslie.

Mas há mais do que o apoio aos pequenos negócios. A fundação que Leslie dirige trabalha com grandes companhias americanas como a General Electric para ajudar mais africanos a terem electricidade.

O Presidente do Conselho de Administração da General Electric (Africa), Jay Ireland, é de opinião que o continente tem um grande potencial para o investimento, mas é essencial ter uma infra-estrutura adequada para promover o crescimento económico.

Ireland disse que o continente africano precisa de energia para as fábricas, plataformas de petróleo, ou centros comerciais, e que há um grande défice em muitos países, daí o investimento que fazem para que a energia chegue a mais pontos.

E Janet Nkubana, a empresária que exporta cestos para os Estados Unidos, considera o investimento no empresariado, em particular as mulheres, essencial para o crescimento de um país: “Dar oportunidades às mulheres, é dar oportunidades às futuras gerações.”

http://www.voaportugues.com/content/obama-falara-de-investimento-americano-em-africa/2875696.html

Clipping Afronews 23 de julho de 2015

mapa angola

Ministro da Economia de Angola anuncia a aprovação  de 245 projetos no valor de 47,9 bilhões de dólares 

Um total de 245 novos projetos, avaliados em 47,9 bilhões de dólares, que devem dinamizar a economia nacional nos próximos cinco anos, no quadro do programa acelerado de diversificação de economia, foram aprovados pelo Executivo, anunciou ontem, em Luanda, o ministro da Economia.

Abraão Gourgel explicou, no sexto Fórum Econômico entre Angola e Alemanha, que estes projectos resultam da parceria público-privada e neles há bons sinais, sendo mesmo tidos como “prioritários e estruturantes, com viabilidade e atratividade econômica e social aceitável, estabelecendo uma estratégia de criação de ‘clusters’ e cadeias produtivas”.

Para os sectores de água e energia foram aceites 65  projetos privados com uma meta de investimento de 14,5 mil milhões de dólares, referiu Abraão Gourgel, que acrescentou: “A produção de alimentos e agronegócios tem 57 projetos com investimentos  na ordem dos 2,8 mil milhões de dólares.

Para os transportes e logística, 123 projetos estruturais foram autorizados, com uma meta de investimento de 24,4 mil milhões de dólares, e em habitação, onde milhares de casas sociais estão em vias de ser construídas, os investimentos rondam 6,3 mil milhões de dólares”.

Além destes projetos, o Governo tem vindo a implementar outras medidas que visam estimular e facilitar o investimento privado, prosseguiu o ministro da Economia. “Desde 2011, o país conta com uma Lei especifica de parcerias público-privadas, com vista a dar garantias aos investidores privados e assegurar o interesse nacional nas parcerias para projetos de infraestruturas imprescindíveis ao desenvolvimento”.

Além disso, prosseguiu, o Governo elaborou um programa de deslocalização e internacionalização de empresas para Angola, que prevê medidas especificas de apoio à atração de empresas que queiram estabelecer-se no país através de “joint-ventures” com empresas locais, principalmente nos sectores industrial, agro-industrial e de serviços produtivos. Essas medidas, afirmou Abraão Gourgel, assentam no acesso ao financiamento, infra-estruturas físicas, especialmente nas zonas infra-estuturadas e nas Zonas Econômicas Especiais (ZEE), com incentivos na redução dos procedimentos burocráticos e na construção de parques industriais na capital e nas províncias.

“No âmbito deste programa, o Governo recebeu 13 propostas de empresas estrangeiras que estão atualmente em análise”, disse o ministro da Economia. “Trata-se de empresas do segmento da cerâmica, madeira, conservação de tomate, alimentar, reciclagem e de materiais escolares”, concluiu o ministro da Economia.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/relacao_com_a_alemanha_e_favoravel_aos_negocios_1

Angola investe  3 bilhões de dólares para formar empresários

Angola investe 3 bilhões de dólares para formar empresários

O governo angolano inscreveu no seu programa nacional de formação de quadros, a preparação de mais de dois mil angolanos que vão alavancar o sector empresarial nacional. A informação foi prestada esta terça-feira, pelo ministro da economia, Abrahão Gourgel, quando presidia a cerimónia de abertura da 32ª edição da FILDA2015.

“O governo lançou um programa nacional de formação de quadros cuja meta é a formação até 2020, de dois mil e 320 dirigentes, gestores e quadros superiores e médios para as empresas angolanas com um orçamento de 3 mil milhões de dólares”, disse o ministro.

Abrahão Gourgel, que falava em representação do chefe de estado angolano, José Eduardo dos Santos, declarou que a queda do preço do petróleo serve de lição para o país, que deve se despertar para novos desafios assentes no programa de diversificação.

“Para o nosso país, a queda abrupta do petróleo é um lembrete das importantes vulnerabilidade e desequilíbrios estruturais inerentes a actividade económica altamente concentrada e da necessidade de revitalizar e acelerar os esforços para a diversificação económica a médio e a longo prazo”, reconheceu o governante.

A 32ª edição da Feira Internacional de Luanda, acolhe mais de mil empresas de cerca de 40 países, que vão expor os seus produtos, serviços e contactos para novas parcerias.

http://tpa.sapo.ao/noticias/economia/executivo-investe-usd-3-bilhoes-para-formar-quadros-do-sector-empresarial

Preço do petróleo sofre ligeira queda

O West Texas Intermediate (WTI), petróleo negociado no mercado norte-americano, atingiu segunda-feira os 49,92 dólares por barril. O preço da matéria-prima continua a ser pressionado pelo acordo com o Irão, que permite uma maior injecção de petróleo no mercado.

O acordo alcançado na semana passada sobre o programa nuclear iraniano continua a ter impacto no mercado petrolífero. O levantamento das sanções económicas ao Irão vai permitir ao país retomar as exportações de petróleo. E apesar de estas não terem efeitos imediatos, isso não tem travado a queda do preço da matéria-prima.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/preco_do_petroleo_sofre_ligeira_queda

Moçambique

Jornalista e Castel-Branco vão a julgamento devido a opinião sobre Guebuza

O editor do diário Mediafax, Fernando Banze, e o académico Carlos Nuno Castel-Branco serão julgados pelos crimes contra a segurança do Estado e abuso de liberdade de imprensa, relacionados com uma opinião sobre o ex-Presidente Armando Guebuza.

http://noticias.sapo.mz/info/artigo/1447922.html

O drama dos mineiros moçambicanos na África do Sul

O recrutamento de trabalhadores para as minas da África do Sul começou logo depois da descoberta de ouro e diamante no território sul-africano na década de 1880.

O drama dos mineiros moçambicanos na África do Sul

Mas 10 anos antes começara a actividade mineira no sector de carvão, tendo sido mais intensificada depois do início da exploração de ouro e diamante.

No inicio, o trabalho era considerado rudimentar com maior envolvimento da forca do homem na exploração dos minérios.

A maior parte da forca-de-trabalho não tinha formação académica.

Alguns não sabem ler nem escrever os próprios nomes e quase todos vêm de famílias pobres da África do Sul, Moçambique, Lesotho, Suazilândia e Botswana. Os salários eram considerados muito baixos, apesar do perigo sempre presente em cada jornada laboral no interior das minas.

No entanto, com o passar do tempo as companhias mineiras foram introduzindo paulatinamente novas tecnologias de exploração de minérios, enquanto os trabalhadores eram formados.

Alfredo Matavele é considerado um sortudo e bem pago numa mina da petroquímica sul-africana Sasol. Mas noutro extremo há trabalhadores que ganham salário de miséria.

Sérgio Nhanombe é um dos muitos trabalhadores, sem formação e mal pagos. “A situação é muito difícil, muito mesmo”, diz.

http://www.voaportugues.com/content/o-drama-dos-mineiros-mocambicanos-na-africa-do-sul/2873685.html

Guiné Bissau

Procurador guineense pede levantamento de imunidade parlamentar a dois deputados

Presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, mostrou-se aberto em cooperar, mas não revelou se o pedido será satisfeito

Hermenegildo Pereira deslocou-se pessoalmente à sede do Parlamento para pedir a colaboração do lider do orgão, de forma a facilitar a ação da justiça.

O Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau, Hermenegildo Pereira, pediu ao presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, que levante a imunidade a dois deputados

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4693949

Imigrante da Serra Leoa acusa Polícia Judiciária de tortura

Um cidadão da Serra Leoa acusa a Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau de o ter torturado e espancado repetidamente, entre os dias 29 de junho e 1 de julho, em Bissau, revelou a Agência PNN, esta quarta-feira.

A queixa, entregue à Liga Guineense dos Direitos Humanos, revela que a alegada vítima foi detida a 29 de junho por indícios de um furto que o suspeito não confessou. Seguiram-se três dias de torturas, que só terminaram com o pagamento da fiança, no valor de 1,500 euros.

http://www.abola.pt/africa/ver.aspx?id=561506

Nigéria

 

EUA apoiará a Nigéria no combate ao Boko Haram

O Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, disse à VOA que uma força regional estará operacional até o final deste mês para combater os militantes do Boko Haram.

A força regional será comandada pela Nigéria e integrará militares do Chade, Niger, Benin e Camarões.

Buhari, que é natural do norte da Nigéria, onde o Boko Haram é mais activo, disse que há progresso no combate, mas declinou comentar sobre a vitória.

Os Estados Unidos prometeram apoiar a Nigéria a combater o Boko Haram. Na corrente visita de Buhari a Washington a questão foi debatida.

http://www.voaportugues.com/content/nigeria-forca-regional-combatera-boko-haram/2873057.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Julgamento de Hissène Habré adiado

Em Dakar, capital senegalesa, o julgamento do antigo Presidente chadiano, Hissène Habré, por crimes de guerra, tortura, e crimes contra a humanidade, foi suspenso e adiado para o dia 7 de Setembro. O antigo Presidente chadiano recusa participar naquilo que ele considera ser uma “paródia de justiça, uma vergonha”.

O Presidente do Conselho Africano Extraordinário Gberdao Gustave Kam, assistido por dois magistrados senegaleses, decidiu adiar o julgamento iniciado ontem no Palácio de Justiça de Dakar, contra o ex-Presidente chadiano Hissène Habré acusado de crimes contra humanidade, crimes de guerra e crimes de tortura.

http://www.portugues.rfi.fr/africa/20150721-julgamento-de-hissene-habre-adiado-em-dakar

Os responsáveis do Conselho Africano Extraordinário encarregue do julgamento de Hissène Habré, adiantaram que o julgamento vai retomar só no próximo dia 7 de Setembro, ou seja após 45 dias de intervalo.

Esta decisão foi tomada para permitir aos advogados de defesa a análise dos documentos. Advogados que foram escolhidos pelo Tribunal para defender Hissène Habré.

A parte civil e as vítimas lamentaram esta decisão do Presidente do Tribunal Especial criado pelo Senegal e a União Africana. As vítimas de Hissène Habré estão determinadas a que justiça seja feita, tendo em conta que o regime de Hissène Habré teria praticado vários assassínios.

Agora resta saber, depois de 45 dias de intervalo, como será o comportamento de Hissène Habré, que julga o Conselho Africano Extraordinário ilegal.

Mali

A recuperação do património histórico no Mali

Roger Godwin |

O governo do Mali, com o apoio da UNESCO, meteu mãos à obra de recuperar fisicamente14 mausoléus que haviam sido destruídos, nos últimos três anos, por extremistas islâmicos que chegaram a ocupar algumas zonas da região norte do país.

Estes 14 mausoléus, listados na cidade de Timbuktu pela UNESCO como sendo “património da humanidade”, foram destruídos pelos radicais islâmicos em mais uma tentativa para para subverterem a identidade e o património histórico daquele importante local.

Nos séculos XIII e XVII a cidade de Timbuktu era considerada o centro do ensino do Islão, o que atraía estudantes provenientes de diversos países do mundo muçulmano que aprendiam e se formavam nas cerca de 200 escolas então ali existentes.

Porém, cegos por uma desenfreada tentativa de chegar ao poder, grupos radicais islâmicos ocuparam esta cidade do norte do Mali em 2012, só de lá saindo em Janeiro de 2013 graças à intervenção conjunta do exército maliano e das tropas francesas que se coligaram para evitar os avanços dos rebeldes até Bamako, o que, a ter acontecido, significaria a queda do governo.

Atrás de si e durante a ocupação da cidade, os rebeldes destruíram todo o seu valioso património histórico e cultural, vandalizando mosquitas e mausoléus e queimando milhares de manuscritos.

A importância da recuperação destes 14 mausoléus é de tal ordem que a própria secretária-geral da UNESCO, irina Bokova, fez questão de estar presente em Timbuktu para assinalar o início dos trabalhos que se estenderão durante vários anos. Na ocasião, a senhora Bokova disse mesmo que a destruição dos mausoléus havia sido um crime cometido contra o património da humanidade e que, por isso mesmo, o assunto seria entregue ao Tribunal Penal Internacional para que este pudesse indiciar os autores da agressão. Porém, sabendo-se quais são as prioridades desse tribunal muito pouco dele se pode efectivamente esperar para punir aqueles que apostam na subversão dos valores históricos e culturais como forma de melhor poderem controlar populações depois de despidas das suas referências.

Aliás, a destruição dos valores históricos da Humanidade tem sido uma das práticas crimonosas que actualmente estão a ser usadas pelo chamado “Estado Islâmico” que tenta varrer da superfície do mundo tudo aquilo que pode representar glórias do passado e que o presente ainda venera.

Para o Mali, efectivamente, esta acção liderada pela UNESCO mais que o simbolismo da recuperação dos seus valores históricos, também representa que do ponto de vista militar a situação está actualmente controlada e que o extremismo islâmico é, para já, uma ameaça adiada.

Na verdade o adiamento dessa ameaça permanece tanto mais efectivo quanto mais válidas forem as medidas que o governo entretanto tomar para reduzir os problemas que ainda subsistem a norte do seu território, onde o radicalismo islâmico aproveita o descontentamento das comunidades tuaregues para espreitar e ameaçar a tomada do poder pela força das armas.

A esmagadora maioria das instabilidades militares ocorriddas no Mali, muitas delas concretizadas com golpes de Estado, resultam da falta de entendimento daqueles que são os reais problemas de uma população que tem sido demasiadas vezes esquecida por quem governa. Estes esquecimentos, que têm alimentado imensas tentativas de revolta, só não tiveram agora uma consequência mais efectiva devido à intervenção das tropas francesas que, mais uma vez, assumiram a responsabilidade de defender um governo cujo verdadeiro apoio popular precisa de ser testado para saber se é, ou não, efémero.

Ao assumir a reabilitação da cidade de Timbukto, para já no que respeita ao seu património cultural, as Nações Unidas, através da UNESCO, estão a fazer passar a mensagem de que também vão assumir um papel muito mais activo na defesa da estabilidade do país.

Passa isso por manter uma presença física mais visível no Mali e, também, por colaborar com o governo na aplicação de uma série de medidas sociais que possam melhorar as condições de vida da população do norte do país, onde a população reivindica uma atenção mais efectiva para que se possa sentir devidamente integrados.

Depois de um diálogo interno intenso, mas inconclusivo no que respeita a acordos de integração regional num projecto de âmbito nacional, o Mali tem que prosseguir a luta para encontrar parceiros que possam colaborar na criação de condições capazes de fazer as populações confiarem de que os perigos extremistas estão ultrapassados.

Essa luta, que se resume na confiança que precisa incutir junto da sua população, tem que ser travada exclusivamente pelo governo maliano para que não dê de si a enfraquecida imagem de uma dependência excessiva em relação aos seus aliados externos.

Reconstruir os mausoléus destruídos em Timbukto é positivo e revitaliza a moral do país mas, em abnono da verdade, é manifestamente insuficiente para devolver a esperança que muitos malianos há muito já perderam nos sucessivos governos que tiveram.

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/mundo_africano/a_recuperacao_do_patrimonio_historico

Clipping Afronews 22 de julho de 2015

fe eho

Presidente moçambicano convida empresários franceses a apostarem em Moçambique

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, convidou hoje em Paris os empresários franceses a investirem em Moçambique, congratulando-se com a tendência de crescimento das trocas comerciais entre os dois países.

Segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM), Nyusi falou das potencialidades económicas de Moçambique, durante um encontro com empresários franceses, no âmbito da visita que realiza a França, desde sábado.

“As relações entre Moçambique e França são excelentes a todos os níveis, tanto do ponto de vista político-diplomático, quanto ao nível da cooperação para o desenvolvimento. Estas relações foram construídas, ao longo dos anos, durante os quais o nosso país beneficiou-se do apoio multiforme da França que, nos últimos 10 anos, totaliza mais de 100 milhões de euros”, disse Nyusi.

O chefe de Estado moçambicano considerou encorajadora a tendência das trocas comerciais entre os dois países nos últimos anos, observando que as exportações de Moçambique para França aumentaram de cerca de 20 milhões de euros, em 2010, para pouco mais de 62 milhões de dólares americanos, em 2013.

Filipe Nyusi declarou-se optimista em relação ao futuro da cooperação empresarial com França, tendo em conta as potencialidades existentes em Moçambique e a vontade do empresariado francês de investir no país africano.

O chefe de Estado moçambicano apontou o desenvolvimento do capital humano, a agricultura, agroindústria e infraestruturas, como áreas de interesse para o investimento francês.

http://www.sapo.pt/noticias/presidente-mocambicano-convida-empresarios_55ad1df2c48e204f71a7d3fe

Moçambique

Moçambique e França formalizam perdão da dívida

Moçambique e França formalizaram ontem em Paris o acordo de perdão da dívida pública do nosso país com este Estado europeu. Este é o quarto perdão que os gauleses concedem a Moçambique no quadro da implementação da Iniciativa de Redução da Dívida dos Países Altamente Endividados (HIPIC).

Assinatura deste instrumento acontece no quadro da visita que o Presidente moçambicano Filipe Nyusi efectua desde domingo à República da França.

O acordo rubricado pelos ministros moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, e francês da Economia, Indústria e da Tecnologia Digital, Emmanuel Macro, prevê o perdão total de 17.5 milhões de euros.

Ao abrigo deste instrumento jurídico, Moçambique deverá dentro dos próximos cinco anos canalizar este montante a sectores como formação técnico-profissional, no valor de 5.5 milhões de euros, apoio a áreas protegidas, cerca de dois milhões de euros, e apoio ao Orçamento, dez milhões de euros.

A França tem demostrado, nos últimos anos, vontade de reforçar as relações políticas e económicas com Moçambique. A visita do presidente Filipe Nyusi a este país acontece depois de dois convites formulados pelo Presidente francês, François Holland, desde Janeiro último.

Ontem, depois do encontro com empresários franceses, Filipe Nyusi reuniu-se com o estadista francês. Tratou-se de um momento para as partes passarem em revista as relações de cooperação existentes entre os dois países.

Antes do encontro com François Holland, Nyusi foi recebido e agraciado com honras militares na Câmara de Paris. Mais tarde o Chefe do Estado moçambicano visitou o Instituto Francês de Petróleos e Energias Renováveis (IFPEN).

Fundado em 1945, o IFPEN é classificado entre os 100 organismos mais inovadores a nível mundial, tendo como maior foco a investigação, formação técnico-profissional, fornecimento de serviços de apoio logístico para o sector de petróleo e gás.

Durante várias apresentações sobre as capacidades das empresas que tem o seu suporte técnico no IFPEN, os gestores franceses manifestaram a vontade de encontrar um espaço, através de parcerias com as empresas públicas ou privadas moçambicanas para o fornecimento de tecnologias para a exploração de gás.

Moçambique efectuou nos últimos anos importantes descobertas de gás natural na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado (cerca de 200 triliões de pés cúbicos de gás), cuja exploração poderá o colocar entre os três maiores exportadores deste recurso energético.

A França não esconde a sua vontade de participar na produção destes recursos, quer através de parcerias com as empresas moçambicanas, quer através da formação de quadros nacionais como tem o feito em vários países do mundo.

Mais uma vez, Filipe Nyusi manifestou a abertura e vontade de Moçambique de colher a experiência dos franceses na exploração dos recursos naturais. “Temos a vantagem de sermos os últimos e queremos evitar os erros dos primeiros daí a importância destes encontros para vermos o que pode ser vantajoso para nós e para os nossos parceiros”, sublinhou Nyusi.

O Presidente moçambicano inicia hoje a viagem de regresso a Moçambique depois de uma visita de três dias a esta que é a segunda mais importante economia da Zona Euro.

Titos Munguambe, em Paris

http://www.jornalnoticias.co.mz/…/40133-mocambique-e-franca…

Feira Internacional de Maputo: França confirma cinquenta empresas

A França vai dedicar, pela primeira vez, um pavilhão para as suas empresas na Feira Internacional de Maputo (FACIM 2015), naquilo que é a demonstração clara da vontade deste país em reforçar as relações econômicas com Moçambique. Ontem, o Presidente da República, Filipe Nyusi, convidou os empresários franceses a investirem mais em Moçambique.

Falando durante um encontro com a Confederação do Empresariado e Patronato Francês, (MEDEF), realizado na capital francesa, Filipe Nyusi disse que Moçambique possui várias potencialidades que podem interessar aos gauleses, desde a agricultura, desenvolvimento do capital humano, agro-indústria e infra-estruturas.

Considerando que para a França leva a maior delegação para o exterior desde que tomou posse em Janeiro último, o que demonstra a importância que Moçambique atribui ao investimento francês, Filipe Nyusi disse aos empresários franceses que já não há muito tempo para se pensar lentamente, pelo que deve se agir rapidamente.

O governante moçambicano considerou o encontro com os empresários como uma plataforma para a recolha de informações necessárias e úteis sobre Moçambique e suas potencialidades e oportunidades.

As relações entre Moçambique e França são consideradas excelentes a todos os níveis, tanto do ponto de vista político diplomático, como ao nível da cooperação para o desenvolvimento. Nos últimos dez anos, a França prestou apoio multiforme ao nosso país no valor de mais de 100 milhões de euros.

Estes montantes foram investidos nas áreas da Saúde, água e saneamento e outra parte ainda através do apoio directo ao Orçamento do Estado, o que para Filipe Nyusi comprova a relação de confiança existente entre os dois países.

Nas relações comerciais nota-se um crescimento dos fluxos, pelo que de cerca de 22 milhões de dólares americanos de exportações de Moçambique para a França, em 2010, o valor subiu para cerca de 68 milhões de dólares em 2013. Igualmente, de cerca de 23 milhões de dólares de importações de Moçambique em 2010, atingiu-se cerca de 80 milhões em 2013. O investimento privado francês atingiu no ano passado cerca de 62 milhões de dólares, o que coloca este país no décimo lugar do ranking do investimento directo em Moçambique.

Nyusi disse aos franceses que esta posição pode ser melhorada e equilibrada tendo em conta as potencialidades existentes em Moçambique e a vontade do empresariado deste país europeu em investir no nosso país.

Informações ao nosso dispor indicam que os franceses estão interessados em explorar o sector de petróleo e gás e ainda a agricultura. Actualmente, cerca de 40 companhias deste país já operam em Moçambique nos sectores de logística, construção de estradas, entre outros.

O embaixador da França, acreditado em Maputo, Serge Segura garante que na FACIM 2015 estarão cerca de 50 empresas francesas que pretendem aproveitar esta oportunidade para expor as suas capacidades e daí atrair parceiros para a sua entrada no mercado moçambicano.

Refira-se que o Presente Filipe Nyusi deixa hoje Paris de regresso a Maputo, depois de uma visita oficial de três dias a este país. Em França, o Presidente esteve acompanhado pela sua esposa, Isaura Nyusi, pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, da Indústria e Comércio, Ernesto Maxi Tonela, e do Mar, Águas Interiores e Pesca, Agostinho Mondlane. Esteve ainda uma delegação de empresários filiados na Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

Titos Munguambe, em Paris

http://www.jornalnoticias.co.mz/index.php/main/40141-participacao-na-facim-franca-confirma-cinquenta-empresas

Grupo português cria o maior viveiro de eucaliptos em África

A plantação do maior viveiro de eucaliptos do continente, com capacidade anual para 12 milhões de plantas, tem início em setembro, em Moçambique, e vai ser assegurada pelo grupo Portucel Soporcel, revelou o presidente executivo do grupo, Diogo da Silveira.

De acordo com a informação da Soporcel, o destino do investimento de 2,1 mil milhões de euros são 356 mil hectares nas províncias de Manica e Zambézia.

http://www.abola.pt/africa/ver.aspx?id=561366

Um terço de doentes de Aids em Moçambique abandona tratamento no primeiro ano

Um terço dos doentes em tratamento de Aids em Moçambique abandona o acompanhamento clínico no primeiro ano, uma situação agravada pela falta de apoio do Governo, informou hoje a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Do universo de 1,6 milhões de infetados de SIDA em Moçambique, apenas 640 mil procuram tratamento, mas um terço abandonam-no logo no primeiro ano, segundo dados oficiais revelados em Maputo durante a apresentação do relatório “Aconselhamento em HIV/TB: Quem está a fazer o trabalho”.

“A maior parte das organizações no terreno está a trabalhar, mas o Governo não está a garantir o seu próprio pessoal e, por isso, existe uma lacuna”, disse à Lusa Carlota Silva, analista da MSF para o tema de Aids, à margem da apresentação do relatório.

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/um-terco-de-doentes-de-sida-em-mocambique-abandona-tratamento-no-primeiro-ano_n846131

Presença chinesa em Moçambique cada vez mais visivel, mas com pouco controlo

A presença chinesa na indústria madeireira está envolta em penumbra, segundo analistas.

A China tem sido um parceiro estratégico e tradicional de Moçambique e o investimento de Pequim tornou-se mais visível sobretudo a partir da última década. Mas ainda não pode ser considerado um investidor em Moçambique.

Presença chinesa em Moçambique cada vez mais visivel

Em termos reais, o investimento chinês corresponde a cerca de dois por cento do Investimento Directo Estrangeiro(IDE) em Moçambique.

Analistas advertem, no entanto, que as autoridades moçambicanas devem criar condições reais para que Moçambique tenha maior controlo dos investidores, sobretudo chineses, cujas empresas não têm sido devidamente escrutinadas no país.

Para observadores, esta realidade mostra que a China ainda não é um grande investidor em Moçambique, mas é um ator importante, sobretudo pela qualidade do investimento que faz nas áreas de infraestruturas, indústria, agricultura e outros.

Nesta cooperação, dizem as mesmas fontes, é fundamental que a questão da transparência seja observada, uma vez que muitas das empresas chinesas, pelo nível do investimento que fazem, não estão a ser escrutinadas.

Jorge Matine, investigador do Centro de Integridade Pública(CIP), instituição moçambicana dedicada à transparência e boa governação, destacou que a indústria da madeira no país, “é muito complexa, com bastantes zonas de penumbra porque a madeira está a ser exportada, mas os ganhos para o país são muito poucos”.

“Não sabemos qual é a contribuição da indústria madeireira na economia do país, e eu penso que neste momento a grande responsabilidade está em Moçambique, porque é o país que deve criar condições reais para que tenha maior controlo e maior regulação dos investidores”, realçou.

Refira-se que empresas chinesas têm sido acusadas de práticas incorretas nos seus negócios em Moçambique, sobretudo na exploração de recursos florestais e faunísticos, muitos dos quais são exportados de forma fraudulenta.

Entretanto, para o economista Francisco Cumba, o investimento chinês  traduz a política externa da China e a sua projeção de poder em África, dado que Pequim assume-se como um dos principais agentes de intervenção numa cooperação que se pretende mutuamente benéfica.

Cumba não acredita que, pelo menos a curto prazo, a China possa substituir, com eficácia, outros parceiros de desenvolvimento, mas defende a necessidade de Moçambique diversificar as suas relações de cooperação.

Em Junho passado, Moçambique e a China assinaram um acordo geral para os próximos três anos nos sectores económico, técnico e comercial, no âmbito da cooperação entre os dois países.

http://www.voaportugues.com/content/presenca-chinesa-em-mocambique/2870674.html

Obama reiterou sua disposição para colaborar na luta contra a corrupção e o grupo terrorista jihadista Boko Haram

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama recebeu nesta segunda-feira (20) o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, para celebrar o “histórico” processo eleitoral do último mês de março no país africano e reiterar sua disposição para colaborar na luta contra a corrupção e o grupo terrorista jihadista Boko Haram.

“Vimos recentemente uma eleição na qual se deu uma transição pacífica para um novo governo. E foi uma afirmação do compromisso da Nigéria com a democracia, um reconhecimento que (…) a mudança só pode chegar através um processo político pacífico”, declarou Obama ao início do encontro com Buhari na Casa Branca.

Após saber da vitória de Buhari, e apesar de muitos analistas temerem então uma nova explosão de violência pós-eleitoral como a de 2011, o então presidente Goodluck Jonathan aceitou os resultados e ligou para seu rival para felicitá-lo.

Obama aproveitou a ocasião para louvar hoje a “reputação de integridade” do novo presidente nigeriano e elogiar seu “claro” compromisso na luta contra os jihadistas do Boko Haram, que controlam parte do nordeste da Nigéria, onde realizaram vários atentados que deixaram milhares de mortos e mais de um milhão de deslocados.

— [Buhari] está muito preocupado com a expansão do Boko Haram, a violência que demonstrou e as atrocidades que cometeu, e tem uma agenda muito clara para derrotar os extremistas de todo tipo de dentro do país.

Ataque do Boko Haram contra prisão no Níger deixa 7 mortos

Boko Haram volta a propor troca de meninas sequestradas por membros do grupo presos na Nigéria

Nas últimas duas semanas, o grupo extremista assassinou mais de 500 pessoas na Nigéria, Chade, Camarões e Níger, em uma tentativa para retomar a iniciativa no conflito armado que mantém há anos contra o Estado nigeriano.

Desde o último mês de fevereiro, uma força multinacional combate o Boko Haram no nordeste da Nigéria e nas zonas fronteiriças com Chade, Camarões e Níger, em uma ofensiva que durante meses alcançou importantes avanços contra o grupo islamita, mas que agora parece estagnada pela maior mobilidade dos milicianos.

Buhari, também muçulmano, prometeu mão de ferro para acabar com os insurgentes, algo ao que os Estados Unidos deram as boas-vindas após a pouca resolução contra o Boko Haram demonstrada por Goodluck Jonathan.

Além das questões de segurança e antiterrorismo, Obama ressaltou que a agenda da conversa versaria sobre a luta contra a corrupção na Nigéria, país mais povoado da África e dono da maior economia do continente.

O americano reconheceu que “alguns dos melhores empresários do mundo são da Nigéria, e prosperam quando viajam para outros países, mas queremos assegurar-nos que podem ajudar pessoas a prosperar dentro da Nigéria”.

— Queremos ver como podemos ajudar para encarar alguns casos de corrupção que frearam à Nigéria, e despertar o incrível talento do povo nigeriano.

Por sua parte, Buhari agradeceu o respaldo dos EUA para consolidar os avanços no sistema democrático da Nigéria e apoiar “eleições livres, justas e críveis”.

O nigeriano salientou, além disso, que os “objetivos fundamentais” de seu governo são “a segurança, a economia, o emprego, especialmente para os jovens, e a luta contra corrupção”.

Além de seu encontro com Obama, Buhari, de 72 anos, também deve reunir-se com o vice-presidente Joseph Biden e o secretário de Estado, John Kerry, durante sua visita a Washington.

http://noticias.r7.com/internacional/obama-e-presidente-da-nigeria-decidem-cooperar-na-luta-contra-boko-haram-20072015

Obama elogia presidente da Nigéria por luta contra extremistas

Washington – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou o novo presidente da Nigéria, Mohammadu Buhari, pelo seu trabalho para garantir “a segurança e a paz” a uma nação desafiada por dificuldades econômicas, por um histórico de corrupção e pela violência causada pelo grupo extremista islâmico Boko Haram.

Obama se reuniu com Buhari menos de oito semanas após o nigeriano assumir a presidência, em uma mostra da importância dada pelos EUA a uma boa relação com a Nigéria. O presidente norte-americano disse que Buhari tem “uma agenda muito clara para derrotar o Boko Haram e extremistas de todo tipo dentro de seu país”. Também elogiou o esforço no combate à corrupção.

Falando a repórteres, Obama elogiou o país e disse que ele pode vir a ser um exemplo “na parte leste do continente”. A Nigéria fica na verdade no oeste africano – a própria Casa Branca admitiu que Obama se enganou. Obama disse também que discutiria como os países podem cooperar no combate ao terrorismo e se os EUA podem ajudar a Nigéria no combate à corrupção. Fonte: Associated Press.

http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2015/07/obama-elogia-presidente-da-nigeria-por-luta-contra-extremistas.html

Angola

Argentina e Brasil parceiros de Angola  na pesca

A ministra das Pescas, Vitória de Barros Neto,  iniciou ontem, em Buenos Aires, conversações com representantes institucionais e empresariais da Argentina, no quadro de um périplo que, até ao dia 31, a leva  também ao Brasil, revelou o Ministério das Pescas, em comunicado tornado público em Luanda.

Victória de Barros Neto  encontrou-se ontem com o seu homólogo argentino para determinar domínios de cooperação e estabelecer parcerias entre operadores nas áreas da pesca, aquicultura, indústria salineira e de transformação de pescado, revela o comunicado  do Ministério das Pescas.

Hoje, a ministra visita fábricas de transformação de produtos pesqueiros na cidade de Mar del Plata e mantém um encontro com empresários de Angola e da Argentina.

Um memorando de entendimento para a cooperação entre os dois países no domínio das pescas é assinado amanhã, diz o comunicado do Ministério das Pescas, que cita Vitória de Barros Neto: “Vamos criar um ambiente propício e favorável para  o sector das pescas contribuir para o desenvolvimento socioeconómico dos dois países.”

A ministra das Pescas chega no domingo a Brasília, onde, com o seu homólogo brasileiro, actualiza o memorando de entendimento de cooperação na área da pesca e aquacultura, assinado entre os dois países em 2004, refere o comunicado.

O memorando estabelecido entre os governos de Angola e Brasil estabelece acções conjuntas na formação de quadros angolanos, na pesca artesanal, aquacultura, investigação pesqueira e na gestão de recurso biológicos. Na última etapa da visita, a ministra das Pescas desloca-se a Salvador, na Baia.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/argentina_e_brasil_parceiros_na_pesca_1

Novas regras para o investimento privado em Angola em votação no parlamento

A Assembleia Nacional angolana deverá aprovar esta semana a nova proposta de revisão da Lei do Investimento Privado em Angola, que visa facilitar o repatriamento de lucros e dividendos, reduzindo a burocracia dos processos.

A votação final global da legislação consta da agenda de trabalhos da décima reunião plenária ordinária do parlamento angolano, na presente sessão legislativa, marcada para os dias 22 e 23 de Julho, em Luanda, segundo informação disponibilizada por aquele órgão de soberania.

http://noticias.sapo.ao/info/artigo/1447839.html

 

Investimentos em Angola nas mãos de José Eduardo dos Santos

Os projectos de investimento em Angola superiores a 10 milhões de dólares vão passar a ser autorizados pelo presidente da República, José Eduardo dos Santos. Saiba o que muda com a revisão da lei do investimento privado.

Os investimentos privados em Angola vão passar a ser autorizados directamente pelo presidente da República, José Eduardo dos Santos, quando forem superiores a 10 milhões de dólares (9,2 milhões de euros), …

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/investimentos_em_angola_nas_maos_de_jose_eduardo_dos_santos.html

Guiné Bissau

Guiné-Bissau com fragilidades na Educação

Um estudo hoje apresentado em Bissau, revela fragilidades no sistema educativo do País, e sublinha que serão necessárias algumas « correcções » para que a Guiné -Bissau possa caminhar em direcção ao desenvolvimento.

O estudo, realizado em 2014, pelo governo guineense, em colaboração com as agências da Naçôes Unidas – Unicef e Unesco – visava mostrar os pontos fortes e as fragilidades do sistema educativo e propôr soluções. No documento ficam patentes verdadeiros problemas do sistema educativo, tais como o fraco parque escolar, a sua má distruibuição, o abandono escolar precoce, o alto nível de insucesso escolar, e os pequenos salários dos professores.

Segundo este estudo, a Guiné tem um dos mais baixos níveis de escolarização, ao nível africano, e apenas 10% dos trabalhadores guineenses tiveram 10 anos de estudos completos.

Uma das conclusões deste trabalho é que “para tirar o país da pobreza, e caminhar para o arranque económico, devem ser feitos esforços a médio prazo (…) para se aproximar do que se observa em São Tomé e Príncipe, onde o acesso à educação é quase universal ».

http://www.portugues.rfi.fr/guine-bissau/20150721-guine-bissau-com-fragilidades-na-educacao-0

Guiné-Bissau: Antigo líder militar Zamora Induta regressa ao país

Bissau – O antigo chefe do Estado-maior general das Forças Armadas (CEMGFA) da Guiné-Bissau, Zamora Induta, regressou nesta terça-feira ao país oriundo de Portugal, onde se encontrava a residir na sequência do golpe de Estado militar de 2012, em Bissau.

Contactado pela Lusa, o porta-voz do Estado-maior guineense, Daba Na Walna, confirmou o regresso, tendo sublinhado que Induta avisou o actual líder dos militares, Biaguê Nan Tan, que vinha ao país nesta terça-feira.

“O Estado-maior não se opôs e nem podia opôr-se à vinda de Zamora Induta. Tal como foi, regressou, sem problemas com o Estado-maior”, disse Na Walna.

Zamora Induta saiu de Bissau na sequência do golpe militar de Abril de 2012 perpetrado pelo CEMGFA da época, general António Indjai.

O líder militar, que agora regressou ao país, tem a patente de contra almirante, foi CEMGFA de Junho de 2009 até ao dia 01 de Abril de 2010, altura em que foi afastado do cargo, através de um outro golpe liderado por Indjai, na altura seu adjunto no comando das Forças Armadas guineenses.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Guine-Bissau-Antigo-lider-militar-Zamora-Induta-regressa-pais,8319bf95-1deb-4946-a15f-6ae3a938ccbe.html

Guiné Equatorial

Um ano depois, ensino do português chegou a sete funcionários da Guiné Equatorial

Pena de morte não foi abolida, poder judicial foi dissolvido e ensino de português não começou nas escolas. Balaço do país de Obiang na CPLP.

Com o objectivo de entrar na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Guiné Equatorial adoptou o português como terceira língua oficial. Essa era uma das condições, expressa nos estatutos da organização, que incluem também “o primado da paz, da democracia, do Estado de Direito, da boa governação, dos direitos humanos e da justiça social”, como princípios a que os Governos dos países membros de pleno direito ficam vinculados “sem reservas”.

Um ano depois, esse compromisso ainda não se reflectiu em acções já existentes na Guiné Equatorial, estando a maioria das iniciativas ainda a ser planeada. O único resultado concreto, em termos de adopção da língua portuguesa, traduziu-se no seu ensino intensivo, durante três meses, a sete funcionários públicos daquele país.

O fim da pena de morte era outra condição. Não foi abolida, mas objecto de uma moratória, por decreto presidencial, uns meses antes da cimeira da adesão em Julho. Uns dias depois, já depois de o seu país ter formalmente o estatuto de membro de pleno direito da CPLP, o Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo afirmou numa entrevista local que continuava a apoiar a pena de morte.

A situação política e dos direitos humanos também não se alterou de forma significativa, apesar da expectativa de que partidos da oposição seriam legalizados e políticos no exílio poderiam regressar em segurança. A perseguição a activistas e opositores mantém-se e a ausência de liberdade de expressão e de associação é total, descrevem organizações de direitos humanos como a Human Rights Watch (HRW) e a Amnistia Internacional (AI). Num país onde a pena de morte foi suspensa mas não abolida, onde as detenções arbitrárias são frequentes e a taxa de mortes nas prisões é elevada, o medo paralisa as pessoas. O PÚBLICO solicitou, por duas vezes, uma entrevista ao embaixador da Guiné Equatorial em Portugal, Jose Dougan Chubum, mas não obteve resposta.

As esperanças dos líderes

Os chefes de Estado e de Governo da CPLP reunidos na cimeira de Díli no ano passado explicaram que a adesão (como país membro de pleno direito) ajudaria a democratizar o regime, abriria horizontes para empresas dos países da CPLP em busca de novas oportunidades de negócio, e valorizaria a língua portuguesa.

A antiga colónia espanhola seria mais um país a adoptá-la e a promover o português nas instâncias internacionais. Já em 1989 a Guiné Equatorial adoptara o francês como língua oficial para ser membro da Organização Internacional da Francofonia, mas nunca o francês foi objecto de um programa de ensino. As línguas faladas são a primeira língua oficial, o espanhol, e o dialecto da maioria, o fang.

Com a entrada na comunidade lusófona, o ensino do português nas escolas primárias foi outra das promessas do Governo da Guiné Equatorial. O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), órgão da CPLP com competências na “prossecução dos objectivos” relacionados com a língua, acrescentou, na lista de objectivos, a formação de professores, a introdução na rádio e na televisão de programas em língua portuguesa e a formação em língua portuguesa de funcionários da administração pública.

Um ano depois, o português não começou a ser ensinado na Guiné Equatorial. Esse é um objectivo que exige tempo, disse ao PÚBLICO Marisa Mendonça, directora-executiva do IILP. É necessário “tempo” para criar “os pontos focais e os elos de ligação entre a Guiné Equatorial, a CPLP e o IILP”, explicou por email, mostrando-se confiante de que a realização de uma reunião técnica, que neste momento está a organizar, dê frutos. Nessa reunião, espera-se uma “avaliação das acções já implementadas”, a definição de “prioridades imediatas” para se desenvolverem “acções futuras”.

E acrescentou: “A comunicação entre a direcção executiva do IILP e as autoridades nacionais da Guiné Equatorial já é permanente” e alguns “passos” foram dados – essencialmente a participação de representantes da Guiné Equatorial em eventos organizados este ano pelo IILP.

Projectos sem data definida

“Não está contemplada a deslocação de professores de Língua Portuguesa para a Guiné Equatorial”, informou por seu lado o Instituto Camões, em resposta a perguntas, como aquela que colocava a possibilidade de envio de professores de português para o ensino e a formação de professores, como aconteceu em Timor-Leste logo a seguir ao referendo sobre a independência em 1999. “O trabalho principal deste instituto junto dos países CPLP é o de apoio à formação de professores e de tradutores e intérpretes dos respectivos países.” Essa formação poderá ser feita cá em Portugal ou na Guiné Equatorial, onde está prevista, ainda sem data definida, a presença de um docente de português na Universidade Nacional da Guiné Equatorial.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/um-ano-depois-da-entrada-na-cplp-ensino-do-portugues-chegou-a-sete-funcionarios-da-guine-equatorial-1702359

Burundi

Ataques deixam mortos durante eleição presidencial do Burundi

Um policial e um oposicionista morreram nesta terça-feira (21) em casos de violência no início da eleição presidencial do Burundi, já prejudicada por boicotes da oposição e protestos contra a decisão do presidente Pierre Nkurunziza de concorrer a um terceiro mandato.

Explosões e tiros foram ouvidos na capital na manhã desta terça, num momento em que a nação está às voltas com sua pior crise desde a guerra civil encerrada em 2005. Há semanas o Burundi enfrenta manifestações, teve uma tentativa de golpe de Estado e confrontos entre soldados rebeldes e o Exército.

Os eleitores faziam fila em algumas áreas rurais e bairros de Bujumbura que são redutos de partidários de Nkurunziza. Mas muito poucos apareceram nas urnas em outras partes da capital.

Os opositores acusam Nkurunziza de violar a Constituição ao tentar conseguir ficar mais cinco anos no cargo.

Doadores ocidentais de ajuda e Estados africanos, preocupados com as tensões em uma região com uma história de conflitos étnicos, pediram ao Burundi que adiasse a votação. Os Estados Unidos e países europeus suspenderam parte da ajuda ao Burundi, um dos países mais pobres do mundo.

É quase certo que Nkurunziza vença a eleição, já que a oposição boicotou as urnas. Ele se baseia em uma decisão da Justiça, segundo a qual pode disputar novamente o cargo.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/ataques-deixam-mortos-durante-eleicao-presidencial-do-burundi.html

Nkurunziza: o presidente que não quer deixar o poder no Burúndi

Ex-líder hutu deve vencer eleições em meio a boicote convocado pela oposição e aumento da tensão política no país, que provocou dezenas de mortes. Para críticos, terceiro mandato viola a Constituição.

Burundi Präsident Pierre Nkurunziza

O presidente do Burúndi, Pierre Nkurunziza, caminha para ganhar mais uma eleição nesta terça-feira (21/07), três meses após anunciar sua intenção de concorrer a um terceiro mandato. A decisão enfureceu a oposição e mergulhou o país numa onda de violência, que deixou cerca de 80 mortos e provocou a fuga de mais de 150 mil pessoas.

Nkurunziza, de 51 anos, governa o país desde 2005. Um ex-líder da etnia hutu que combateu durante a guerra civil do país, entre 1993 e 2005, Nkurunziza tomou o poder após o seu grupo armado formar um partido político, o Conselho Nacional para a Defesa da Democracia-Forças de Defesa da Democracia (CNDD-FDD). O conflito entre as etnias hutu e tutsi provocou 300 mil mortes.

Antes de se tornar um guerrilheiro, Nkurunziza trabalhou como professor de Educação Física e lecionou numa academia militar. Ele se define como um “cristão renascido” e afirma que sua administração finalmente trouxe paz para o tumultuado Burúndi, um dos países mais pobres do mundo. O presidente tem cinco filhos, e teve o pai, também político, assassinado em 1972, durante o Genócio de Burúndi – assassinato em massa de hutus pelo Exército dominado pelos tutsis.

Em 1993, após o assassinato do primeiro presidente hutu, Melchior Ndadaye, fato que desencadeou a guerra civil, Nkurunziza escapou por pouco de ser morto, e finalmente decidiu partir para a guerrilha, juntando-se ao grupo rebelde FDD, o braço armado do CNDD. Hoje, seu apoio vem, sobretudo, das áreas rurais do país, onde seu populismo encontra bastante apelo.

Terceiro mandato viola Constituição

Críticos afirmam que sua busca por um terceiro mandato é uma violação da Constituição do país, que só permite uma reeleição. Os apoiadores do presidente afirmam que o primeiro mandato de Nkurunziza não foi conquistado pelo voto direto, mas sim por uma votação no Parlamento local, o que o permite concorrer em mais uma eleição direta.

Parte da oposição convocou um boicote às eleições desta terça-feira, afirmando que o pleito não passa de uma farsa. Apesar disso, os nomes de todos os candidatos oposicionistas permanecem nas cédulas de votação. Em 29 de junho, a oposição boicotou as eleições parlamentares, o que garantiu uma vitória esmagadora do grupo do presidente.

Em 2010, diversos partidos da oposição também pediram um boicote, afirmando que Nkurunziza havia colocado em prática métodos fraudulentos para assegurar sua vitória.

Para os partidos de oposição do país, Nkurunziza tenta se estabelecer como ditador. Essa percepção ficou ainda mais forte após Nkurunziza anunciar sua intenção de concorrer a um terceiro mandato – uma ação que foi condenada por vários governos estrangeiros, entre eles os Estados Unidos e a África do Sul, que pediram que a data do pleito fosse postergada. O temor é de que a permanência de Nkurunziza acirre ainda mais os ânimos no país, aumentando um risco de guerra civil.

Na noite desta segunda-feira, um policial e dois civis morreram em trocas de tiros na capital, Bujumbura. Explosões foram registradas logo após a abertura das urnas. Cerca de 3,8 milhões de cidadãos do Burúndi estão aptos a votar nesta terça-feira.

Em maio, Nkurunziza debelou uma tentativa de golpe de segmentos do Exército contra seu governo, que ficaram insatisfeitos com o anúncio de que o presidente seria candidato mais uma vez. Parte da oposição afirma que a repressão que se seguiu tornou impossível organizar eleições livres no Burúndi. O pleito já foi postergado duas vezes. Ativistas de direitos humanos afirmam que ao menos 22 políticos da oposição foram assassinados nos últimos cinco anos.

jps/dpa/afp

http://www.dw.com/pt/nkurunziza-o-presidente-que-n%C3%A3o-quer-deixar-o-poder-no-bur%C3%BAndi/a-18597986

Burúndi elege presidente em meio à violência

Presidente Pierre Nkurunziza deve confirmar o terceiro mandato, apesar dos protestos contra a sua candidatura. Milhares de pessoas fogem do país devido à violência.

Ao menos um policial e um civil foram mortos nas horas que antecederam o início das eleições presidenciais no Burúndi, que acontecem nesta terça-feira (21/07). Explosões e tiros foram ouvidos pela capital, Bujumbura.

O assessor de comunicação da presidência, Willy Nyamitiwe, culpou a oposição e os organizadores dos protestos que ocorrem há semanas pelos incidentes. “As pessoas estão fazendo isso para intimidar os eleitores. Eles não querem que os eleitores vão as urnas”, disse Nyamitiwe.

Os protestos começaram em abril, quando o presidente Pierre Nkurunziza, de 51 anos, anunciou que concorreria a um terceiro mandato. Grupos da sociedade civil e opositores defendem que a candidatura de Nkurunziza é inconstitucional e uma violação do acordo de paz que pôs um fim a 12 anos de guerra civil e massacres de motivação étnica em 2006.

Segundo observadores, o início da votação foi de aparente tranquilidade. Cerca de 3,8 milhões de eleitores são esperados. A expectativa é de que Nkurunziza vença o pleito, assumindo pela terceira vez o mandato, apesar de três meses de protestos, apelos da comunidade internacional e instabilidade política, com milhares de pessoas fugindo da violência no país.

Um dos principais líderes da oposição, Agathon Rwasa, desistiu formalmente de concorrer, argumentando que a eleição não pode ser livre nem justa. Ele não fez campanha. O oposicionista Jean Minani, como muitos outros, também boicotou as eleições.

A mídia local informa que integrantes da oposição estão saindo do país, engrossando assim as estimativas de êxodo de mais de 150 mil pessoas, que temem o recomeço de um conflito militar. Em meados de maio, rebeldes tentaram derrubar Nkurunziza depois de não conseguirem organizar uma rebelião no norte do país.

Conforme informações da organização Médicos Sem Fronteiras, milhares de pessoas fogem do país todos os dias pelas florestas em direção à Tanzânia. “Muitos fugiram à noite, no escuro e sem os seus pertences”, afirmou a ONG.

Doadores ocidentais e países vizinhos estão preocupados com a tensão na região e com o histórico de conflitos étnicos no país. Eles sugeriram que as eleições fossem adiadas. Nkurunziza se baseia em uma decisão judicial para concorrer novamente a um terceiro mandato. O governo também argumentou que já atrasou as votações o máximo que podia e prometeu um pleito justo.

As votações já começaram na área rural e também na capital, onde eleitores formaram filas nos locais de votação. O apoio a Nkurunziza é muito forte na capital. Mas, em alguns distritos de Bujumbura, poucas pessoas foram às urnas. Conforme a agência de notícias Reuters, muitas delas se encontravam fechadas mesmo após a hora oficial de abertura, às 6h.

http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/dw/2015/07/21/noticiasdw,3472980/burundi-elege-presidente-em-meio-a-violencia.shtml

Burundi: Pierre Nkurunziza poderá ter terceiro mandato controverso

Departamento de estado americano poderá impor restrições aos promotores da violência.

O Presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, poderá ganhar um controverso terceiro mandato nas eleições de hoje, que foram boicotadas pela oposição.

As eleições tiveram lugar, apesar de meses de protestos contra o governo e apelos da comunidade internacional para o presidente se afastar.

O Departamento de Estado americano disse que ao realizar eleições em tal ambiente, o governo do Burundi corre o risco de perder legitimidade perante o seu povo.

Os Estados Unidos irão analisar aspectos das relações com o Burundi, que ainda não estão suspensas, e poderá impor restrições de vistos para os promotores da violência, adverte o departamento.

Críticos dizem que Nkurunziza não é elegível a mais um mandato, mas o Tribunal Constitucional do Burundi decidiu a favor, considerando que no primeiro mandato ele foi escolhido pelos legisladores, e não pelo voto popular.

Nkurunziza, de 51 anos, é presidente deste país de 10 milhões de habitantes desde 2005.

A contestação das eleições provocou violentos protestos. Na noite de segunda-feira, na noite capital, Bujumbura, ocorreram explosões e disparos, e, pelo menos, duas pessoas perderam a vida, um dele polícia.

Nos últimos meses, dezenas de pessoas perderam a vida nas manifestações. Mais de 170 mil fugiram do país para a Tanzânia, Ruanda e República Democrática do Congo.

Durante as eleições, o ambiente foi calmo, com uma forte presença policial e poucos votantes. Testemunhas dizem que os postos de votação da vila de Buye, terra natal de Nkurunziza, registaram alguma enchente.

Mesmo tendo Nkurunziza como único candidato, a comissão de eleições não sabe quando é que os resultados serão anunciados.

Fonte: http://www.voaportugues.com/content/burundi-pierre-nkurunziza-podera-ter-terceiro-mandato-controverso/2872191.html

Burundi: Assassinatos de policiais marcam eleições presidenciais

Bujumbura – Uma violenta madrugada de tiroteios e mortes manchou as eleições presidenciais do Burundi, uma das nações mais pobres do mundo, localizada no centro-sul do continente africano, nesta terça-feira. Ao menos três pessoas morreram, incluindo dois policiais, na capital do país, Bujumbura.

O motivo para a violência, ocorrida em meio a tumultos da população, é a indignação popular com o actual presidente Pierre Nkurunziza, que tenta se eleger pela terceira vez consecutiva para o cargo – algo inconstitucional, acusam opositores.

Os tiroteios e as explosões mantiveram alguns eleitores distantes dos centros de votação, apesar de a maioria deles terem aberto normalmente para o pleito, entre 6 e 7 horas da manhã desta terça-feira.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos avisou que as eleições não serão reconhecidas internacionalmente, pois o actual governo teria agido de forma ditatorial nos últimos meses para derrubar opositores.

O temor geral é de que a instabilidade no país desencadeie uma grande onda de violência em um país que viveu uma sangrenta guerra civil até a década passada. Desde a independência em relação à Bélgica, em 1962, centenas de milhares de pessoas morreram em conflitos internos.

No período em que Ruanda viu quase 1 milhão de pessoas serem mortas devido às suas diferentes origens na década de 1990, ao menos 250 mil pessoas foram assassinadas em conflitos semelhantes em Burundi, entre 1993 e 2005, entre tutsis e hutus.

Burundi tem sido abalada pela instabilidade desde abril, quando o partido governante anunciou Nkurunziza iria concorrer a um terceiro mandato. Mais de 100 pessoas morreram em protestos de rua contra a proposta do presidente para estender seu tempo no poder. O conflito desencadeou uma tentativa de golpe militar em meados de maio que foi rapidamente derrubada por forças pró-Nkurunziza.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Burundi-Assassinatos-policiais-marcam-eleicoes-presidenciais,c193e32a-887c-4fb0-a0f0-43e41f942a63.html

Burundi: Dois mortos na abertura do escrutínio presidencial

Bujumbura – Duas pessoas morreram na madrugada de segunda-feira, em Bujumbura, onde foram registradas explosões e disparos durante toda a noite, antes da abertura das eleições presidenciais nas quais o presidente Pierre Nkurunziza concorre a um terceiro mandato.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Burundi-Dois-mortos-abertura-escrutinio-presidencial,cdd92310-253c-422b-aa75-fcae2e0cfee6.html

Burundi: Explosões abalam capital horas antes das eleições presidenciais

O país encontra-se mergulhado numa grave crise, deflagrada pela candidatura do actual presidente, Pierre Nkurunziza, a um terceiro mandato. A oposição alega que a situação é inconstitucional. Cerca de 3,8 milhões de burundeses são esperados nas urnas.

A imprensa noticiou a ocorrência de pelo menos três fortes explosões e tiroteios.

http://noticias.sapo.ao/info/artigo/1447846.html

Mediação do Uganda fracassou no Burundi

O governo do Burundi suspendeu, ontem, o diálogo com as forças da oposição após quatro dias de negociações infrutíferas mediadas pelo ministro ugandês da Defesa, Chrispus Kiyonga.

O fim do diálogo, confirmado na manhã de ontem, é um duro revés para a comunidade internacional, que acreditava ter conseguido um acordo antes das eleições presidenciais de hoje. O ministro do Interior do Burundi culpou a oposição pelo fracasso do diálogo e disse ser “incoerente continuar com o diálogo quando certas partes parecem ter outros objectivos”.

Edouard Nduwimana fazia referência a um comunicado, assinado por opositores representados nas negociações, em que  pediam a criação de um conselho nacional para o respeito dos Acordos de Arusha, o que significava a retirada da candidatura do Presidente Pierre Nkurunziza.

As eleições presidenciais no Burundi estão marcadas para hoje, no meio de uma escalada da violência, da rejeição internacional e do boicote da oposição perante a candidatura a um terceiro mandato do Presidente cessante Pierre Nkurunziza.

Desde que em Abril o partido CNDD-FDD anunciou que Pierre Nkurunziza era o seu candidato às presidenciais, uma  onda de protestos fez mais de 70 mortos e mais de 160 mil deslocados no Burundi, referem dados da ONU.

O Governo, além de culpar a oposição pelo fracasso nas negociações, afirmou que as dificuldades avançadas pelo partido anti-governamental tem uma estratégia de boicotar o escrutínio para ganhar mais tempo e desacreditar as iniciativas do Presidente do país, que nos últimos dias tem feito um esforço muito grande.

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/mediacao_do_uganda_fracassou_no_burundi

Quênia

Os quenianos tentam esquecer os horrores do passado

Roger Godwin |

Numa cerimónia marcada por uma grande dose de simbolismo e também demonstradora de uma vontade férrea de esquecer os horrores de um passado recente.

Os quenianos aderiram em massa ao apelo do Governo e marcaram presença na reabertura do centro comercial Westgate, o mesmo que em 2013 foi cenário de um violento ataque protagonizado pelo grupo terrorista Al Shabab.

Sobreviventes do ataque, familiares das 67 vítimas mortais então registadas e a quase totalidade dos atuais membros do Governo queniano acotovelaram-se para assistir à cerimónia que era para ser simples mas acabou sublinhada por um simbolismo que pretende ser uma mensagem de esperança para os tempos que se avizinham.

Naquele dia 21 de Setembro de 2013 nada fazia prever que a população de Nairobi viria a ser confrontada com o audacioso assalto organizado pelo Al Shabab contra o mais importante e mais concorrido centro comercial da cidade. Mas a verdade é que ele aconteceu mesmo e as imagens que na altura iam sendo enviadas em direto pelos principais canais internacionais de televisão mostraram umas forças policiais incapazes de reagir à surpresa e de dar mostras de serem capazes de resolver a situação com que estavam confrontadas.

Durante os três dias em que os terroristas controlaram o centro comercial as forças de segurança quenianas viram-se constrangidas com a necessidade de recorrer à ajuda externa para libertarem os reféns e ao mesmo tempo neutralizarem a acção dos assaltantes. A forma atabalhoada como na altura foi dada resposta ao desafio lançado pelos terroristas, ainda hoje se reflecte no modo como não estão a ser dadas respostas às perguntas que se colocaram logo após a libertação do Westgate de Nairobi. Entre essas perguntas sem resposta estão as que se prendem com a verdadeira nacionalidade dos assaltantes, se eram somalis ou quenianos, qual o paradeiro dos elementos que na altura foram detidos e qual a real extensão e identidade da rede que esteve por detrás do ataque.

Todas estas perguntas, cuja resposta poderia ajudar a perceber a verdadeira dimensão e importância do Al Shabab no Quénia, estão ainda hoje na boca de muita gente, mas a falta de esclarecimentos tem aberto caminho às mais variadas teorias especulativas. E de especulação em especulação, perante a falta de esclarecimentos suficientes para desfazer estas dúvidas, muitos são os que exprimem a opinião de que o Quénia continua a não ter uma boa relação com um sistema de segurança fiável que permita à sua população viver com a necessária tranquilidade.Na altura do ataque ao centro comercial Westgate foi a população que mais habilmente soube reagir, confinando os assaltantes a uma área devidamente identificada e onde viriam a ser cercados e depois detidos pelas forças da ordem.

Não fosse a enérgica resposta das mais de mil pessoas que na altura estavam no centro comercial e os assaltantes teriam tido a possibilidade de matar muito mais do que as 67 pessoas vítimas do ataque.

Outra crítica que é feita às forças da ordem quenianas que na altura foram confrontadas com este incidente relaciona-se com o tempo que demoraram (três dias) a neutralizar totalmente o grupo de assaltantes. Durante esse lapso de tempo, que serviu para a entrada em cena de forças de intervenção de países estrangeiros, morreram mais umas dez pessoas ao mesmo tempo que aumentava a popularidade mediática que os assaltantes queriam rentabilizar com aquele tipo de actuação. Por tudo isto, muitas das pessoas que agora assistiram à reabertura do Westgate de Nairobi não conseguiram esconder a sua decepção pelo facto de não terem sido ainda encontradas respostas para todas aquelas perguntas. Aliás, os outros ataques reivindicados pelo Al Shabab e que se seguiram ao assalto ao Westgate deixam perceber que não existe da parte das autoridades quenianas uma forma concertada para lidarem com o problema do terrorismo, um facto que não deixa de ser preocupante face ao recente reaparecimento em força de diversos grupos radicais islâmicos.

O facto do Quénia continuar demasiado dependente do apoio externo, sobretudo dos Estados Unidos, coloca-o na mira de diversos grupos terroristas e isso deveria obrigar o país à tomada de mais e melhores medidas de segurança preventiva.

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/mundo_africano/os_quenianos_tentam_esquecer_os_horrores_do_passado

Camarões: Pelo menos cem nigerianos refugiam-se diariamente no país

Genebra – Uma centena de refugiados nigerianos afluem todos os dias ao acampamento de Minawao nos Camarões, anunciou nesta terça-feira, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

“Na região do Extremo-Norte dos Camarões, um fluxo constante de refugiados nigerianos deixam a região fronteiriça e instável entre a Nigéria e os Camarões, para procurar refúgio a cerca de 100 quilómetros no interior dos Camarões, no acampamento de Minawao”, explicou à imprensa em Genebra um porta-voz do ACNUR, Leo Dobbs.

Pelo menos 100 pessoas são registadas diariamente neste campo, que é gerido pelo ACNUR e os seus parceiros.

São maioritariamente nigerianos que se refugiaram nos Camarões, perto da fronteira da com a Nigéria, após escapar dos combates no nordeste da Nigéria entre o exército nigeriano e os rebeldes islamitas do Boko Haram. Estas pessoas tinham decidido ficar perto da fronteira na esperança de voltar rapidamente para casa, explicou Dobbs.

Mas as violências e os ataques prosseguem no nordeste da Nigéria e estenderam-se aos Camarões, forçando os refugiados a movimentar-se uma vez mais.

A população do campo de Minawao aumentou para pelo menos 44 mil pessoas actualmente, contra os cerca de 30 mil do ano passado no mesmo período.

O ACNUR indica que o seu pessoal e o governo camaronês tentam agora ir ao encontro dos refugiados que se encontram ainda perto da fronteira nigeriana para saber onde querem ficar: se no acampamento de Minawao ou em zonas seguras da Nigéria.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Camaroes-Pelo-menos-cem-nigerianos-refugiam-diariamente-pais,8b9f70dc-512f-4c1c-9ced-88b14cf4851f.html

Clipping Afronews 21 de julho de 2015

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Recrutamento de mão-de-obra estrangeira, em Moçambiqe,  gera preocupação

A contratação de mão-de-obra estrangeira em detrimento dos nacionais está a preocupar a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social de Moçambique. Vitória Dias Diogo garante que o estado vai potenciar os seus centros de formação profissional.

A ministra Moçambicana do Trabalho, Emprego e Segurança Social falava durante uma visita a um Centro de Formação Profissional Metalomecânica na cidade de Maputo.

http://www.portugues.rfi.fr/mocambique/20150720-em-mocambique-recrutamento-de-mao-de-obra-estrangeira-sob-vigilancia

Nigéria

Nigéria: Presidente Buhari recebido por Obama na Casa Branca

Washington – O presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, foi nesta segunda-feira recebido na Casa Branca pelo seu homólogo americano, Barack Obama, num gesto de apoio após a recente eleição do líder nigeriano e a primeira passagem de poder democrático no país africano.

O encontro marca o início de uma semana diplomática consagrada à África por Barack Obama, que visitará o Quénia e a Etiópia.

Ao receber Muhammadu Buhari na Sala oval da Casa Branca, o presidente americano sublinhou o grande interesse prestado ao país mais populoso de África e o maior produtor de petróleo do continente.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Nigeria-Presidente-Buhari-recebido-por-Obama-Casa-Branca,f92782cb-96dc-4780-8c50-7d8761c715f6.html

Ministério Público da Guiné-Bissau insurge-se contra Governo e PAIGC

O Ministério Público da Guiné-Bissau insurgiu-se nesta segunda-feira, 20, contra os comunicados do Governo e do PAIGC, partido no poder, emitidos na semana passada, segundo os quais, os membros do Executivo sob investigação criminal pela Procuradoria-geral da República estão a ser alvos de perseguição.

Aliás, foi nesta perspectiva que o Executivo guineense requereu na Assembleia Nacional Popular um debate de urgência sobre o Estado da Justiça.

http://www.voaportugues.com/content/ministerio-publico-da-guine-bissau-insurge-se-contra-o-governo-e-paigc/2870651.html

Cabo Verde

Cabo-Verde: Missão da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos trabalha no país

Praia – Uma missão da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos encontra-se em Cabo Verde para receber informações e conhecer a experiência do país nesta matéria, apurou a PANA segunda-feira na cidade da Praia de fonte segura.

-Em declarações à agência cabo-verdiana de Notícias (Inforpress), a comissária africana dos Direitos Humanos, Soyata Maiga, disse ter solicitado esta visita “porque Cabo Verde é um país onde não existe discriminação na lei entre homens e mulheres, e onde a participação da mulher é satisfatória”.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Cabo-Verde-Missao-Comissao-Africana-dos-Direitos-Humanos-dos-Povos-trabalha-pais,85e1f407-fe1c-4559-93da-45a3768fe17a.html

São Tomé e Príncipe

Bélgica vai instalar sistema de telecomunicação marítima em São Tomé e Príncipe

A Bélgica vai instalar em São Tomé e Príncipe um sistema de telecomunicação marítima que permite às embarcações em perigo na Zona Económica Exclusiva (ZEE) enviar um sinal SOS, disse hoje o embaixador belga na capital são-tomense.

http://www.noticiasaominuto.com/mundo/423992/belgica-vai-instalar-sistema-de-telecomunicacao-maritima-em-sao-tome-e-principe

Ruanda

Rwanda: Parlamentares iniciam consultas para um eventual terceiro mandato de Kagame

Kigali – Os parlamentares rwandeses começaram, nesta segunda-feira, a efectuar consultas públicas em todo o país a fim de elaborar uma reforma constitucional que irá permitir ao presidente Paul Kagame concorrer para um terceiro mandato em 2017, soube à AFP de fonte oficial.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Rwanda-Parlamentares-iniciam-consultas-para-eventual-terceiro-mandato-Kagame,cdd47857-f27c-4471-92d2-67a026fe62e5.html

Cerca de mil pessoas fogem do Burundi diariamente, diz ONG

Cerca de mil pessoas fogem diariamente do Burundi, palco desde abril de intensos distúrbios, para refugiar-se na Tanzânia, informou nesta segunda-feira (20) em um comunicado a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

“Todos os dias até 1.000 pessoas cruzam a fronteira, pela floresta, entre o Burundi e a Tanzânia, muitos viajam no escuro, a pé e sem mantimentos”, indica MSF, sem especificar há quanto tempo registra os fluxos de refugiados.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/cerca-de-mil-pessoas-fogem-do-burundi-diariamente-diz-ong.html

Burundi prepara-se para a eleição presidencial

O presidente Pierre Nkurunziza na celebrações do 53° aniversário da independência do Burundi, em Bujumbura a 1 de Julho.

O presidente Pierre Nkurunziza na celebrações do 53° aniversário da independência do Burundi, em Bujumbura a 1 de Julho.

No Burundi cerca de 3,8 milhões de burundeses vão votar para escolher o presidente da República. Um escrutínio contestado pela oposição e pela sociedade civil que julgam esta eleição anti-constitucional.

O actual presidente Pierre Nkurunziza candidata-se amanhã a um terceiro mandato no Burundi, um país em plena críse política.

Uma crise que tentou resolver o presidente ugandês Yoweri Museveni, com o apoio do seu ministro da Defesa, Crispus Kiyonga, emissários mandatados pela comunidade do Leste-Africano.

http://www.portugues.rfi.fr/africa/20150720-burundi-prepara-se-para-eleicao-presidencial

Governo do Burundi suspende diálogo com a oposição antes das eleições

Bujumbura, 20 jul (EFE).- O governo do Burundi suspendeu o diálogo com as forças da oposição após quatro dias de negociações infrutíferas nas quais o mediador ugandense, o ministro da Defesa, Chrispus Kiyonga, não conseguiu que ambas as partes aproximassem posturas. O fim do diálogo, que foi instituído ontem após o não comparecimento dos representantes do presidente do país, Pierre Nkurunziza, e confirmado na manhã desta segunda-feira, representa um duro revés para a comunidade internacional, que acreditava que conseguiria um acordo antes das eleições presidenciais de amanhã. O ministro do Interior e um dos homens de confiança de Nkurunziza, Edouard Nduwimana, culpou a oposição pelo fracasso das conversas e garantiu que é “incoerente continuar com o diálogo quando certas partes parecem ter outros objetivos”. Nduwimana fazia referência a um comunicado, assinado por vários líderes da oposição que estavam representados nas negociações, no qual se pedia a criação de um conselho nacional para o respeito dos Acordos de Arusha, o que em essência significa pedir a retirada da candidatura de Nkurunziza.

http://noticias.r7.com/internacional/governo-do-burundi-suspende-dialogo-com-a-oposicao-antes-das-eleicoes-20072015

Senegal

Senegal: Hissène Habré comparece na sala de julgamento em Dakar

Dakar – O antigo presidente tchadiano, Hissène Habré, compareceu nesta segunda-feira, por volta de 10 horas locais (TMG), na abertura do seu julgamento na sala de audiência do Palácio da Justiça de Dakar, no Senegal, constatou a PANA no local.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Senegal-Hissene-Habre-comparece-sala-julgamento-Dakar,18c48406-9b8f-4b2c-a08f-3781b7ff7907.html

Africa do Sul

FAO pede 20 milhões de dólares contra gripe das aves na África ocidental

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) pediu hoje 20 milhões de dólares (18,5 milhões de euros) para combater os focos de crise da gripe das aves (H5N1) na África ocidental.

O apelo surgiu depois de registada a presença do vírus H5N1 nas criações de aves, mercados e explorações familiares na Nigéria, Burkina Faso, Niger, Costa do Marfim e Gana, indica em comunicado a agência da ONU com sede em Roma.

http://www.sapo.pt/noticias/fao-pede-20-milhoes-de-dolares-contra-gripe_55acd9a3c48e204f71a782e8

Chade

Tchad: Julgamento do ex-presidente tchadiano marca viragem da justiça em África

Genebra – O julgamento do antigo presidente do Tchad, Hissène Habré, num tribunal especial no Senegal marca “uma viragem da justiça em África”, considerou nesta segunda-feira, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (HCDH), Zeid Ra’ad Al Hussein.

Este julgamento “perante as Câmaras Extraordinárias africanas” só foi possível “graças às vítimas e a sua incansável e notável petição à justiça e ao estabelecimento das responsabilidades pelas graves violações dos direitos humanos cometidos durante os oito anos de governação de Habré”, afirma Zeid num comunicado do HCDH.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/30/Tchad-Julgamento-presidente-tchadiano-marca-viragem-justica-Africa,1d67eac6-b4a0-41b9-99c1-42575787a178.html

África: Enviado especial dos Estados Unidos inicia périplo pelos Grandes Lagos

Washington – O enviado especial dos Estados Unidos para a Região dos Grandes Lagos, Thomas Perriello, iniciou no domingo um périplo por África no quadro de uma viagem que o conduzirá igualmente a França e ao Reino Unido, anunciou o Departamento de Estado norte-americano.

Clipping Afronews 20 de julho de 2015

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TAAG encerra ligações com Dubai e São Paulo

Até ao próximo mês de Outubro a TAAG deixará de realizar voos para o Dubai (Emiratos Árabes Unidos) e reduziu as ligações para São Paulo (Brasil). Os elevados custos de operação estão na base da decisão do Conselho de Administração da companhia.

O oficial de informação da TAAG, Carlos Vicente, avançou que “a redução da taxa de ocupação está na base de decisão da direcção da companhia. Há aviões que saíam do Dubai para Luanda quase vazios, com menos de metade da sua capacidade”, avançou.

Sublinha que os aparelhos operados na rota Luanda-Dubai são do tipo Boeings 777-300 com mais de 200 lugares e que transportavam na ligação entre Luanda e o Dubai menos de 50 passageiros, ressalvando que o número de passageiros baixou, mas há períodos em que registam-se subidas.

O porta-voz da TAAG fez saber igualmente que grande parte dos passageiros que mais viajam para os dois destinos são homens de negócios, por isso não coloca de parte a relação com a falta de divisas no mercado nacional.

“Por falta de passageiros, grande parte deles empresários e comerciantes, a companhia de bandeira viu-se forçada a deixar de realizar os voos de Sábado para São Paulo, Brasil, e outra ligação semanal que mantinha com o Dubai”, reiterou.

Carlos Vicente fez saber que a última operação do voo do Dubai foi realizado no dia 18 deste mês, e quem quiser viajar para os Emiratos Árabes Unidos poderá recorrer a outras companhias aéreas. O mesmo acrescenta que em relação às viagens para São Paulo não haverá problemas porque o único vôo que foi retirado da grelha é o de Sexta-feira que, à dada altura, pode restabelecer-se e nos restantes dias a operação se mantém.

De acordo com o oficial de informação da TAAG, a medida não causará prejuízo aos clientes que tenham obtido bilhetes de passagem, assegurando que a tomada de decisão acautela os direitos dos passageiros que possuem reserva.

O voo inaugural da companhia aérea angolana TAAG na rota Luanda/Dubai aconteceu em Maio de 2008, com escala técnica em Addis Abeba, na Etiópia. A companhia utilizou um boeing 777 com uma autonomia para voar mais de 13 horas consecutivas e capacidade de transportar à bordo 420 passageiros, mas na altura viajaram 122 passageiros.

A TAAG faz voos internacionais, entre outros destinos, para Harare (Zimbabwe), Joanesburgo (África do Sul), Lusaka (Zâmbia), Brazzaville (Congo Brazzaville), Kinshasa (RD Congo), Lisboa (Portugal), Sal (Cabo Verde), São Tomé e Príncipe, Windhoek (Namíbia) e Rio de Janeiro (Brasil). Entretanto, outro voo directo Dubai-Luanda teve início a 25 de Outubro de 2009, com a companhia de aviação comercial ‘Emirates’, com três serviços semanais. A acção inscrevia-se, na altura, no plano de extensão das ligações aéreas internacionais com África, asseguradas pela sociedade sedeada no Dubai.

http://tpa.sapo.ao/noticias/economia/taag-encerra-ligacoes-com-dubai-e-sao-paulo

Moçambique

França reduz dívida a Moçambique durante visita de Nyusi a Paris

França e Moçambique vão celebrar um acordo de redução de dívida de 18,5 milhões de dólares, durante a visita oficial de dois dias do Presidente, Filipe Nyusi, a partir de segunda-feira a Paris, disse o embaixador francês em Maputo.

Segundo Serge Segura, em entrevista colectiva à Lusa, jornal Notícias e Rádio Índico, este é o quarto e último acordo de redução de dívida de França a Moçambique, no âmbito do Clube de Paris, e vai vigorar até 2019, altura em que ficará reduzida a zero.

“Para França, neste momento de Moçambique, não é possível falar de relações económicas sem falar das questões de desenvolvimento”, assinalou o diplomata, adiantando que o acordo será acompanhado de ajuda ao orçamento do estado moçambicano e nas áreas do ambiente e formação profissional, sobretudo nos sectores do petróleo e gás e ambiente.

Durante a visita de Nyusi, a convite do homólogo francês, François Hollande, serão ultimados dois outros acordos, um relacionado com o Centro Cultural Franco-Moçambicano em Maputo e outro que permite a possibilidade de companhias aéreas de França e Moçambique operarem entre os dois países.

A deslocação a Paris será focada na diplomacia económica, de acordo com Serge Segura, esperando-se que Nyusi tenha “a oportunidade de explicar a sua política para empresas estrangeiras e como Moçambique pode acolher empresas francesas”, ainda que este não seja um mercado novo para elas.

“As empresas francesas já demonstraram conhecer Moçambique, já visitaram o país vezes”, sustentou Segura, revelando que a próxima Feira Internacional de Maputo (Facim) vai ter um pavilhão temático de França.

Segundo a Embaixada de França em Maputo, há 40 empresas francesas em Moçambique nos sectores da construção e obras públicas, energia e agricultura, embora muitas outras mostrem vontade de iniciar actividade.

A petrolífera Total é apresentada pelo embaixador francês como uma das empresas do seu país instalada desde há longa data em Moçambique e com interesse em concorrer à concessão de novas áreas de pesquisa de hidrocarbonetos em Moçambique, adiantou o embaixador.

França foi em 2014 o décimo maior investidor externo em Moçambique, com cinco projectos aprovados no valor total de 13,6 milhões de dólares.

O valor acumulado do investimento directo francês em Moçambique representa cerca de 200 milhões de euros, referiu o diplomata, e as trocas comerciais entre os dois países ascendem a 216 milhões.

No âmbito da viagem a França, Nyusi tomará conhecimento da reunião do Cop21 sobre alterações climáticas, um assunto que, para Serge Segura, deve preocupar Moçambique enquanto vítima deste fenómeno, e será ainda discutida a cooperação marítima, enquanto vizinhos no Canal de Moçambique.

“Esta fronteira é uma realidade geográfica, política” e representa uma vizinhança que deve ser amistosa, defendeu o diplomata, e que pode ser ainda traduzida em colaboração contra a pesca ilegal, vários tipos de tráfico, nomeadamente de droga, e poluição marítima, perante a previsão de um aumento de circulação de navios ao longo dos 2.500 quilómetros da costa moçambicana.

Serge Segura, que termina a sua missão em Maputo em Agosto, recordou ainda a sua primeira conversa há três anos com o ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Balói, quando lhe dava conta da intenção de melhorar as relações políticas entre os dois países.

“Nesse momento, o senhor Balói corta-me a palavra para dizer ‘senhor embaixador, não me fale de relações políticas porque não existem, não temos também problemas é verdade, mas não nos falamos, não nos vemos'”, contou o diplomata.

Apesar de na altura ter ficado “um pouco perturbado”, Segura reconhece agora que Balói tinha razão e que aquele “discurso duro” foi um bom ponto de partida para trabalhar com Moçambique e fazer ver a Paris a necessidade de desenvolver não só as relações económicas mas também as políticas.

Ao fim de três anos, o novo Presidente está de visita a França e o diplomata acredita que Balói “já não pode dizer a mesma coisa ao próximo embaixador”.

http://noticias.sapo.mz/info/artigo/1447652.html

Presidente de Moçambique está na França e discute redução de dívida

A redução da dívida de Moçambique com a França poderá ser um dos momentos mais importantes da visita que o Chefe do Estado, Filipe Nyusi, iniciou ontem a este país europeu.

Esta visita, a primeira que o Presidente efectua à França desde que tomou posse em Janeiro último, surge em resposta a um convite formulado pelo seu homólogo francês, François Hollande.

O embaixador de Moçambique na França, Alexandre Zandamela, considera que a dívida moçambicana com este país europeu não só não é preocupante como também é gerível, tendo em conta os montantes envolvidos. “A dívida externa com a França não é elevada até ao ponto de constituir preocupação. Quer dizer, não faz parte da preocupação, nesta visita, discutir a dívida que Moçambique tem com a França. Tudo aquilo que são os fundos da França via Agência Francesa de Cooperação são questões geríveis”.

Todavia, o “Notícias” soube do chefe da missão diplomática francesa em Maputo, Serge Segura, que o assunto poderá ser tratado nesta visita. “Esta visita será uma oportunidade para assinar o contrato de redução da dívida. Trata-se do quarto contrato com a duração de cinco anos, isto é até 2019/2020”, explicou Segura.

Com o acordo de perdão total da dívida pública, avaliada em 17 milhões de dólares, a França pretende que Moçambique aplique o montante em programas ligados ao ambiente, formação profissional e outras áreas de desenvolvimento.

Moçambique pretende garantir a continuidade da ajuda pública que este país presta ao Orçamento do Estado e em vários sectores ligados ao desenvolvimento, pelo que, além de trocar impressões com François Hollande, Presidente francês, sobre o actual estágio da cooperação entre os dois países, Nyusi vai apresentar aos empresários franceses as oportunidades de investimento existentes no país.

Ontem o Presidente da República, que já se encontra na França, manteve um encontro com a comunidade moçambicana residente neste país europeu.

Apesar de o estabelecimento das relações diplomáticas entre Moçambique e a França ter acontecido em 1978, os empresários gauleses mostraram até há bem pouco tempo um fraco interesse em investir no nosso país.

Dados em poder do nosso Jornal indicam que há cerca de seis anos o Investimento Directo francês em Moçambique se situava em cerca de 25 milhões de dólares, valor que actualmente atinge os 216 milhões de dólares, sinal de vontade dos empresários gauleses em aumentar a sua presença no país.

As empresas francesas participam nas áreas de construção de estradas no norte do país, no melhoramento da pista do Aeroporto Internacional de Maputo, exploração de recursos naturais, logística, produção de açúcar, entre outras.

Através dos territórios que controla no Oceano Índico a França se considera vizinha de Moçambique, daí estar interessada em consolidar a coordenação na fiscalização costeira. Segundo as autoridades gaulesas, o Canal de Moçambique tem sido usado por suspeitos de tráfico de drogas e de pesca ilegal que quando são abordados pelos navios de patrulha franceses algumas vezes entram na zona de jurisdição do nosso país.

Sabendo que Moçambique já possui barcos de patrulha, os franceses pretendem que haja maior troca de informações com vista a uma rápida neutralização dos prevaricadores.

Uma outra questão a ser abordada nesta visita de Filipe Nyusi é a posição de Moçambique em relação às mudanças climáticas. Como se sabe, a França vai acolher entre Novembro e Dezembro a conferência internacional sobre a matéria.

Para além da Primeira-Dama, Isaura Nyusi, o Chefe do Estado faz-se acompanhar nesta deslocação pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Balói, da Indústria e Comércio, Ernesto Tonela, da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Coreia, e do Mar, Águas Interiores e Pescas, Agostinho Mondlane.

Titos MUNGUAMBE,nosso enviado

São Tomé e Príncipe

Co-organizador do TEDx São Tomé desafia são-tomenses a refletirem sobre os 40 anos de independência e a pensarem em uma maneira de combater a inactividade do país

No próximo Sábado, 25, será realizada na Biblioteca Nacional, em São Tomé, a terceira edição da Conferência Internacional TEDx São Tomé.

Mário Lopes, de 23 anos, é co-organizador do evento, que tem como objectivo “inspirar os participantes a partilhar conceitos, ideias e experiências”. O tema da edição deste ano é: Ponto Sem Retorno: Tudo e Nada.

http://www.voaportugues.com/content/co-organizador-do-tedx-sao-tome-desafia-cidadaos-a-pensarem-em-uma-maneira-de-combater-a-inactividade-do-pais/2866274.html

Cabo Verde

Estudantes em Fortaleza pedem ajuda para realizar funeral de Paulo Romão em Cabo Verde

Estudantes em Fortaleza pedem ajuda para realizar funeral de Paulo Romão em Cabo Verde

Através de uma carta publicada nas redes sociais, e também enviada à Universidade de Fortaleza e a outras entidades, os estudantes cabo-verdianos pedem ajuda financeira para fazer a transladação do corpo para Cabo Verde. Entretanto, para isso precisam de 645 contos (aproximadamente 20 mil reais).

Por esse motivo, apelam às pessoas de boa-vontade a contribuírem através da conta bancária de Jezabel Mitsa do Nascimento Gertrudes- Agência: 1121-5, Conta: 23.557-1- Banco do Brasil. Quem quiser doar também poderá telefonar para Jezabel Gertrudes – 0055 85 9 9730-3638, para Carlos Santos-0055 85 9 9934-5413 ou para Carmem Delgado- 005585 9 9771-4043.

Paulo Romão Santos,24 anos, de nacionalidade cabo-verdiana, estava no Brasil há três anos a frequentar o curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Universidade Estácio em Fortaleza-CE.

Além de estudar, o jovem que era natural de Porto Novo, Santo Antão, trabalhava como garçon. Foi vítima de um atropelamento a 15 de Julho não resistiu aos ferimentos e faleceu na sexta-feira, após dar entrada no Hospital Instituto José Frota (IJF), no centro da cidade.

fonte:http://asemana.sapo.cv/spip.php?article111655&ak=1

PM de Cabo Verde exorta guineenses a centrarem-se na construção do futuro

O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, exortou no sábado os guineenses a centrarem-se na construção do futuro do seu país.

«A Guiné-Bissau devia preocupar-se mais em construir o futuro do que reconciliar-se com o seu passado. Nos dias que correm, podia valer-se do seu passado glorioso, forjado na luta pela independência» e ainda «no prestígio da sua atual liderança», promovendo assim a transformação do país, disse o governante cabo-verdiano, citado pela Angop.

http://www.abola.pt/africa/ver.aspx?id=560938

Cabo Verde e Guiné-Bissau assinam acordos para evitar dupla tributação

Os governos da Guiné-Bissau e Cabo Verde rubricaram hoje acordos para evitar a dupla tributação, evasão fiscal e ainda no domínio sanitário, anunciaram os chefes de governo dos dois países.

Os acordos foram rubricados no final de uma visita de trabalho de quatro dias à Guiné-Bissau do primeiro-ministro de Cabo Verde, José Mária Neves.

Para além do entendimento ao nível da fiscalidade, Cabo Verde vai formar técnicos guineenses para o país ter um laboratório de controlo de qualidade de pescado, entre outras valências.

Os dois governos acordaram também sobre a possibilidade de realizar cimeiras de dois em dois anos.

http://www.noticiasaominuto.com/mundo/423752/cabo-verde-e-guine-bissau-assinam-acordos-para-evitar-dupla-tributacao

África do Sul

Zuma, presidente da África do Sul, recebe alta e deixa hospital após operação

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, recebeu alta do hospital após uma curta estadia para remover cálculos biliares. O gabinete do presidente disse que Zuma foi liberado no domingo, após um procedimento bem-sucedido.

Segundo o comunicado, Zuma, de 73 anos, foi internado no sábado depois que cálculos biliares foram descobertos durante uma rotina de check-up médico dois meses antes. A operação foi agendada para o período de recesso do gabinete. O presidente estaria trabalhando e se recuperando em casa, acrescentou a nota.

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/mundo/2015/07/19/interna_mundo,587456/zuma-presidente-da-africa-do-sul-recebe-alta-e-deixa-hospital-apos-operacao.shtml

Quênia

 

 

Quénia: Centro comercial Westgate de Nairobi reabre dois anos após massacre

Nairóbi – O centro comercial Westgate de Nairóbi, capital do Quénia, reabriu neste sábado, quase dois anos após um ataque dos islamitas somalis shebabs que matou 67 pessoas durante quatro dias de cerco.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/29/Quenia-Centro-comercial-Westgate-Nairobi-reabre-dois-anos-apos-massacre,6631269b-dd90-4bb3-be43-f7b44558f6e0.html

Mali

UNESCO pede ao TPI para investigar destruição de mausoléus no Mali

Em 2012, insurgentes ligados à Al-Qaeda tomaram Timbuktu e destruíram monumentos históricos da cidade, incluindo santuários islâmicos catalogados pela UNESCO como património mundial.

A UNESCO informou, este sábado, ter reportado ao Tribunal Penal Internacional (TPI) a destruição de importantes mausoléus no norte do Mali, ocorrida durante a ocupação por fundamentalistas islâmicos.

“A UNESCO envolveu o Tribunal Penal Internacional”, revelou a diretora geral da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), Irina Bokova, aos jornalistas, no final de uma visita a Timbuktu.

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4688327

Burundi

Suspensas as negociações no Burundi

A reunião de mediação entre o Governo e as forças de oposição foram suspensas. O ministro da Defesa de Uganda Crispus Kiyonga, que está atuando como mediador, chegou a dizer que as negociações haviam desmoronado e disse que o governo deveria se explicar, pela ausência na reunião de mediação. As conversações estão sendo apoiados pela Comunidade da África Oriental.

O ministro do Interior Edouard Nduwimana disse que o governo deixou de participar do diálogo por causa de declarações feitas pela oposição sobre a necessidade de reformar as instituições.

http://www.theguardian.com/world/2015/jul/20/burundi-talks-adjourned-after-government-fails-to-appear

Clipping Afronews 19 de julho de 2015

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Conheça 9 acordos de destaque na Agenda de Ação Adis Abeba
Os Estados-membros da ONU concordaram na quarta-feira, 15 de julho, em adotar uma série de medidas para reformar as práticas financeiras globais e gerar investimentos com o objetivo de enfrentar uma série de desafios econômicos, sociais e ambientais na Terceira Conferência Internacional sobre o Financiamento para o Desenvolvimento, que acaba nesta quinta-feira (16) em Adis Abeba (Etiópia).

O acordo, chamado Agenda de Ação Adis Abeba, fornece a base para os líderes mundiais implementarem a agenda de desenvolvimento sustentável global, que deverá ser adotada em setembro. O compromisso foi alcançado pelos 193 Estados-membros participantes na Conferência, após negociações realizadas sob a liderança do ministro de Relações Exteriores etíope, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A Agenda de Ação, que foi adotada após meses de negociação entre os países, é um marco para forjar uma parceria global fortalecida com o objetivo de promover prosperidade econômica universal e inclusiva e melhorar o bem-estar das pessoas, ao mesmo tempo em que protege o meio ambiente.

O financiamento é considerado o elemento fundamental para o sucesso da nova agenda de desenvolvimento sustentável, que será conduzida através da implementação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon afirmou que “este acordo é um passo importante na construção de um futuro sustentável para todos porque fornece um quadro global para o financiamento do desenvolvimento sustentável”. E adicionou, “os resultados aqui em Adis Abeba nos deram uma base para uma parceria revitalizada para o desenvolvimento sustentável, que não deixará ninguém para trás”.

Futuro sustentável
A Conferência é o primeiro de três eventos que acontecem em 2015 que tem por objetivo criar um futuro próspero e sustentável para todas as pessoas do planeta.

O resultado do encontro de Adis Abeba fornece uma base para os países financiarem a agenda de desenvolvimento sustentável, que deve ser aprovada pela Assembleia Geral da ONU em Nova York, em setembro e alcançaram um acordo vinculativo nas negociações sobre o clima, promovidas pelas Nações Unidas, em Paris, em dezembro, que reduzirá as emissões globais de carbono.

Elemento fundamental
O financiamento é considerado o elemento fundamental para o sucesso da nova agenda de desenvolvimento sustentável, que será conduzida por meio da implementação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que devem ser adotados por cerca de 150 líderes mundiais. Os ODS respondem as prioridades globais, incluindo a erradicação da pobreza e a fome, redução da desigualdade social, enfrentamento da mudança climática e preservação dos recursos naturais do planeta.

Em apoio à implementação dos ODS, a Agenda de Ação de Adis Abeba contém mais de 100 medidas concretas. Ela contempla todas as fontes de financiamento e cobre a cooperação sobre uma variedade de questões incluindo tecnologia, ciência, inovação, comércio e fortalecimento de capacidades. Seus resultados baseiam-se em duas conferências prévias sobre Financiamento para o Desenvolvimento, em Monterrey, México, e em Doha, Catar.

“Acordo histórico”
O secretário-geral da Conferência, Wu Hongbo, disse que “esse acordo histórico marca o momento decisivo da cooperação internacional, que resultará no investimento necessário para uma nova agenda transformativa de desenvolvimento sustentável, que irá melhorar a vida das pessoas em todo o mundo.”

O documento inclui importantes compromissos políticos e resultados chave em áreas críticas para o desenvolvimento sustentável
A mobilização de recursos domésticos é central para a agenda. No documento final, os países concordaram com uma gama de medidas com o objetivo de ampliar a base de arrecadação, melhorar a cobrança de impostos e combater a evasão fiscal e o fluxo financeiro ilícito. Os países também reafirmaram seu compromisso com a ajuda oficial ao desenvolvimento, principalmente com os países menos desenvolvidos e prometerem aumentar a cooperação Sul-Sul.

A Agenda de Ação de Adis Abeba também sublinha a importância de alinhar o investimento privado com o desenvolvimento sustentável com políticas públicas e quadros regulatórios, para estabelecer os incentivos corretos. Um novo mecanismo, que facilitará o financiamento de novas tecnologias para os países em desenvolvimento, também foi aprovado.

O documento inclui importantes compromissos políticos e resultados chave em áreas críticas para o desenvolvimento sustentável, incluindo infraestrutura, proteção social e tecnologia. Houve acordos de cooperação internacional para financiar áreas específicas, onde investimentos significativos são necessários, como infraestrutura para energia, transporte, água e saneamento e outras áreas para implementar os ODS.

A Agenda de Ação de Adis Abeba

Os países também chegaram acordos sobre novas iniciativas:

Tecnologia – Os países concordaram em estabelecer um Mecanismo de Facilitação de Tecnologia durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, em setembro deste ano, para impulsionar a colaboração entre governos, sociedade civil, setor privado, comunidade científica, organismos das Nações Unidas e outras partes interessadas para apoiar os ODS.
Infraestrutura – Os países concordaram em estabelecer um Fórum Global de Infraestrutura para identificar lacunas de infraestrutura e enfrentá-las, destacar oportunidades para o investimento e a cooperação, bem como trabalhar para garantir que os projetos sejam ambiental, social e economicamente sustentáveis.
Proteção social – Os países adotaram um novo pacto social em favor dos grupos pobres e vulneráveis, através do fornecimento de sistemas de proteção social para todos, incluindo pisos de proteção social.
Saúde – Os países concordaram em considerar a tributação de substâncias nocivas para dissuadir o seu consumo e aumentar os recursos internos. Eles concordaram que os impostos sobre o tabaco, com o objetivo de reduzir seu consumo, poderiam representar um fluxo de receita inexplorado para muitos países.
Micro, pequenas e médias empresas – Os países se comprometeram a promover o acesso, a preços acessíveis e estáveis, ao crédito para as micro, pequenas e médias empresas. Eles também se comprometeram a desenvolver e operacionalizar uma estratégia global para o emprego dos jovens e implementar o Pacto Global de Empregos da Organização Internacional do Trabalho, cujo prazo é 2020.
Ajuda externa – Os países se comprometeram a alcançar a meta de 0,7% do rendimento nacional bruto para a ajuda pública ao desenvolvimento, e entre 0,15 a 0,20%, para os países menos desenvolvidos.
Pacote de medidas para os países mais pobres – Os países desenvolvidos se comprometem a reverter o declínio na ajuda aos países mais pobres, com a União Europeia comprometendo-se a aumentar a sua ajuda aos países menos desenvolvidos para 0,2% do rendimento nacional bruto até 2030. Eles também concordam adotar ou fortalecer regimes de promoção de investimento em países menos desenvolvidos, incluindo apoio financeiro e técnico. Os governos também visam operacionalizar o banco de tecnologia para este grupo de países em 2017.
Tributação – A Agenda apela ao reforço do apoio ao trabalho do Comitê de Peritos sobre Cooperação Internacional da ONU em questões fiscais, para melhorar a sua eficácia e capacidade operacional, e o engajamento com o Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC). Ela enfatiza a importância da cooperação inclusiva e o diálogo entre as autoridades fiscais nacionais.
Mudança climática – A Agenda de Ação apela aos países desenvolvidos para implementar o seu compromisso de mobilizar conjuntamente 100 bilhões de dólares por ano até 2020 a partir de uma ampla variedade de fontes para atender às necessidades dos países em desenvolvimento. Os países também se comprometeram em eliminar gradualmente subsídios ineficientes aos combustíveis fósseis que levam ao consumo exagerado.
Durante Terceira Conferência Internacional sobre o Financiamento para o Desenvolvimento também foram realizados cerca de 200 eventos paralelos, onde os governos e outras partes interessadas anunciaram compromissos adicionais.

Estes auxílios adicionais incluem o reforço das capacidades na área de tributação; financiamento por meio de bancos de desenvolvimento, incluindo 400 bilhões de dólares do Grupo Banco Mundial, bem como o estabelecimento de novos bancos de desenvolvimento internacionais; e o aumento da ajuda e o financiamento filantrópico para as necessidades sociais.

http://www.ecodesenvolvimento.org/…/conheca-9-acordos-de-de…

 

 

Moçambique

Exportações entre Portugal e Moçambique crescem 30% até Maio

Paulo Portas diz que o país africano é “porventura o caso mais impressionante” do crescimento das relações económicas com Portugal.

Exportações entre Portugal e Moçambique crescem 30% até Maio

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse que Moçambique é “porventura o caso mais impressionante” do crescimento das relações económicas com Portugal e que as exportações num e noutro sentido aumentaram 30% nos primeiros cinco meses de 2015.

“Já em 2015, o crescimento das exportações de Portugal para Moçambique e de Moçambique para Portugal foi exatamente igual nos primeiros cinco meses, como se tivesse sido feito um planeamento, e foi de 30%”, disse Paulo Portas.

http://economico.sapo.pt/noticias/exportacoes-entre-portugal-e-mocambique-crescem-30-ate-maio_224037.html

Presidentes de Moçambique e Portugal destacam”profundos laços de amizade”

O reforço das relações bilaterais entre dois países com “profundos laços de amizade” foi o mote das intervenções dos chefes de Estado de Moçambique e de Portugal esta noite no Palácio de Queluz.

O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyuisi, acompanhado pela sua mulher, Isaura Nyusi, ofereceu um jantar de retribuição ao Presidente português e a Maria Cavaco Silva, no final da vista oficial de dois dias que efetuou a Portugal.

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/presidentes-de-mocambique-e-portugal-destacamprofundos-lacos-de-amizade_n845455

Projecto da Portucel em Moçambique inclui centrais de biomassa

O Governo moçambicano convidou a Portucel a investir em centrais eléctricas à base de biomassa, anunciou Diogo da Silveira, presidente executivo da empresa de pasta e papel.

A Portucel pode vir a instalar uma ou várias centrais de biomassa em Moçambique, no âmbito do projecto da construção de uma fábrica de pasta de papel naquele país africano.

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/projecto_da_portucel_em_mocambique_inclui_centrais_de_biomassa.html

Presidentes de Moçambique e Portugal destacam”profundos laços de amizade”

O reforço das relações bilaterais entre dois países com “profundos laços de amizade” foi o mote das intervenções dos chefes de Estado de Moçambique e de Portugal esta noite no Palácio de Queluz.

http://www.sapo.pt/noticias/presidentes-de-mocambique-e-portugal-destacam_55a968829fdc103c71cb071e

Veteranos de guerra apelam à paz

Os veteranos da luta de libertação não querem o retorno à guerra. O apelo foi feito este sábado, data em que se assinalam os 28 anos do massacre de Homoíne.

Os veteranos de luta de libertação de Moçambique estão preocupados com as constantes ameaças que podem dar lugar a uma nova guerra. A situação pode e deve ser evitada.

Manuel Cambeze é a voz da contestação e apela a um entendimento entre a Renamo, principal força política da oposição, e a Frelimo, partido no poder.

http://www.portugues.rfi.fr/mocambique/20150718-veteranos-de-guerra-apelam-paz

Défice orçamental poderá chegar aos 6,8 por cento

Moçambique poderá registar um défice orçamental de 6,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no decurso deste ano, segundo o jornal `O País´, que cita um estudo da Economist Intelligence Unit (EIU).

De acordo com o EIU, Moçambique apresenta uma tendência de diminuição do défice orçamental de 5,5 por cento do PIB, prevendo também um aumento gradual das despesas do Estado em 2018.

http://www.abola.pt/africa/ver.aspx?id=560711

Empresários pedem circulação mais fácil

O presidente das confederações económicas de Moçambique (CTA), Rogério Manuel, reclamou hoje a facilitação da circulação entre empresários dos dois países, afirmando que não faz sentido um longo tempo de espera para reuniões.

http://www.sapo.pt/noticias/empresarios-pedem-circulacao-mais-facil_55a8d6114ee2384a717ace7f

Presidente de Moçambique quer cativar investimento de Portugal

Cativar o investimento de Portugal é um dos objectivos da visita do Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, a Lisboa. Esta quinta-feira, após um encontro com Cavaco Silva, o dirigente moçambicano foi claro quanto aos propósitos desta sua visita de Estado, a primeira que efectua fora do continente africano depois da sua tomada de posse em 15 de Janeiro passado.

“Viemos dar o sinal de que as economias de Moçambique e Portugal podem caminhar de mãos dadas, há possibilidade de desenvolvimento na agricultura, energia, turismo, transportes e pescas num mar que nunca termina”, disse Filipe Nyusi. Aliás, não é por caso que na comitiva presidencial moçambicana constam 60 empresários à procura de parcerias mas, também, de oportunidades de mercado para diversificar as suas exportações.

http://www.publico.pt/politica/noticia/presidente-de-mocambique-quer-cativar-investimento-de-portugal-1702248

Cavaco Silva diz que empresas portuguesas olham para Moçambique com atenção especial

O Presidente da República, Cavaco Silva, disse esta quinta-feira que as empresas portuguesas têm demonstrado abertura a novos mercados e a novas parcerias e que Moçambique tem sido um exemplo “especial”.

“Num período em que o tecido empresarial português tem dado provas de capacidade e competitividade na abertura a novos mercados e no estabelecimento de novas parcerias, um país como Moçambique justifica — e tem sabido merecer — uma atenção especial”, disse Cavaco Silva no jantar oferecido ao Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/cavaco_silva_diz_que_empresas_portuguesas_olham_para_mocambique_com_atencao_especial.html

Angola

África do Sul: Angola conhecida como país em franco desenvolvimento

Joanesburgo (Do enviado especial) – A República de Angola é conhecida, a nível nacional e internacional, como um país em franco desenvolvimento, fruto dos seus 40 anos de independência, afirmou recentemente em Joanesburgo, África do Sul, o pastor angolano da Igreja Assembleia Pentecostal de Deus, Gideão Panzo.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2015/6/29/Africa-Sul-Angola-conhecida-como-pais-franco-desenvolvimento,d7dea8d0-6592-46e1-9977-b91338b63154.html

Guiné Bissau

Domingos Simões Pereira elogia desenvolvimento da economia cabo-verdiana

O primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, quer inspirar-se no modelo cabo-verdiano para promover o desenvolvimento económico da Guiné-Bissau.

«A forma como decorreu o desenvolvimento económico de Cabo Verde nos últimos anos é um exemplo, um modelo a seguir», assinalou, no final de uma reunião de trabalho entre as delegações dos dois países, no âmbito da visita oficial de quatro dias à Guiné-Bissau do primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves.

http://www.abola.pt/africa/ver.aspx?id=560837

Nigéria

 

Bombas matam 50 em mercado no nordeste da Nigéria

ABUJA (Reuters) – Dois ataques a bomba liderados por supostos militantes do grupo Boko Haram mataram estimadas 50 pessoas num mercado em Gombe, no nordeste da Nigéria, nesta quinta-feira, disseram autoridades de duas agências de gestão de desastres.

Ninguém assumiu a responsabilidade pelas explosões, que ocorreram em torno de 17h30 (13h30 em Brasília), mas têm as marcas de ataques do Boko Haram. Os militantes islâmicos têm matado milhares de pessoas numa insurgência de seis anos no nordeste do país.

http://noticias.r7.com/internacional/bombas-matam-50-em-mercado-no-nordeste-da-nigeria-16072015

Namíbia

Comité da ONU examina situação de direitos das mulheres na Namíbia

Abidjan, Côte d’Ivoire (PANA) – O Comité das Nações Unidas para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW) vai examinar, a 16 de julho corrente, em Genebra, na Suíça, a situação dos direitos das mulheres na Namíbia, anuncia um comunicado da instituição transmitido à PANA.

O comité composto por 23 peritos independentes vai analisar a questão com representantes do Governo nambiano e de organizações não governamentais, devendo debruçar-se sobre medidas para resolver as incompatibilidades entre o direito positivo e o direito consuetudinário.

http://www.panapress.com/Comite-da-ONU-examina-situacao-de-direitos-das-mulheres-na-Namibia–3-630445170-46-lang4-index.html

Camarões

 

Camarões decreta a probição do uso do véu islâmico como medida preventiva

Roger Godwin |

Em mais uma tentativa de colocar obstáculos aos atentados terroristas de que tem sido vítima, os Camarões acabam de decretar a proibição do uso do véu islâmico em todos os lugares públicos.

Esta decisão, que surge uma semana depois de duas mulheres se terem feito explodir em mercados públicos matando mais de 20 pessoas, é mais uma “pedra” num edifício que alguns países africanos estão a tentar “construir” para impedir a continuação dos ataques terroristas.

A vasta comunidade islâmica no país aceitou a decisão com uma aparente resignação, embora aqui e ali tenha havido uma natural contestação àquele que é um dos usos mais enraízados nos hábitos e costumes muçulmanos espalhados por todo o mundo. No mês passado, o Chade, outro país que tem sido vítima da forma sanguinária de actuar do grupo Boko Haram, adoptou uma semelhante medida, esperando-se que outros países, como a Nigéria e o Níger, quanto mais cedo melhor, lhes venham também a seguir o exemplo. Cerca de 20 por cento dos 22 milhões de habitantes do Camarões professam a religião muçulmana e a maior parte deles vive perto da fronteira com o Chade, o que faz com lá exista uma forte concentração de pessoas habituadas e educadas naquilo que o islamismo tem de mais radical, sendo por isso mesmo,um local onde os terroristas buscam colher “voluntários” para os seus mórbidos objectivos.

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/mundo_africano/a_probicao_do_uso_do_veu_islamico_como_medida_preventiva

Burundi

Presidenciáveis retiram candidaturas no Burundi e acirram tensão política

Bujumbura – Três candidatos abandonaram a corrida presidencial no Burundi, prevendo que o pleito no país não será realizado de forma livre e justa. Dentre os políticos que retiraram suas candidaturas estão dois ex-presidentes da nação africana.

O anúncio é o tremor mais recente de uma turbulência pela qual o sistema político passa após o presidente Pierre Nkurunziza afirmar que tentará o terceiro mandato, um movimento considerado inconstitucional por seus críticos. Desde então, pelo menos 77 pessoas morreram em protestos, que chegaram ao ponto de evoluir a uma tentativa de golpe militar em maio, que foi reprimida pelas tropas de Nkurunziza.

Os ex-presidentes Domitien Ndayizeye e Sylvestre Ntibantunganya e o ex-presidente do Parlamento, Jean Minani, disseram em uma carta à comissão eleitoral que o ambiente político não poderia garantir que as eleições, que ocorrem na terça-feira, sejam justas. Os líderes da oposição reclamam que não podem realizar suas campanhas presidenciais porque são intimidados por agentes de segurança do governo.

A Corte Constitucional do Burundi julgou a questão e decidiu em favor do presidente, considerando que ele não foi eleito popularmente para o seu primeiro mandato. Neste sábado, a comissão eleitoral do país confirmou o recebimento da carta, mas afirmou que os nomes dos candidatos continuarão nas urnas de votação, pois as cédulas já foram impressas e distribuídas. Fonte: Associated Press.

http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2015/07/presidenciaveis-retiram-candidaturas-no-burundi-e-acirram-tensao-politica.html

África do Sul Keen  Espera retomar as importações de petróleo iraniano

África do Sul está ansioso para retomar o comércio com o Irã, principalmente  as importações de petróleo, uma vez que as sanções forem suspensas na sequência de um acordo nuclear entre Teerã e seis maiores potências, o ministro das Relações Exteriores disse na quarta-feira.

O Irã já era o maior fornecedor de petróleo da África do Sul – que é o segundo maior consumidor de petróleo da África, a importava de cerca de 380 mil barris por dia (bpd) no total.

“É claro que se as sanções forem suspensas isso é uma situação boa para a  África do Sul que também se beneficiará disso”, disse a chanceler Maite Nkoana-Mashabane, em resposta a uma pergunta sobre a retomada das importações de petróleo do Irã.

http://www.ngrguardiannews.com/2015/07/south-africa-keen-to-resume-iranian-oil-imports/

Clipping Afronews 18 de julho de 2015

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Anistia Internacional saúda comutação da pena de morte de 332 reclusos na Zâmbia

A Amnistia Internacional (AI), uma organização de defesa dos direitos Humanos, saudou quinta-feira como um “primeiro passo louvável e um triunfo” a decisão do Presidente zambiano, Edgar Lungu, de comutar em prisão perpétua a pena de morte de 332 presos que aguardavam a morte por enforcamento.

Num comunicado transmitido à PANA, a AI apela ao Presidente Lungu para a abolição total da pena de morte que “viola o direito à vida” consagrado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Para o diretor da AI para a África Austral, Deprose Muchena, o Presidente Lungu tomou uma decisão “muito progressista” ao salvar estas 332 pessoas da pena de morte, a sentença “mais cruel, desumana e degradante”. “Não há nenhuma evidência de que a pena de morte é mais dissuadora do que outras formas de de punição”, sustenta a AI.

A Zâmbia pune com pena de morte crimes como o assassinato, a traição e o roubo à mão armada. Mas desde 1997, nenhuma sentença de morte foi executada.

Na África Subsariana, foram observados progressos em 2014 na redução das execuções da pena de morte, registando-se 46 execuções em três países contra 64 execuções em cinco países em 2013, ou seja, uma diminuição de 28 porcento. So? três países (Guiné Equatorial, Somália e Sudão) são referenciados por terem realizado execuções.

O Madagáscar tornou-se em 2015 no 99º país a abolir a pena de morte para todos os crimes.

http://www.verdade.co.mz/africa/54075-amnistia-internacional-sauda-comutacao-da-pena-de-morte-de-332-reclusos-na-zambia

Presidente Filipe Nyusi visita Portugal

O Presidente da República portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, elogiou, ontem, em Lisboa, o desenvolvimento económico e social de Moçambique e sublinhou que Portugal quer estar na “linha da frente” da cooperação com o país africano do Índico.

“Queremos estar na linha da frente, queremos ser parceiros relevantes nesta aposta que o  Presidente  de Moçambique está a fazer, visando acima de tudo a melhoria do bem-estar dos moçambicanos”, vincou o Chefe de Estado português.

Cavaco Silva falava no Palácio de Belém após se ter reunido com o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, em visita de Estado a Portugal.

Para o Presidente de Portugal, o tempo da visita do seu homólogo moçambicano é “muito particular”, numa altura em que passam 40 anos de independência do país, e este momento “diz muito também a Portugal, não apenas a Moçambique”.

É forte a vontade das duas partes de reforçarem a cooperação em todos os domínios, vincou Cavaco Silva, que destacou o papel das empresas portuguesas em Moçambique e a confiança das mesmas “no futuro da economia de Moçambique”.

Cavaco Silva sublinhou que a estabilidade política e  a  paz são decisivas para o desenvolvimento económico e social de Moçambique, reconhecendo todavia que é possível “fazer ainda mais” na cooperação entre os dois países, nomeadamente a nível de investimentos e comércio. O Presidente da República portuguesa acrescentou, dirigindo-se a Filipe Nyusi:  “Pode contar connosco para trabalharmos em conjunto tirando partido dos laços de amizade, história e língua, para contribuir ainda mais para o desenvolvimento económico e social de Moçambique”.

O Presidente de Moçambique  começou ontem uma visita de Estado a Portugal, a convite do seu homólogo  Aníbal Cavaco Silva. É primeira visita do Chefe de Estado moçambicano fora do continente africano.  O programa oficial da visita começou com a deposição de uma coroa de flores no túmulo de Luís de Camões, após o que o Chefe de Estado moçambicano, acompanhado da esposa, foi recebido no Palácio de Belém, seguindo-se uma reunião de trabalho entre os dois Presidentes e um jantar oferecido pelo Chefe de Estado português. Ainda ontem, Nyusi  teve encontros com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e com a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. O Presidente de Moçambique, que integra na comitiva membros do  Governo, deputados e empresários, participa hoje num Fórum de Negócios. Programada está ainda uma visita à exposição “1975-2015-Retrospectiva 40 anos da Independência de Moçambique-Artistas Moçambicanos em Portugal”.

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/presidente_filipe_nyusi_visita_portugal

Nyusi chega a Portugal com mais de uma centena de empresários

Chefe de Estado inicia hoje, em Lisboa, primeira visita presidencial fora do continente africano em busca de oportunidades de negócio

A visita tem como objectivo reforçar os laços de cooperação com a República Portuguesa, mas também reforçar os laços históricos que existem entre estes dois países. Mas, a par disto, vai-se fazer uma cooperação económica, onde iremos criar mais parcerias para investimentos no país”. O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosario sintetizou, ontem, na partida do Presidente da República, Filipe Nyusi, para Lisboa, os objectivos gerais da primeira visita fora do continente africano do Chefe de Estado.

Para lá da vertente diplomática, a faceta económica da visita de Nyusi a Portugal a convite do homólogo Aníbal Cavaco Silva, que hoje comeca e se prolonga até domingo, está bem espelhada na comitiva que o acompanha – a maior de sempre numa deslocação ao estrangeiro: das mais de 150 pessoas, cerca de 80 por cento são homens de negócios.

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/36918-nelson-berlarmino-e-antonio-tiua.html

Filipe Nyusi reúne com maiores investidores lusos em Moçambique

O Presidente da República, Filipe Nyusi, manifestou, ontem, em Maputo, o seu apreço a um grupo de representantes de 12 empresas portuguesas que se distinguiram em Moçambique, ao investirem mais de um bilião de dólares, gerando mais de 44 mil postos de trabalho.

Este grupo inclui o Novo Banco, Grupo Visabeira, Grupo João Ferreira dos Santos, Mota Engil África, Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, Soares da Costa, Millennium BCP, Contact, Portucel, Galp Energia, Grupo Entreposto e Teixeira Duarte.

Este reconhecimento teve lugar durante um jantar com os representantes deste grupo de empresas, que também tinha por objectivo incentivar a manutenção do seu investimento em Moçambique e reafirmar a abertura do Governo ao investimento externo, particularmente português.

“Vocês são os campeões na promoção do investimento em Moçambique. Gostaríamos de reafirmar que estamos disponíveis para o investimento, esperamos que as vossas empresas continuem a investir no país”, disse Nyusi, numa clara manifestação de apreço a este grupo de empresas.

http://opais.sapo.mz/index.php/economia/38-economia/36865-filipe-nyusi-reune-com-maiores-investidores-lusos-em-mocambique.html

Moçambique. “Portugal está em vantagem para investir primeiro”

Mário Machungo, antigo primeiro-ministro moçambicano, considera que Portugal deve explorar o conhecimento que tem do país. Presidente Filipe Nyusi chega esta quinta a Lisboa para uma visita de quatro dias, a primeira fora do continente africano. Traz 150 empresários

Foi quase tudo em Moçambique: ministro da Coordenação Económica antes da independência, depois ministro da Indústria e Comércio, da Agricultura, do Plano e, finalmente, primeiro-ministro, entre 1986 e 1995, antes de ser nomeado presidente do Millennium Bim, cargo que abandonou há dois meses. Conhece bem demais o seu país e por isso diz nesta entrevista ao Expresso: “dentro de uma largas dezenas de anos Moçambique não vai ser mais identificado como um dos países mais pobres do mundo, porque já agora está entre os 10 que mais crescem em África”.

Quanto a Portugal, é perentório: “Há aqui um conhecimento acumulado de muitos séculos que mais ninguém tem e por isso Portugal tem vantagens competitivas face a outros investidores. Conhecer a região e dominar a língua não é determinante mas é muito importante e facilita”. Por isso sugere: “Portugal cresceu muito ultimamente nas pequenas e médias empresas vocacionadas para a indústria transformadora, que é o que nós queremos agora”. Dito de outro modo, é tempo dos portugueses viraram a agulha e dirigirem-se para setores onde são mais concorrenciais.

Mário Machungo, que se formou em Lisboa, no antigo ISEG (foi colega de Cavaco Silva, de quem ainda guarda algumas sebentas), adianta que o volume de quadros e recursos humanos que Portugal tem formado em todos os domínios e sobretudo nas tecnologias de ponta são muito importantes para o desenvolvimento de Moçambique: “precisamos de desenvolver recursos humanos urgentemente, senão toda a ambição de desenvolvimento futuro não será possível“.

PORTUGAL TERCEIRO MAIOR INVESTIDOR

“Os recursos humanos portugueses que forem para Moçambique, enquadrados em pequenas e médias empresas portuguesas associadas preferencialmente com moçambicanas, deverão orientar-se para os setores do ensino, saúde, setores sociais”, afirmou, sublinhando que “Portugal pode desempenhar um papel muito importante em setores estratégicos e vitais para o futuro económico de Moçambique e nós precisamos urgentemente de desenvolver recursos humanos”.

Portugal foi, no ano passado, o quarto maior investidor externo em Moçambique (€300 milhões), no primeiro trimestre de 2015, subiu mesmo para terceiro lugar, tendo em conta o número de projetos aprovados, no valor de €50 milhões, segundo os dados do Centro de Promoção de Investimentos de Moçambique.

Se a estes números forem acrescidos os do investimento direto português em parceria com capital moçambicano, os valores aumentam para cerca de €380 milhões. A maioria do investimento dirigiu-se para o setor industrial, serviços e seguros e concentrou-se no sul do país.

Segundo o antigo primeiro-ministro, os portugueses, que têm estado muito concentrados no imobiliário (construção civil e infraestruturas), na indústria hoteleira e na área financeira, começando a despontar também na agricultura (um área de grande futuro no país, considera) devem, por exemplo, começar a pensar nos portos.

“Moçambique tem três mil quilómetros de costa, com portos muito importantes, que são uma porta de entrada e saída do países do interior de África e até da África do Sul, que não pode prescindir de portos no Índico – o que , já de si, é uma vantagem competitiva de Moçambique”, sublinha Machungo. “Mas Portugal, com o conhecimento que tem, pode assumir a responsabilidade de construção e reconstrução de portos porque tem a base de dados que lhe permite avançar nesse tipo de investimento, no sentido leste-oeste, que é absolutamente rentável”, destaca o antigo PM e último presidente da Assembleia Geral da Casa dos Estudantes do Império.

A indústria extrativa necessita muitíssimo dessas saída, como a do gás no Porto Pemba (antigo Porto Amélia), que é a terceira maior baía do mundo e pode ser aproveitado para criar uma logística para exportação e indústria do gás e petróleo na zona; ou o porto de Nacala, de águas profundas, que pode servir para escoar o carvão, outras das grandes receitas do país, bem como as madeiras. Os portugueses estão também empenhados na industria florestal, com um projeto da Portucel participado pelo Banco Mundial, que representa €2,1 milhões e sete mil postos de trabalho e que é, portanto, um dos maiores negócios fora da industria extrativa.

PORTUGUESES SIM, MAS NÃO QUALQUER UM

A voz do antigo primeiro-ministro junta-se assim à do próprio presidente da Associação Moçambicana de Economistas que, hoje, mesmo, num pequeno-almoço de trabalho em Lisboa, avisou que o seu país não é um “El Dorado”, e que a cooperação tem de ser sobretudo parcerias e não apenas exportação de produtos com um parceiro local.

Mário Machungo referiu-se, aliás, aos problemas havidos em tempos recentes, que levou ao levantamento de entraves, por parte de Moçambique: “muitos emigrantes iam para Moçambique sem finalidade definida, à procura de qualquer coisa, confrontando-se com a própria procura dos moçambicanos. Nós não podemos prescindir em nenhum momento histórico de importação de mão de obra especializada, mas tem que se ver o setor”, advertia. “Houve uma altura em que os portugueses até já estavam no transporte semicoletivo informal, o que levou os moçambicanos a queixar-se. Tem de haver uma seleção de qualidade”.

DESENVOLVIMENTO A 7%

Apesar do abrandamento do ano passado, Moçambique tem mantido um crescimento da ordem dos 7% (7,4% em 2014) e, este ano, devido às cheias do princípio do ano, é possível que abrande mais um pouco, devido aos recursos que a reabilitação das infraestruturas vai absorver. O crescimento é impulsionado sobretudo pelas indústrias extrativas (carvão), mas Mário Machungo considera que outras áreas têm possibilidades de desenvolvimento, até porque o país “não pode viver só de grandes projetos que investem biliões mas empregam meia dúzia de indivíduos”.

O economista considera vital “criar clusters industriais, a jusante e a montante das grandes empresas de capital intensivo, PME que são estabilizadores de economia e da sociedade, porque criam a classe média, que é necessária“.

Segundo o antigo PM, uma das áreas de futuro – para além da extrativa, nomeadamente do gás (os recursos já aprovados vão para 200-300 triliões de pés cúbicos, o que pode tornar Moçambique o terceiro maior produtor mundial) – é a agricultura, que pesa 1/4 do PIB e ainda emprega 70% da população.

“Há milhões de hectares irrigáveis para produzir cereais, algodão, gergelim, leguminosas, batatas, cereais”, afirma, acrescentando que outro dos setores promissores é a pesca, para além do turismo e da produção hidroelétrica”, que pode bastar ao consumo interno e sobretudo servir para exportar para África do Sul, que “necessita de energia elétrica como de pão para a boca”.

O PROBLEMA É A ESTABILIDADE

O antigo Primeiro-ministro, que viveu os tempos da guerra, sabe do que vale quando diz que “a paz, a segurança e a estabilidade são sempre um fator que motiva o investidor”. Apesar de tudo, realça, o investimento tem vindo a aumentar, o que prova que o investidor tem confiança nas autoridades moçambicanas, “mas não podemos ficar de braços cruzados”.

Machungo valoriza o emprenho do novo Presidente, Filipe Nyusi, que representa um político de outro tipo e que “tem sempre posto a tónica na paz e na inclusão”. O novo Presidente já se encontrou com Afonso Dhlakama e os dois partidos, Frelimo e Renamo, estão envolvidos em rondas negociais para resolver os diversos problemas (já vão na 111ª ronda) mas estes estão longe de estar completamente afastados.

Para o antigo PM, “é absurdo num país em paz haver um partido armado, quando se fala em democracia não se pode brandir uma AKM”. Mas o líder da Renamo faz a espaços as suas ameaças, como a que fez recentemente, segundo a qual pode voltar a bloquear estradas, como forma de exigência de criação de autarquias. A integração das forças residuais da Renamo nas forças de segurança está também atrasado, já para não falar do chamado processo de redistribuição da riqueza, que é o último ponto da agenda do diálogo político bilateral em curso há pouco mais de dois anos.

E ALGUÉM FAZ CURSO DE MINISTRO?

Aos 74 anos, Mário Machungo deixou de ser há dois meses presidente do Millenium bim, depois de ter sido uma das figuras mais proeminentes da política moçambicana. Formado no antigo ISEF português, onde foi colega de Cavaco Silva – conta que ainda guarda uma ou duas sebentas do atual Presidente da República, porque ele “era muito organizado” – foi também o último presidente da Assembleia Geral da Casa de Estudantes do Império, entre 1964-65.

Quando estudava em Portugal, nos anos sessenta, já era quadro da Frelimo na clandestinidade e, no seu regresso, era um dos três únicos quadros negros licenciados do movimento. Em 1974, depois do 25 de Abril e antes da independência, foi designado ministro da Coordenação Económica, uma pasta imensa, onde teve a coadjuvá-lo como secretário de Estado Luís Salgado de Matos.

É o próprio que conta como foi. A 7 de setembro, quando se dá o levantamento dos portugueses em Moçambique, Mário achungo estava em Lusaka com Samora Machel para a assinatura dos acordos, mas, ao contrário de outros, que receberam ordens para regressar imediatamente a Moçambique, ele foi mandado ficar e seguir depois com a equipa das negociações para Dar-es-Salam.

“Samora não me disse porquê”, relata. “Mas passado um tempo chama-me e manda-me preparar para tomar conta da equipa do Governo de transição. ‘Ficas ministro da Coordenação Económica’ – disse, ao que eu retorqui: ‘mas eu não sei como isso se faz!”. Samora não teve para mais mais e atirou-lhe: “E tu pensas que algum de nós fez curso superior de ministro?”.

O argumento não admitia réplica. Mário Machungo ficou, foi ocupando sucessivas pastas, que culminaram com a de primeiro-ministro durante nove anos. Retirou-se da vida política ativa em 1995.

http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-07-16-Mocambique.-Portugal-esta-em-vantagem-para-investir-primeiro

Paridade de gênero: da utopia à realidade

por Luísa Diogo

QUANDO em 1995 se adoptou a Declaração e Plataforma de Acção de Beijing falar da paridade de género era uma utopia em Moçambique. Hoje o que estava longe de se imaginar está quase a se tornar uma realidade em diferentes sectores, como a educação e governação, apesar dos desafios que prevalecem na educação da rapariga, os casamentos prematuros, HIV/SIDA e empoderamento económico da mulher.

Esta análise foi feita por Luísa Diogo, um dos símbolos de liderança feminina e advogada dos direitos humanos das mulheres em África, em particular, Moçambique, quando falava sobre “Comissão sobre o Estatuto da Mulher (Beijing +20)” na III Sessão do Conselho Nacional da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), que decorreu semana passada na cidade de Xai-Xai, província de Gaza.

Para Diogo, Moçambique é um país que tem procurado realizar a monitoria e avaliação da implementação dos compromissos assumidos para o avanço da mulher e desenvolvimento do país.

“A de hoje (III Sessão do Conselho da OMM) é uma ocasião eleita. Ela permite celebrar os objectivos alcançados e reflectir sobre os desafios e constrangimentos e perspectivando o futuro. Nesta ocasião comparamos as notas e construímos um pensamento comum sobre donde vimos, onde estamos e o que queremos alcançar quanto à emancipação da mulher”, sublinhou.

Na sua intervenção, Luísa Diogo apontou progressos alcançados e mencionou os desafios que ainda prevalecem no cumprimento das 12 áreas eleitas como prioritárias, a destacar: Mulher e Pobreza; Educação e Capacitação da Mulher; Mulher e Saúde; Violência contra a Mulher; Mulher e Conflitos Armados; Mulher e Economia. Consta ainda Mulher no Poder e na Liderança; Mecanismos Institucionais para o Avanço da Mulher; Direitos Humanos das Mulheres; Mulher e a Comunicação Social; Mulher e Meio Ambiente; e Direitos das Meninas.

“A plataforma projecta o mundo em que cada mulher e cada menina podem exercer a sua liberdade e escolhas e realizar todos os seus direitos como, por exemplo, viver livre da violência, ir à escola, participar da tomada de decisões e ganhar salário igual para trabalho igual”, explicou a oradora.

Volvidos 20 anos da assinatura do tratado, Luísa Diogo diz que quando se olha para as 12 áreas eleitas pode-se ter a percepção de que, até hoje, está-se a debater os mesmos problemas. “Estamos sim a debatê-los, mas estamos a debatê-los a níveis diferentes daqueles em que estávamos em 1995. Nós evoluímos bastante”, considerou.

Como exemplos de evolução, Luísa Diogo referiu que em 1995 Moçambique tinha quase 90 por cento da população vivendo na pobreza absoluta e a maioria desta população tinha o rosto da mulher. “Os moçambicanos conseguiram reduzir a incidência da pobreza de cerca de 90 por cento na altura para 54 por cento em 2009. Na realidade, os níveis de pobreza que temos em 2015 não se comparam, de maneira alguma, aos níveis de pobreza que tínhamos em 1995. Mesmo olhando para esta sala, a sua configuração, o seu colorido, não é o mesmo de 1995, estamos de parabéns”.

Reduziram mortes maternas

A educação e a formação endereçadas à rapariga, sobretudo no Ensino Primário, estão a se tornar realidade no país, o que, segundo Luísa Diogo, era uma utopia em 1995. “Actualmente estamos quase a caminho da paridade, pelo que falamos de 95 raparigas para 100 rapazes. Estamos quase no fifty-fifty (50/50)”.

No que tange à saúde da mulher, sobretudo a reprodutiva, a nossa fonte apontou melhorias substanciais, apesar de prevalecerem desafios. Disse que na década 90 pelo menos 700 mulheres morriam dos 100 mil partos realizados, contra os cerca de 408 mortes por cada 100 mil partos em 2014.

“A violência contra a mulher esta ainda é uma realidade. É uma realidade amarga. A legislação e a advocacia têm por isso sido instrumentos valiosos para se combater esses fenómenos”, sublinhou.

Para a quinta área, sobre Mulher e Conflito Armado, Luísa Diogo é de opinião que, apesar de algumas ameaças, Moçambique está em paz e as moçambicanas têm conseguido usar este ambiente para produzir e progredir, combatendo a pobreza.

“Em 1995, quando se realizou a Conferência de Beijing, Moçambique estava há três anos já a beneficiar da paz, estávamos a desmobilizar e integrar as Forças Armadas e os guerrilheiros da Renamo. Nem tínhamos ainda iniciado a nossa reconstrução. Hoje, apesar de algumas ameaças, estamos em paz”, referiu.

Mais progressos no poder político

Luísa Diogo fez saber que A Mulher no Poder é uma das áreas que tem tido enfoque preponderante na agenda do Governo e com resultados visíveis. Para sustentar a sua posição baseou-se em alguns exemplos como o aumento de mulheres a ocupar cargos de ministras, que passou de quatro, dos 28 ministros em 2004, para oito mulheres em igual número de ministros em 2014.

“Actualmente ainda progredimos mais. De um total de 22 ministros temos cinco mulheres. Em 2004, de um total de 11 governadores tínhamos uma governadora e em 2014 de um total de 11 governadores tínhamos três mulheres, em 2015 temos quatro governadoras”, enalteceu.

Segundo Luísa Diogo, Moçambique está a caminhar para a paridade, a avaliar pelas estatísticas, que demonstram a inclusão da mulher nos órgãos de tomada de decisão no nosso país.

Apontou ainda o aumento do número de mulheres como secretárias permanentes ministeriais, que subiu de dois em 2004, num total de 11, para nove mulheres em 2014, de um total de 25 secretários permanentes.

Sublinhou ainda o incremento de mulheres no Parlamento moçambicano, que aumentou de 70 deputadas em 2004, de um total de 250 deputados, para 91 deputadas em 2014.

“Mesmo assim não ficámos pelo nível de sermos só deputadas. Fomos agarrar o presidente da Assembleia e agarrámos com força o lugar de chefe da bancada parlamentar”, salientou, recordando que hoje Moçambique tem uma presidente da Assembleia da República e duas chefes de bancada parlamentar.

Para que todas estas acções sejam realizadas uma atenção especial tem sido dada aos mecanismos funcionais, refere a nossa fonte, que aponta a título de exemplo a existência do Ministério do Género, Criança e Acção Social, da sociedade civil e de fóruns de mulheres.

Crucial implementar Plataforma de Beijing

IMPLEMENTAR os programas e as propostas da Plataforma de Beijing, reflectidos no Programa Quinquenal do Governo, pode ser uma ferramenta-chave para o país acertar o passo rumo ao desenvolvimento, segundo Luísa Diogo.

É que para a ex-PM, os desafios para a paridade do género ainda “são imensos”, apesar das conquistas alcançadas. Apontou a problemática dos casamentos prematuros, a mortalidade materna, o peso do HIV/SIDA, a educação da rapariga e o empoderamento económico das mulheres como sendo os constrangimentos que prevalecem.

“Moçambique está entre os 10 países com maior prevalência de casamentos prematuros. Em 2011 14 por cento das mulheres casaram-se antes dos 15 anos de idade e 48 por cento das nossas raparigas contraíram matrimónio antes dos 18 anos”, sublinhou.

Diogo reconhece que o nosso país reduziu a mortalidade materna de 1995 a esta parte, mas “em 100 mil nascimentos perdemos 408 mães no processo do parto. O caminho ainda é longo”, disse, lamentando o facto de maior parte das mortes maternas acontecerem entre as jovens parturientes dos 15 aos 19 anos de idade.

Ela chamou atenção aos presentes para reconhecerem os progressos realizados por Moçambique nas áreas política e social. Todavia, no seu entender, esses avanços levantam um outro desafio, que é o da sustentabilidade das metas alcançadas, consubstanciado no empoderamento económico da mulher.

“Quando falamos do empoderamento económico referimo-nos à capacidade que uma mulher deve ter para dar forma individual ou em colectivo com o seu companheiro aos meios económicos e financeiros de modo a tomar decisões importantes para a sua própria vida e da família”, explicou.

Durante o encontro a palestrante fez saber que o empoderamento começa com o acesso a recursos, aos direitos, à potencialização das suas capacidades e aumento das suas oportunidades.

“O empoderamento económico das mulheres verifica-se quando ela participa e controla o rendimento da família, quando tem acesso ao emprego e tem acesso ao crédito. São esses meios que permitem educar também a sua filha contrariar o casamento prematuro, criar bases para que a futura família venha a ter melhores chances de contar com uma mãe muito melhor empoderada para criar um novo ciclo de desenvolvimento”.

EVELINA MUCHANGA

http://www.jornalnoticias.co.mz/index.php/pagina-da-mulher/39895-segundo-luisa-diogo-paridade-de-genero-da-utopia-a-realidade

Presidente moçambicano propõe “uma CPLP” com estratégia arrojada

O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, lançou esta quinta-feira o “desafio” a Cavaco Silva para que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) seja mais “arrojada” do ponto de vista económico e empresarial.

“Gostaria de lançar aqui o desafio para que a nossa CPLP tenha uma estratégia arrojada. Isto é, sair do ditado de que só a língua comum é o que nos une para desembarcar numa cooperação económica e empresarial, que poderá sustentar a sua existência”, disse hoje o presidente de Moçambique durante um jantar oferecido por Cavaco Silva, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/presidente_mocambicano_propoe_uma_cplp_com_estrategia_arrojada.html

Moçambique e Portugal continuam a trabalhar sobre circulação de pessoas

O chefe da diplomacia moçambicana disse hoje em Lisboa que a questão relacionada com o emissão do visto de negócios já devia estar concluída e que Portugal e Moçambique continuam a trabalhar sobre a facilitação da circulação de pessoas.

“Está-se a trabalhar nisso. Para já, a ideia é fazer-se isso de uma forma faseada, começando, por exemplo, com o visto de negócios, mas está-se a trabalhar. Havia até a esperança de que nesta altura isso já estivesse concluído, pelo menos a nível bilateral. Não se conseguiu. Vai-se continuar a trabalhar”, disse Oldemiro Baloi.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique respondia aos jornalistas após um encontro na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e relativamente ao encontro entre o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi e o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

O chefe da diplomacia moçambicano disse ainda que durante a reunião que decorreu durante a tarde na sede da CPLP, o chefe de Estado de Moçambique transmitiu o empenhamento de Maputo na organização mas referiu-se também à “necessidade de uma nova visão”.

“Uma visão que chegue às comunidades e aos povos dos países membros e a única forma de isso acontecer é responder às necessidades desses mesmos povos. A língua, a cultura e as relações político-diplomáticas são necessárias mas como pano de fundo são precisos mecanismos de enquadramento e ligações mais concretas”, explicou Oldemiro Baloi sobre o encontro entre Filipe Nyusi e os diplomatas da CPLP.

Hoje, além do encontro com o presidente da República Cavaco Silva, o chefe de Estado moçambicano reuniu-se com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho e recebeu as chaves da cidade de Lisboa, numa cerimónia que decorreu na câmara municipal.

O presidente moçambicano iniciou hoje formalmente uma visita de Estado a Portugal, a convite do seu homólogo português.

Esta visita é a primeira que o chefe de Estado moçambicano, empossado a 15 de janeiro, realiza fora do continente africano.

De acordo com dados do Centro de Promoção de Investimentos, em 2014 Portugal ocupava a 4.ª posição da lista dos dez maiores investidores externos em Moçambique, com cerca de 300 milhões de euros.

http://www.rtp.pt/noticias/pais/mocambique-e-portugal-continuam-a-trabalhar-sobre-circulacao-de-pessoas_n845130

Portucel inaugura em setembro o maior viveiro de plantas em África

O presidente executivo da Portucel, Diogo da Silveira, anunciou hoje que a inauguração do maior viveiro de plantas em África, nas províncias moçambicanas da Zambézia e de Manica, terá lugar no próximo mês de setembro.

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“O futuro da Portucel passa por Moçambique. O investimento é muito significativo, com uma etapa florestal, de 400 milhões de dólares (368 milhões de euros) e uma etapa industrial, com um investimento de 2,2 mil milhões de dólares”, disse Diogo da Silveira, que falava aos jornalistas no final de uma visita do Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, à nova fábrica da Portucel em Setúbal.

Diogo da Silveira lembrou que, depois do viveiro que a Portucel está a construir nas províncias da Zambézia e de Manica, com capacidade para 12 milhões de plantas, a empresa portuguesa também quer construir uma fábrica de pasta de papel em Moçambique.

“É um projeto para uma geração. O retorno deste projeto são 25 anos. São precisos sete a oito anos para termos as florestas plantadas de forma adequada a poderem ser trabalhadas pelas nossas fábricas. E depois são cerca de 17 anos para rentabilizar [o investimento]”, esclareceu o presidente executivo da Portucel.

“Vamos conseguir construir o que nós pensamos que será a mais competitiva fábrica de pasta de papel, para produto entregue em Xangai (China). No nosso mercado os custos de transporte são muito importantes e Moçambique tem uma localização geográfica fantástica: está virado para o Oriente, nomeadamente para o mercado chinês, que é o mercado que mais cresce. É a construção de uma fábrica dirigida, totalmente, para o mercado chinês”, acrescentou.

Segundo Diogo da Silveira, além da fábrica de pasta de papel, que é o objetivo número um do projeto e que deverá ser construída daqui a seis anos, a Portucel também está em negociações com o governo de Moçambique para instalar uma ou várias centrais elétricas, à base de biomassa, de 50 megawatts cada uma.

Questionado sobre a capacidade da rede ferroviária de Moçambique para dar resposta às necessidades da futura fábrica de pasta de papel, Diogo da Silveira disse que todo o projeto foi concebido tendo em conta as infraestruturas que já existem em Moçambique.

“A rede ferroviária já cobre uma parte do território. A base do nosso plano assenta nas infraestruturas que existem hoje, Mas temos a expectativa, claramente, de que haja mais desenvolvimento e que a situação fique ainda mais facilitada, do ponto de vista económico, social e de segurança”, disse o presidente executivo da Portucel.

https://www.facebook.com/pages/Agenda-Africana/152241788287314

Angola

Empresários colombianos em Luanda para contactos

Uma missão empresarial colombiana visita Angola de 20 a 22 de Julho para explorar oportunidades de negócios nos sectores agro-alimentar, de materiais de construção, electrodomésticos e equipamento industrial, anunciou, ontem, em Bogotá, a presidente da Agência Colombiana de Promoção das Exportações.

Durante a visita, estão previstos encontros com as autoridades angolanas e com empresários nacionais, visitas à FILDA, a indústrias locais e a centros de distribuição, disse María Lacouture.

A deslocação a Luanda dos empresários colombianos é “importante”, na medida em que “reforça as relações comerciais das duas nações emergentes de grande projecção internacional”, salientou a Agência Colombiana de Promoção das Exportações, Investimento Estrangeiro e Turismo Internacional (ProColombia).

“O objectivo é mostrar porque é que a Colômbia é um país de oportunidades comerciais. Os estudos de mercado que fizemos indicam que Angola procura produtos e serviços que a Colômbia pode oferecer”, declarou María Lacouture.

A oferta colombiana ao mercado angolano inclui apoio à indústria agro-alimentar e química, imobiliário, materiais de construção e têxteis. Entre 2010 a 2014 as exportações colombianas para Angola triplicaram, atingindo os 562 mil milhões de kwanzas es (4,5 mil milhões de dólares) com previsões de, dentro de cinco anos, crescerem três vezes, anunciou a presidente da ProColombia. Os principais produtos exportados são dos sectores de confeitaria, metalurgia, carnes, produtos de panificação e moagem e maquinaria industrial.

María Lacouture considera haver conexões logísticas com Angola que se podem fortalecer com mais comércio. As empresas envolvidas nas trocas bilaterais dispõem de cinco rotas marítimas semanais operadas por três companhias de navegação colombianas, unindo Luanda a cidades como Barranquilla, Cartagena e Buenaventura, com escalas em Espanha, Bélgica, China e Índia.

Nos últimos dez anos, o Produto Interno Bruto (PIB) colombiano registou um crescimento médio de 4,7 por cento, o que posiciona o país como uma das economias mais sólidas e estáveis da América do Sul, disse María Lacouture.

A Colômbia tem 48 milhões de habitantes, dos quais 55 por cento com idade inferior a 30 anos e uma classe média que viu aumentar o seu PIB per capita de 1.980 dólares (247,5 mil kwanzas), em 2000, para 8.300 dólares (1,037 milhões de kwanzas), em 2014.

Os acordos de livre comércio vigentes na Colômbia estão a abrir portas tanto às empresas locais como às estrangeiras instaladas no país para acederem a cerca de 50 mercados mundiais com 1.500 milhões de consumidores.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/empresarios_colombianos_em_luanda_para_contactos

Cabo Verde

Cabo Verde realiza reforma do sistema financeiro

O governador do Banco de Cabo Verde (BCV) avançou que o país tem em curso um amplo programa de reformas do seu setor financeiro, tendo em vista a criação de um quadro institucional sólido e eficiente.

Citado hoje pela Inforpress, João Serra, que falava na Cidade da Praia durante um seminário sobre a Reforma Regulatória no Sistema Financeiro, realçou que a reforma em curso assenta sobre os pilares da promoção da confiança, solidez e estabilidade do sistema financeiro.

Com isso, acrescentou, pretende-se favorecer a eficiente capacitação das poupanças e a promoção do desenvolvimento económico em Cabo Verde.

“À semelhança do que vem acontecendo um pouco por todas as latitudes, Cabo Verde embarcou num amplo programa de reformas do seu setor financeiro, tendo em vista a criação de um quadro institucional sólido e eficiente”, lembrou João Serra, governador do BCV desde dezembro de 2014.

João Serra indicou ainda que, com aprovação e publicação, em abril de 2014, da lei que define os princípios básicos e o quadro normativo orientador do sistema financeiro, bem como a lei que regula as atividades das instituições financeiras, o país deu um “passo decisivo” no sentido da reforma do quadro de referência para o seu sistema financeiro.

Contudo, admitiu que, para isso, há que assegurar um nível adequado de capacitação das instituições financeiras, supervisão eficaz e um livre e sã concorrência nos mercados.

O responsável defendeu ainda que a estabilidade financeira é um bem público de extrema importância para garantir a confiança dos agentes económicos, assegurar a poupança e promover o crescimento económico sustentável.

Porém, acrescentou que a salvaguarda da estabilidade financeira, bem como o funcionamento eficiente dos mercados exigem regras e instituições eficazes que apoiem a atividade económica.

http://www.noticiasaominuto.com/economia/422936/cabo-verde-realiza-reforma-do-sistema-financeiro

Governo fez tudo para integrar empresários na visita oficial à Guiné-Bissau – PM de Cabo Verde

O primeiro-ministro cabo-verdiano garantiu hoje que o Governo do país fez “absolutamente tudo” para que os empresários pudessem acompanhá-lo durante a visita oficial de quatro dias que inicia hoje à noite à Guiné-Bissau.

http://www.sapo.pt/noticias/governo-fez-tudo-para-integrar-empresarios-na_55a6a31e9396e855710256b2

Governo de Cabo Verde fez tudo para integrar empresários na visita oficial à Guiné-Bissau –

O primeiro-ministro cabo-verdiano garantiu hoje que o Governo do país fez “absolutamente tudo” para que os empresários pudessem acompanhá-lo durante a visita oficial de quatro dias que inicia hoje à noite à Guiné-Bissau.

O presidente da Câmara do Comércio Indústria e Serviços de Sotavento (CCISS) cabo-verdiana, Jorge Spencer Lima, responsabilizou terça-feira o Governo pela ausência de empresários na visita oficial à Guiné-Bissau.

Spencer Lima disse que o convite para a classe empresarial acompanhar José Maria Neves chegou “tarde de mais” e os empresários já não encontraram lugares vagos na companhia aérea TACV.

http://www.sapo.pt/noticias/governo-fez-tudo-para-integrar-empresarios-na_55a6a31e9396e855710256b2

Guiné Bissau

PAIGC denuncia perseguição contra governo e partido guineense

O PAIGC, partido no poder na Guiné-Bissau, alega que os seus membros, elementos do Governo, estão a ser alvo de perseguição selectiva por parte da justiça. Para o PAIGC é sintomática a forma como os membros do Governo são chamados a depor perante a justiça e ainda as suas declarações serem conhecidos pela opinião pública quando devia haver o chamado princípio do segredo da justiça.

Para o PAIGC, Partido africano para a independência da Guiné e Cabo Verde,  o mais grave ainda seria a forma tendenciosa e parcial como os depoimentos dos membros do Governo vazam para a opinião pública.

A Liga Guinenese dos Direitos Humanos é que não está de acordo com o posicionamento do PAIGC, porquanto entende a Liga o partido no poder está claramente a tentar amordaçar a justiça como alegou Augusto Mário da Silva, presidente da Liga Guinenese dos Direitos Humanos.

São vários os membros do Governo a ser convocados perante a justiça.

O primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, admitiu que seriam 11 elementos do seu Governo instandos a depor perante a justiça.

http://www.portugues.rfi.fr/guine-bissau/20150715-paigc-denuncia-perseguicao-contra-governo-e-partido-guineense

Guiné Bissau: País deveria preocupar-se mais com o futuro – PM

Bissau – O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, exortou hoje os guineenses a construírem o futuro das suas gentes em vez de se centrarem na reconciliação com o passado.

O dirigente cabo-verdiano foi orador numa palestra em que apresentou aos guineenses a agenda de transformação de Cabo Verde.

Na ocasião, José Maria Neves afirmou que o passado serviu apenas para estabelecer as bases, mas que, para os cabo-verdianos, o mais importante sempre foi a construção do futuro.

“A Guiné-Bissau devia preocupar-se mais em construir o futuro do que reconciliar-se com o seu passado”, observou José Maria Neves.

Segundo referiu, a Guiné-Bissau, “nos dias que correm”, podia valer-se do “seu passado glorioso, forjado na luta pela independência”, e ainda “no prestígio da sua actual liderança”,para promover a transformação.

José Maria Neves destacou a “experiência e o prestígio internacional” do primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, acumulados enquanto secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Quando eu cheguei ao cargo de primeiro-ministro em 2001 não tinha a experiência de governação que o meu amigo Domingos Simões Pereira hoje tem”, concluiu José Maria Neves, apelando aos guineenses para confiarem no seu país e nos seus dirigentes.

Burundi

Yoweri Museveni garante mediação

O Presidente do Uganda iniciou ontem, em Bujumbura, uma delicada mediação na crise burundesa, que entrou numa nova fase com o aumento dos combates armados a uma semana das eleições presidenciais.

A missão de Yoweri Museveni foi decidida pela Comunidade da África Oriental, após o fracasso de dois mediadores das Nações Unidas. O principal assessor para a comunicação do Presidente Pierre Nkurunziza, disse esperar que Yoweri Museveni convença a oposição a participar nas eleições.

“O Presidente ugandês é um facilitador que conhece a região, que conhece o Burundi e que é sábio”, afirmou Willy Nyamitwe.

Para a oposição, que alega ter sido impossibilitada de fazer campanha e alvo de ameaças permanentes, a questão do terceiro mandato é desde o início não negociável.

“Esperamos muito de Yoweri Museveni por ser um dos responsáveis pelo acordo de Arusha e por ter presidido a iniciativa regional para a negociação deste acordo”, disse um opositor. O objectivo “está escrito preto no branco” e é convencer o campo presidencial a renunciar a um terceiro mandato, acrescentou Leonce Ngendakumana.

A oposição afirma que a candidatura é anti-constitucional e contrária ao acordo de paz de Arusha, que pôs fim à longa guerra civil no Burundi entre 1993-2006, com um saldo de 300 mil mortos. Este acordo foi conseguido em 2000, depois de intensos esforços de mediação dos países da região.

A crise, marcada nos últimos dois meses e meio por violências, uma tentativa de golpe de Estado e confrontos entre o Exército e rebeldes, foi desencadeada pela candidatura do Presidente Pierre Nkurunziza a um terceiro mandado no escrutínio agora previsto para o dia 21.

O Presidente ugandês tem encontros marcados com os antigos Chefes de Estado do Burundi, Jean-Baptiste Bagaza (1976-1987), Sylvestre Ntibantunganya (1994-1996), Pierre Buyoya (1987-1993 e 1996-2003), e Domitien Ndayizeye (2003-2005). Todos reprovam uma nova  candidatura de Pierre Nkurunziza por a considerarem “inconstitucional”.

A situação no Burundi mantém-se inalterável, com a oposição a ameaçar com acções militares.

Crise no Burundi ainda sem acordo

O Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, que iniciou, esta terça-feira, uma delicada mediação na crise no Burundi, deixou o país sem um acordo. A uma semana das presidenciais, negociação prossegue.

O Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, que iniciou, esta terça-feira, uma delicada mediação na crise no Burundi, deixou o país ainda sem que exista um acordo, mas mantendo abertas as negociações – a uma semana das eleições presidenciais.

“O partido no poder no Burundi e as forças da oposição e a sociedade civil concordaram em negociar expedita e intensamente (…) de modo a alcançar um acordo”, afirmou Museveni, à saída de Bujumbura, instando ainda os burundienses a pôr de lado as suas diferenças políticas sectárias passadas.

A missão de Museveni, decano dos líderes da Comunidade da África Oriental (EAC, sigla em inglês), foi decidida por esta organização, após o fracasso de dois mediadores das Nações Unidas.

O ministro da Defesa ugandês, Crispus Kiyonga, assumiu agora os esforços de mediação iniciados por Yoweri Museveni na véspera, na mais recente tentativa de impulsionar as negociações para desbloquear a crise.

Marcada nos últimos dois meses e meio por violência, uma tentativa de golpe de Estado e confrontos entre exército e rebeldes, a crise foi desencadeada pela candidatura do presidente Pierre Nkurunziza a um terceiro mandado, no escrutínio marcado para a próxima terça-feira, dia 21 de julho.

A oposição afirma que a candidatura é anticonstitucional e contrária ao Acordo de Paz de Arusha, que pôs fim à longa guerra civil no Burundi (1993-2006, 300 mil mortos). Este acordo foi conseguido em 2000, depois de intensos esforços de mediação dos países da região.

Cerca de cem pessoas morreram na violência relacionada com a crise política, que levou também mais de 150 mil burundienses a fugirem para os países vizinhos, como a República Democrática do Congo (RD Congo), Ruanda e Tanzânia, de acordo com dados facultados pelas Nações Unidas.

http://observador.pt/2015/07/16/crise-no-burundi-ainda-sem-acordo/

Ruanda

Parlamento ruandês altera a Constituição

O Parlamento do Ruanda aprovou na terça-feira uma lei para modificar a Constituição, que permite ao Chefe de Estado cessante, Paul Kagame, candidatar-se a um terceiro mandato de sete anos.

A “Casa das Leis” aprovou um pedido popular com mais de 3 milhões de assinaturas, cerca de 90 por cento do eleitorado, a solicitar uma mudança constitucional que permita a candidatura do Presidente Paul Kagame às próximas eleições.

Ao todo, 79 dos 80 deputados que formam o Parlamento votaram a favor da mudança do artigo 101 da Constituição, que estabelece que o Presidente de Ruanda é eleito “por um mandato de sete anos, renovável uma única vez” e que “sob nenhuma circunstância o Presidente da República deve exercer mais de dois mandatos”.

O Senado ruandês também aprovou a reforma e agora o próximo passo é a realização de um referendo para a ratificar. Em Maio, o Parlamento dominado pelo partido do Presidente, Frente Patriótica Ruandesa (FPR), anunciou ter recebido uma petição subscrita por cerca de 3,7 milhões de pessoas, mais de metade do corpo eleitoral de seis milhões, a solicitar uma revisão da Constituição para que Paul Kagame possa candidatar-se às próximas presidenciais.

A agência France Press noticiou que um concorrido Parlamento, apinhado de público que foi assistir à sessão, aplaudiu e cantou o nome de Paul Kagame depois de todos os deputados presentes votarem favoravelmente, na primeira etapa, à alteração da Constituição. Mas o deputado Jean-Claude Ntezimana, do principal partido da oposição, disse que o Parlamento não devia ter avançado no debate sobre as alterações constitucionais enquanto não sai a decisão sobre a providência cautelar que o seu “Partido Democrático Verde” (PDV) interpôs na Justiça. O PDV é a única força política contra um eventual terceiro mandato do Presidente Paul Kagame,  57 anos, que tem estado à frente da política do Ruanda desde 1994, primeiro como ministro da Defesa e vice-presidente, até ser eleito Presidente, pelo Parlamento, em 2000. Três anos depois foi eleito por voto directo e reeleito em 2010.

Sobre a perspectiva de ser “empurrado” para o terceiro mandato, Paul Kagame diz que a decisão é dos ruandeses. “Não pedi a ninguém para mudar a Constituição”, esclareceu em Abril.

O Presidente ruandês não admite uma ligação da possibilidade de um terceiro mandato à alteração da Constituição, como o maior partido da oposição denuncia, numa altura em que os deputados e seus apoiantes festejam a garantia de um seu provável mandato. O clima político no país é de crispação.

A autoridade de Paul Kagame

Roger Godwin

17 de Julho, 2015

O Parlamento do Ruanda, respondendo a uma petição popular assinada por mais de 3,7 milhões de pessoas, decidiu alterar a lei de limitação de mandatos presidenciais o que permite que o actual Presidente Paul Kagame se apresente como candidato nas eleições de 2017.

Esta alteração, que alarga de dois para três o número de mandatos que cada presidente pode exercer de forma consecutiva, responde aquilo que era o desejo amplamente manifestado pela população, que não desiste de ter Paul Kagame como presidente, num claro e inequívoco reconhecimento ao bom desempemho que ele tem desde que chegou ao poder em 1994.

A sua ascensão ao poder, juntamente, com a sua Frente Patriótica do Ruanda, aconteceu depois de ter liderado a luta e um processo de reconciliação nacional que colocou um ponto final, em 1994, no genocídio que matou cerca de 800 mil pessoas, entre membros da etnia tutsi e hutus moderados.

Desde então, o país atravessou um longo caminho de recuperação económica, social e moral, estando neste momento num consolidado patamar de confiança que deixa antever a possibilidade do país conhecer ainda mais importantes índices de desenvolvimento.

Tudo isso, em grande parte, se fica a dever à autoridade com que o Presidente Kagame vem exercendo a sua função e à forma subtil como soube gerir todos os apoios externos que foi recebendo, em especial dos Estados Unidos da América e da Inglaterra. Com esse apoio implementou uma série de medidas económicas que se revelaram determinantes para a melhoria das condições de vida das populações, facto que lhe valeu uma enorme popularidade e o apoio quase generalizado dos seus compatriotas.

Apesar de algumas polémicas no desenvolvimento da sua política externa, nomeadamente com a questão do alegadao apoio aos rebeldes que actuam na República Democrática do Congo, a verdade é que a imagem que Paul Kagane reflecte no areópago internacional é altamente positiva, sendo uma voz autorizada e respeitada quando se trata de dirimir conflitos.

Tem sido essa boa imagem que tem contribuido de modo decisivo para o fraco desempenho da oposição interna, onde o mais aguerrido tem sido o Partido Verdes, apesar da sua insignificante penetração junto da população.

Em quase todos os países africanos o desempenho da oposição mede-se consoante os apoios internacionais que consegue congregar, sobretudo financeiros, fruto da forma como opta por fazer política ou pela determinação e os métodos demonstrados para atingir o poder.

Estando a comunidade internacional apostada em apoiar Paul Kagame para prosseguir o trabalho que tem vindo a desenvolver no país, fica difícil à oposição encontrar os apoios de que precisa para poder aperfeiçoar os seus desempenhos de modo a poder sequer sonhar com uma eventual tentativa de um dia chegar ao poder. Deste modo e por ser uma figura com elevados índices de consenso no país, não é de estranhar a ampla participação de 3,7 milhões de pessoas no apoio a uma moção posta a circular por diferentes organizações da sociedade civil e destinada a facilitar o trabalho legislativo dos deputados na criação – e posterior aprovação – de uma lei que altera a limitação dos mandatos presidenciais quando exercidos de modo consecutivo.

Este precedente aberto pelo Parlemento ruandês pode permitir que outros países africanos lhe possam seguir o exemplo e conseguir assim aumentar, de modo substancial, o seu direito de cidadania em eleger um Presidente da República com base no apoio que este tem junto da população, livre do espartilho imposto por uma lei que muitas das vezes se revela nefasta para a estabilidade dos interesses que ela deveria proteger.

A imposição de uma limitação de mandatos presidenciais, na maioria dos casos, é um factor determinante para a criação de situações de enorme desestabilização nos países onde o poder presidencial é exercido com elevado sentido de Estado e que, por isso mesmo, beneficiam de um forte apoio popular.

A democracia, na sua verdadeira acepção da palavra, engloba a obrigatoriedade da vontade popular ser livremente expressa e respeitada nas urnas, não se compadecendo com algumas limitações que impedem que ela se aplique em toda a sua plenitude. E para que isso seja possível, nada melhor do que permitir ao povo escolher quem ele quem para governar os seus destinos, premiando com o seu voto aqueles que mais se empenham para o desenvolvimento e crescimentos dos seus países, independentemente do tempo que permanecem no poder, desde que essa renovação de mandatos cumpra com todos os requisitos que emanam da sua Constituição.

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/mundo_africano/a_autoridade_de_paul_kagame

Botswana

Angola: Força aérea angolana presente no exercício Blue Okavango da SADC

Maun (Botswana) – Angola participa com um destacamento da força aérea no exercício “Blue Okavango”, que reúne desde o dia 11 deste mês, na região de Maun (extremo Noroeste do Botswana), 600 tropas dos estados membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2015/6/29/Angola-Forca-aerea-angolana-presente-exercicio-Blue-Okavango-SADC,45d294f4-ee3b-40de-ab94-df8bd1acef57.html

Botswana: País lança selos para homenagear maior pântano do mundo

Gaborone, Botswana – Os Correios do Botswana lançaram uma série de selos comemorativos a ilustrar o sítio do património mundial do Delta de Okavango, que comemora o primeiro aniversário da sua classificação na categoria de Património Histórico.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/29/Botswana-Pais-lanca-selos-para-homenagear-maior-pantano-mundo,267e45b1-dad2-47a0-b8ab-b5db7949a9c2.html

República Democrática do Congo

Médico distinguido por tratar mulheres violentadas no Congo

O médico Denis Mukwege, que tem dedicado a vida a assistir mulheres vítimas de violação na República Democrática do Congo, é o vencedor do Prémio Calouste Gulbenkian 2015, no valor de 250 mil euros, anunciou hoje a fundação.

O Prémio Calouste Gulbenkian é atribuído a uma instituição ou a uma pessoa, portuguesa ou estrangeira, que se tenha distinguido na defesa dos valores essenciais da condição humana.

Este ano, o júri do prémio, presidido pelo ex-chefe de Estado Jorge Sampaio, escolheu como vencedor o médico ginecologista congolês pela sua “extraordinária ação humanitária” num país “onde a violação e a mutilação sexual são utilizadas como arma de guerra”.

Segundo uma nota de imprensa da Fundação Calouste Gulbenkian, Mukwege, nascido em 1955, “especializou-se no tratamento de mulheres violentadas pelas milícias armadas do seu país, sobretudo durante a guerra civil (1998-2003)”.

“O hospital que fundou em 1999, em Bukavu – The Panzi Hospital – tornou-se uma referência mundial na reparação e tratamento das lesões provocadas por este género de agressão, tendo, desde então, prestado apoio clínico, psicológico, social e jurídico a dezenas de milhares de mulheres”, adianta a mesma nota.

A Fundação Calouste Gulbenkian refere ainda que, “apesar de a guerra civil na República Democrática do Congo ter terminado em 2003, vários grupos armados lutam pelo controlo dos riquíssimos recursos naturais do país, criando um clima de guerra e de instabilidade, em que as mulheres se tornaram as principais vítimas”.

A cerimónia de entrega do prémio realiza-se na segunda-feira, às 19:00, na sede da instituição, em Lisboa. Denis Mukwege, que venceu, entre outros, os prémios Olof Palme, em 2008, e Sakharov, em 2014, vai estar presente.

O Prémio Calouste Gulbenkian foi atribuído pela primeira vez em 2012 à West-Eastern Divan Orchestra, a formação liderada por Daniel Barenboim, e no ano seguinte à Biblioteca de Alexandria. Em 2014 distinguiu a Comunidade de Santo Egídio.

O júri é constituído por Jorge Sampaio (antigo Presidente da República), Vartan Gregorian (Carnegie Corporation, EUA), Pedro Pires (antigo presidente de Cabo Verde), princesa Rym Ali da Jordânia (fundadora do Jordan Media Institute), Sampaio da Nóvoa (antigo reitor da Universidade de Lisboa) e Mónica Bettencourt-Dias (investigadora do Instituto Gulbenkian de Ciência).

fonte:http://www.noticiasaominuto.com/pais/422708/medico-distinguido-por-tratar-mulheres-violentadas-no-congo

Vacinas contra o Ébola testadas no Reino Unido, França e Senegal

Duas novas vacinas contra o vírus ébola começaram a ser testadas no Reino Unido, em França e no Senegal, numa altura em que há sinais de um ressurgimento de casos na Libéria.

Em Inglaterra, o projeto está a ser conduzido por cientistas da Universidade de Oxford.

As vacinas-teste pertencem à Bavarian Nordic e à Johnson and Jonhson.

Há quem se tenha voluntariado para servir de cobaias humanas.

“É interessante poder fazer algo que contribui para o bem-estar de outras pessoas. Quando for desenvolvida, esta vacina vai salvar muitas vidas por isso é um privilégio estar envolvido nisso”, refere um voluntário.

A segunda fase deste projeto destina-se a testar a segurança das vacinas mas também a perceber se o sistema imunitário reage ao composto.

Os cientistas garantem que não existe vírus vivo nas vacinas teste.

O desenvolvimento de vacinas foi reforçado depois das mais de 11200 mortes no surto do ano passado na Serra Leoa, na Guiné e na Libéria.

Mas depois de ter sido declarada a vitória contra o vírus em maio, registaram-se pelo menos 2 mortos na Libéria, de um total de 30 casos nos três países, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

http://pt.euronews.com/2015/07/17/vacinas-contra-o-ebola-testadas-no-reino-unido-franca-e-senegal/

África luta contra a fraude fiscal e o fluxo ilícito financeiro

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Se você se pergunta porque um continente tão rico como o africano, apesar do crescimento econômico, continua com índices de pobreza, e desigualdade social, as respostas mais simples seriam por causa da corrupção, da frágil democracia, da violência. No entanto, há uma motivo muito mais poderoso: a fraude fiscal e o fluxo ilícito de capitais.

Os números dos movimentos ilícitos de capitais financeiros na África são impressionantes. Estimam-se que, em 2013, foram 22 bilhões de dólares, contra os 46 bilhões de dólares disponibilizados pelos governos africanos para ajuda ao desenvolvimento dos países. As estimativas revelam, por via disso, que a África perdeu mais de 854 bilhões de dólares em fluxos financeiros ilícitos entre 1970 e 2008.

Os fluxos financeiros ilícitos constituem, entre outros aspectos, transações comerciais não contabilizadas, assim como atividades criminosas caracterizadas pelo subfaturamento dos preços, fraude fiscal e falsas declarações facilitadas por cerca de 60 paraísos fiscais internacionais e jurisdições secretas, que facilitam a criação de empresas fictícias, contas anônimas e falsas fundações de caridade. Outras técnicas utilizadas integram o branqueamento de capitais, a transferência de preço e a corrupção.

Conforme relata o relatório da Comissão Econômica das Nações Unidas para África (CEA), a tendência esteve em alta ao longo do tempo e, sobretudo, durante a última década, com uma média anual de fluxos financeiros ilícitos de 50 bilhões de dólares.

“Apesar dos fluxos financeiros ilícitos serem um problema global, o seu impacto sobre o continente é grande e representa uma ameaça à governança e o desenvolvimento econômico de África”, como consta do relatório da CEA.

No seu relatório “Perspectivas econômicas para África 2010”, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) defendeu que se os capitais ilícitos tivessem sido reinvestidos no continente, a taxa de redução da pobreza teria aumentado entre 4 e 6 pontos por ano. O mesmo relatório indica que a cooperação internacional «é indispensável para o repatriamento dos fundos» que saíram de África e apela aos países do continente para melhorarem as suas práticas, erradicando aquelas que favorecem a evasão de capitais.

Na Conferência sobre Financiamento do Desenvolvimento, que ocorreu, nessa quarta-feira (15 de julho de 2015), em Adis Abeba, Etiópia, os países do Norte e do Sul dividiram-se quanto à criação de uma instância que teria a tarefa de estabelecer novas normas fiscais internacionais na luta contra os fluxos ilícitos e a fraude fiscal, especialmente as multinacionais.

Os países ricos acreditam que a OCDE, que reagrupa os 34 países mais desenvolvidos, seria a instância adequada para debater as questões fiscais internacionais e definir as regras. Eles explicaram que um novo organismo dirigido pela ONU poderia ser complicado.

O argumento foi vigorosamente contestado pelos países do G77, que reúne 134 países em desenvolvimento, conduzidos especialmente pela Índia e pelo Brasil, que exigem, como muitas ONG, um fórum Intergovernamental em que todos os países possam fazer ouvir as suas vozes.

Dada a inflexibilidade dos países do Norte, os EUA e o Reino Unido, que lideram os países em desenvolvimento, abandonaram a sua reivindicação, particularmente por causa dos apelos urgentes da Etiópia, anfitrião da conferência, que temia um fracasso da Conferência no seu território.

Diante disso, negociou-se que o Comitê de Cooperação Internacional em Matéria Fiscal, que já existe no seio da ONU como puramente consultivo, fosse agora designado “pelos governos” e selecionado “de acordo com uma distribuição geográfica equitativa”.

O compromisso retira o último obstáculo para a declaração final da reunião de Addis Abeba, que será adotada formalmente na sessão plenária.

Este plano de ação deve servir como um guia para o financiamento de novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). das Nações Unidas, com o objetivo específico de erradicação da pobreza extrema até 2030 e de promover o crescimento que respeite o meio ambiente e a luta contra as alterações climáticas.

O documento final  contém mais de 100 iniciativas concretas para melhorar as fontes de financiamento dos países emergentes e será o documento base que substituirá os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que será concluído neste ano, por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“Este acordo marca um ponto de inflexão na cooperação internacional, que fornecerá os investimentos necessários para o novo e transformador programa de desenvolvimento sustentável que será adotado a partir de setembro”, disse o secretário-geral da Conferência de Adis-Abeba, Wu Hongbo.

A “Agenda de Ação de Adis-Abeba” apresenta medidas para ampliar a base de renda, melhorar a arrecadação de impostos e lutar contra a evasão fiscal e os fluxos financeiros ilícitos, conforme o comunicado da Conferência.

No entanto, segundo várias ONGs, o documento final não propõe a criação de uma agência das Nações Unidas dedicada à luta contra a fraude fiscal, que foi o principal empecilho das negociações.

A ActionAid e a Financial Transparency Coalition denunciam que os países desenvolvidos rejeitaram esta proposta, que daria a todos as nações a mesma representação e, principalmente, permitiria aos países em vias de desenvolvimento propor reformas que favorecessem seus interesses, já que o montante perdido anualmente ultrapassa o auxílio ao desenvolvimento que recebem.

Fonte:

Capitais ilícitos atingem cifras altas. Economia & Finanças [online] 1 de julho de 2013. Disponivel no site: http://jornaldeeconomia.sapo.ao/capa/capitais-ilicitos-atingem-cifras-altas Acesso em 16 de julho de 2015.

CSOS stand with developing countries that fought hard to deliver an interconinetntal body that could help create equitable tax rules Financial Transparence Coalition. , 16 de julho de 2015. Disponivel em: http://financialtransparency.org/news/despite-setback-civil-society-more-motivated-than-ever-to-stand-in-solidarity-with-developing-countries-on-equitable-tax-body/ . Acessivel em 17 de julho de 2015

Etiópia: Países do Sul renunciam organismo de luta contra evasão fiscal. Agencia Angola Press[online] 16 de julho de 2015. Disponível no site: http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/29/Etiopia-Paises-Sul-renunciam-organismo-luta-contra-evasao-fiscal,3c86b614-93a1-49fa-999d-5f624617b690.html. Acesso em 16 de julho de 2015.

Clipping Afronews 17 de julho de 2015

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ONGs escrevem carta aberta a Eduardo dos Santos

Quatro organizações não- governamentais de defesa dos direitos humanos enviaram uma carta aberta ao chefe de Estado angolano sobre a “supressão da Liberdade de Expressão, Associação e Reunião Pacífica em Angola“.

Detenções de opositores

A carta aberta refere a “prisão arbitrária, no dia 20 de Junho de 2015, e à detenção continuada, de pelo menos 15 indivíduos reunidos para uma troca de opiniões de natureza política” e solicita a José Eduardo dos Santos que “tome medidas no sentido de repor o respeito pelo direito de liberdade de expressão, associação e reunião pacífica no país”.

“As críticas relacionadas com a governação, os protestos pacíficos e as expressões de insatisfação não constituem, em si mesmos, actos de traição”, lembra a carta assinada pelos diretores do Southern Africa Litigation Centre, Amnistia Internacional, Associação de Advogados da SADC e Front Line Defenders. “Solicitamos ainda que recorde todas as autoridades governamentais da posição do Conselho de Direitos Humanos da ONU de que os protestos públicos não devem ser considerados uma ameaça”, sublinha o texto enviado ao chefe de Estado angolano.

Vaga de prisões não impede manifestação marcada para dia 29

Esta quarta-feira, os jovens do Movimento Revolucionário denunciaram que as detenções de opositores prosseguem. A Rede Angola refere que Pedro Bunga, também conhecido como General Mc Life, foi detido na terça-feira e levado para parte incerta, elevando para 18 o número de detidos desde junho por razões políticas.

“Pedimos a liberdade de todos. Se não forem libertados, não vamos parar. Se a missão do governo é matar todos os angolanos, estamos preparados para isso. Não seremos mais humilhados. Está confirmada a manifestação para o dia 29, às 15h, no Primeiro de Maio, e não temos horário para terminar. Até ao aniversário do presidente vamos dar sequência. Não vamos aceitar que continue a gozar connosco porque isso é um abuso. Somos angolanos e todos temos direito de pensar; não pode cortar o  nosso direito de pensar”, disse à Rede Angola o ativista do Movimento Revolucionário Adolfo Campos, que já entregou a comunicação da realização do protesto ao Governo Provincial de Luanda, como a lei exige.

Também Luís Nascimento, vice-presidente do Bloco Democrático, denunciou mais duas detenções recentes nos meios militares: Zenóbio Zumba, capitão das FAA, dos serviços de Inteligência e Segurança militar, e de Osvaldo Caholo, tenente da Força Aérea Angolana. O dirigente político considera que estas detenções servem apenas para legitimar as anteriores. “O que os serviços de investigação criminal pretendem agora é juntar aos jovens detidos,  jovens militares, como o Osvaldo que já estava preso e agora o Zenóbio, isto porque em África quem é que consegue um golpe de estado sem exército?”, questionou.

http://www.esquerda.net/artigo/ongs-escrevem-carta-aberta-eduardo-dos-santos/37821

Bloco é o único partido a condenar repressão política em Angola

O Bloco apresentou um voto de condenação da repressão política em Angola. Todas as restantes bancadas parlamentares votaram contra.

PSD, PS, PCP e PEV recusaram-se a condenar a perseguição política em Angola. Na foto: Passos Coelho e o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

No dia 3 de julho de 2015, o Bloco de Esquerda apresentou, na Assembleia da República, um voto de condenação da “repressão política em Angola”, que apelava também ao fim da detenção dos jovens que protestam contra o regime de José Eduardo dos Santos.

Para além do Bloco, só um deputado do PS, Pedro Delgado Alves, votaram a favor. Todos os outros partidos, PSD, PS, CDS, PCP e PEV, votaram contra.

Leia o voto apresentado pelo Bloco de Esquerda no Parlamento

No dia 20 de junho o regime angolano deteve 13 jovens ativistas cívicos durante uma reunião onde discutiam formas de desobediência pacífica à ditadura de José Eduardo dos Santos.

Nos dias seguintes, outros dois jovens foram igualmente detidos por pertencerem a este mesmo grupo que se encontra regularmente para discutir política e intervenção cívica.

Depois de detidos a polícia revistou as suas casas sem apresentar qualquer mandato de busca. Apreendeu essencialmente livros e manuscritos como prova de que os jovens estariam envolvidos em “atos preparatórios para o cometimento de uma rebelião”.

Muitos destes jovens organizam, desde 2011, manifestações pacíficas onde exigem a demissão do Presidente Angolano, exigindo democracia e liberdade para a terra onde vivem. Desde 2011 que muitos deles são regularmente presos e espancados pelas forças repressivas do regime por desafiarem a ditadura e usarem da liberdade de expressão.

A Procuradoria-Geral da República de Angola decretou a prisão preventiva destes jovens, acusando-os de preparação de atentado mesmo na inexistência de material que sustentasse essa acusação.

A estes ativistas foram negados todos os seus direitos. O regime ignorou a presunção da inocência e manteve-os incomunicáveis durante vários dias. Aos advogados dificultaram o acesso à informação e o contato com os detidos.

Osvaldo Caholo, Afonso Matias, Albano Bingobingo, Nelson Dibango, Sedrick de Carvalho, Domingos da Cruz, Inocêncio António de Brito, Arante Kivuvu, José Gomes Hata, Luaty Beirão, Manuel Baptista Chivonde Nito Alves, Fernando Tomás, Nuno Álvaro Dala, Benedito Jeremias e Chiconda ‘Samussuku’ são os nomes dos jovens detidos por participar numa reunião e por terem em sua posse livros e manuscritos.

Esta semana, Nito Alves, um dos ativistas detidos, iniciou uma greve de fome por recear alimentar-se da comida fornecida pelos serviços prisionais, temendo pela sua vida.

Portugal conhece bem a intensa luta pela liberdade e pela democracia e tem no seu passado o exemplo de um regime cuja força residia na repressão. Conhecemos bem a justeza daqueles que se dispõem a lutar para derrubar as ditaduras que se apresentam na sua vida.

Conhecemos bem as táticas dos regimes que oprimem e reprimem e, por isso mesmo, não podemos compactuar ou ignorar. Devemos tomar uma posição firme, condenando a detenção de ativistas cívicos e pacíficos e repudiando o esmagamento dos seus direitos.

É nesse sentido que o Bloco de Esquerda apresenta este voto que é também um voto pela libertação dos jovens abusivamente detidos em Angola e é também um voto na luta pela liberdade e democracia naquele país.

http://www.esquerda.net/artigo/bloco-e-o-unico-partido-condenar-repressao-politica-em-angola/37668

Etiópia: Países do Sul renunciam organismo de luta contra evasão fiscal

Addis Abeba – Os países em desenvolvimento renunciaram quarta-feira a criação de um organismo de luta contra a evasão fiscal, sob a égide da ONU, após duras negociações com o Norte numa conferência que termina hoje, quinta-feira, em Addis Abeba, segundo um documento obtido pela AFP.

Nesta conferência sobre o financiamento do desenvolvimento, países do Norte e do Sul, dividiram-se sobre a criação desta instância, que teria a tarefa de estabelecer novas normas fiscais internacionais na luta contra os fluxos ilícitos e a evasão fiscal, especialmente as multinacionais.

Os países ricos acreditam que a OCDE, que reagrupa os 34 países mais desenvolvidos, é uma instância adequada para debater as questões fiscais internacionais e definir as regras. Eles explicaram que um novo organismo dirigido pela ONU poderia ser complicado.

O argumento foi vigorosamente contestado pelos países do G77, que reúne 134 países em desenvolvimento, conduzidos especialmente pela Índia e pelo Brasil, que exigem, como muitas ONG, um fórum Inter-governamental em que todos os países podem fazer ouvir as suas vozes.

Dada a inflexibilidade dos países do Norte, os EUA e o Reino Unido a liderar, os países em desenvolvimento abandonaram a sua reivindicação, particularmente por causa dos apelos urgentes da Etiópia, anfitrião da conferência, que teme um fracasso da Conferência no seu território.

O texto final, obtido pela AFP, acorda apenas que os peritos do modesto Comité de Cooperação Internacional em Matéria Fiscal, que já existe no seio da ONU em título puramente consultivo, sejam agora designados “pelos governos” e selecionados “de acordo com uma distribuição geográfica equitativa”.

O compromisso retira o último obstáculo para a declaração final da reunião de Addis Abeba, que será adotada formalmente nesta hoje em sessão plenária.

Este plano de ação deve servir como um guia de mapa para o financiamento de novas metas de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas (ODD) com o objectivo específico de erradicação da pobreza extrema até 2030 e de promover o crescimento que respeite o meio ambiente e a luta contra as alterações climáticas.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/29/Etiopia-Paises-Sul-renunciam-organismo-luta-contra-evasao-fiscal,3c86b614-93a1-49fa-999d-5f624617b690.html

Santa Sé promove encontro sobre extração mineira

A Santa Sé através do Conselho Pontifício Justiça e Paz vai realizar em Roma, nos próximos dias 17, 18 e 19 de julho (sexta-feira, sábado e domingo), uma jornada de reflexão e debate sobre a atividade de extração mineira.

“Unidos a Deus, ouçamos um grito” é o título do evento, que contará com representantes de comunidades onde se desenvolve a atividade mineira, provenientes de países de África, da Ásia e da América.

Estes dias de reflexão serão realizados à porta fechada, para favorecer um momento de partilha de experiências, testemunhos e de propostas para futuras ações por parte da Igreja e das próprias comunidades.

Participarão também cerca de 15 representantes de Conferências Episcopais, Congregações e redes como a Caritas, a CIDSE e a Iglesias y Minería.

Com este encontro, o Conselho Pontifício da Justiça e da Paz pretende dar maior visibilidade às situações de violência e intimidação, de ilegalidade e de corrupção, de poluição e violação dos direitos humanos ligados à extração mineira. Para isso, espera interpelar os responsáveis políticos, as administrações públicas, os empresários e investidores para que ouçam o grito dos oprimidos e o grito da terra, à luz da Encíclica Laudato si’, do Papa Francisco.

Presidirá os trabalhos o Cardeal Peter Turkson, Presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz. (RS)

Testo di lancio: “Unidos a Deus, ouçamos um grito”, é o título de um evento que contará com representantes de comunidades onde se desenvolve a atividade mineira, provenientes de países de África, da Ásia e da América

A Santa Sé através do Conselho Pontifício Justiça e Paz vai realizar em Roma, nos próximos dias 17, 18 e 19 de julho (sexta-feira, sábado e domingo), uma jornada de reflexão e debate sobre a atividade de extração mineira.

“Unidos a Deus, ouçamos um grito” é o título do evento, que contará com representantes de comunidades onde se desenvolve a atividade mineira, provenientes de países de África, da Ásia e da América.

Estes dias de reflexão serão realizados à porta fechada, para favorecer um momento de partilha de experiências, testemunhos e de propostas para futuras ações por parte da Igreja e das próprias comunidades.

Participarão também cerca de 15 representantes de Conferências Episcopais, Congregações e redes como a Caritas, a CIDSE e a Iglesias y Minería.

Com este encontro, o Conselho Pontifício da Justiça e da Paz pretende dar maior visibilidade às situações de violência e intimidação, de ilegalidade e de corrupção, de poluição e violação dos direitos humanos ligados à extração mineira. Para isso, espera interpelar os responsáveis políticos, as administrações públicas, os empresários e investidores para que ouçam o grito dos oprimidos e o grito da terra, à luz da Encíclica Laudato si’, do Papa Francisco.

Presidirá os trabalhos o Cardeal Peter Turkson, Presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz. (RS)

Testo di lancio: “Unidos a Deus, ouçamos um grito”, é o título de um evento que contará com representantes de comunidades onde se desenvolve a atividade mineira, provenientes de países de África, da Ásia e da América

A Santa Sé através do Conselho Pontifício Justiça e Paz vai realizar em Roma, nos próximos dias 17, 18 e 19 de julho (sexta-feira, sábado e domingo), uma jornada de reflexão e debate sobre a atividade de extração mineira.

“Unidos a Deus, ouçamos um grito” é o título do evento, que contará com representantes de comunidades onde se desenvolve a atividade mineira, provenientes de países de África, da Ásia e da América.

Estes dias de reflexão serão realizados à porta fechada, para favorecer um momento de partilha de experiências, testemunhos e de propostas para futuras ações por parte da Igreja e das próprias comunidades.

Participarão também cerca de 15 representantes de Conferências Episcopais, Congregações e redes como a Caritas, a CIDSE e a Iglesias y Minería.

Com este encontro, o Conselho Pontifício da Justiça e da Paz pretende dar maior visibilidade às situações de violência e intimidação, de ilegalidade e de corrupção, de poluição e violação dos direitos humanos ligados à extração mineira. Para isso, espera interpelar os responsáveis políticos, as administrações públicas, os empresários e investidores para que ouçam o grito dos oprimidos e o grito da terra, à luz da Encíclica Laudato si’, do Papa Francisco.

Presidirá os trabalhos o Cardeal Peter Turkson, Presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz. (RS)

http://pt.radiovaticana.va/news/2015/07/16/santa_s%C3%A9_promove_encontro_sobre_extra%C3%A7%C3%A3o_mineira/1158839

Brasil inaugura fábrica de computadores e tablets em Ruanda

São Paulo – A Positivo BGH inaugura nesta quarta-feira (15) sua fábrica em Kigali, em Ruanda, projeto que marca a chegada da empresa ao continente africano.

Os primeiros computadores e tablets feitos na planta fazem parte dos 750.000 equipamentos que a companhia se comprometeu a fornecer ao Ministério da Educação do país, por meio de um acordo firmado há oito meses.

Os aparelhos devem ser entregues ao longo de cinco anos e serão destinados aos estudantes de ensino fundamental e médio de Ruanda.

A nova unidade ocupa uma área de 7.500 metros quadrados e tem capacidade para produzir 60.000 itens por mês.

“Enxergamos a África como um mercado muito interessante para ofertarmos tecnologia de qualidade a preços acessíveis, com já fazemos no Brasil, Argentina e Uruguai”, disse Hélio Bruck, presidente da Positivo no Brasil, em nota.

“Os produtos vão competir de forma justa no mercado local por serem feitos em Ruanda”, completou.

Segundo ele, a prioridade da empresa é atender à parceria com o governo do país, mas há planos de alcançar os consumidores finais por meio de vendas diretas e varejo.

“Também buscaremos ofertar mais dispositivos em Ruanda, como smartphones, e avaliamos ingressar em outros países africanos que estão atraindo consistente investimento estrangeiro”, afirmou o executivo.

A Positivo BGH é uma joint-venture formada pela brasileira Positivo e a argentina BGH.

fonte:http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/positivo-inaugura-fabrica-de-notebooks-e-tablets-na-africa

Positivo começa a produzir computadores e tablets na África

A Positivo BGH, parceria entre a fabricante brasileira de computadores e o grupo argentino BGH, inaugurou sua fábrica em Kigali (Ruanda). O movimento marca a entrada da companhia no continente africano.

Os primeiros tablets e PCs que saem das linhas de produção fazem parte do acordo firmado com o Ministério da Educação de Ruanda para contratação de um volume mínimo de 750 mil dispositivos, com cronograma de entregas distribuído ao longo de cinco anos.

“Enxergamos a África como um mercado muito interessante […] e estamos confiantes no sucesso dessa iniciativa do governo ruandês”, afirmou Hélio Bruck Rotenberg, presidente da Positivo no Brasil.

Em uma área de 7,5 mil metros quadrados, a planta fabril nasce com capacidade produtiva nominal de 60 mil dispostivos por mês.

O incentivo ao desenvolvimento social e à educação são prioridades para o governo local, com engajamento do setor privado. O treinamento dos colaboradores começou em junho, com cerca de 90% da mão de obra de ruandeses.

“Nossa ideia é a transferência de conhecimento para a população, integrando-a nesta e em outras unidades que poderão ser construídas em um futuro próximo na África. Nossa prioridade é atender ao cronograma de governo, mas estamos nos preparando para alcançar consumidores finais por meio de vendas diretas e do varejo”, adicionou.

A companhia também planeja ofertar smartphones no mercado de Ruanda. Além disso, avalia a possibilidade de ingressar em outros países africanos que estão atraindo consistente investimento estrangeiro.

http://computerworld.com.br/positivo-comeca-produzir-computadores-e-tablets-na-africa

ANGOLA

Acerto de mecanismos da conversão monetária ENTRE Angola e Namíbia

Os governos provinciais do Cunene e da região de Ohangwena, na Namíbia, avaliaram segunda-feira em Oshikango o acordo de conversão monetária entre os bancos centrais dos dois países, em vigor desde 18 de Junho deste ano.

“Estamos aqui para em conjunto resolvermos os problemas decorrente da conversão cambial para que seja feita de forma harmoniosa e legal, conforme mandam as normas e preservarmos o espírito e a letra dos acordos assinados”, disse segunda-feira o governador provincial do Cunene.

António Didalelwa disse ser necessário uma discussão aberta, auscultação dos principais problemas das comunidades, sobretudo da província do Cunene, e criar mecanismo de fiscalização do transporte do kwanza, através da exigência de uma declaração sobre a proveniência dos valores para evitar processos ilícitos.

Os participantes sugeriram ao Banco Nacional de Angola (BNA) que crie mecanismos que permitam o regresso do kwanza depositado no território da Namíbia, de modo a que os bancos comercias tenham  liquidez.

O governador da região de Ohangwena, Usko Nghaamwa, referiu “o interesse de trabalhar em conjunto para  se ultrapassarem os pequenos constrangimentos de processo”.

No encontro participaram autoridades governamentais dos dois países, responsáveis das Alfândegas, da polícia, dos serviço de migração, de instituições bancárias e de casas de câmbios.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/acerto_de_mecanismos_da_conversao_monetaria

Conflitos conjugais revistos em palco

O grupo de teatro Henda Yame estreia hoje em Luanda, na Liga Africana, a peça “O Cúmulo”, drama sobre um casal que após dez anos de vida em comum começa a ter problemas devido à falta de diálogo.

Durante a história, interpretada em 55 minutos, ambos começam a odiar-se na sequência do sofrimento causado pela solidão, que proporciona o adultério. O encenador, Jackson Sebastião, disse ao Jornal de Angola que a peça, apesar de tudo, também mostra os momentos de alegria marcados pelo amor e o respeito que os motivou a casarem ainda jovens.

O encenador afirmou que na peça é feita igualmente uma abordagem crítica à desestruturação das famílias angolanas, que acaba em violência.

http://jornaldeangola.sapo.ao/cultura/teatro/conflitos_conjugais_revistos_em_palco

Depósitos nos bancos angolanos vão ter fundo de garantia

A nova lei de bases das instituições financeiras de Angola vai obrigar os bancos comerciais que operam no país a contribuir para um fundo de garantia de depósitos, medida que «visa proteger os depositantes e o sistema financeiro nacional».

Em causa está a lei 12/15, que, após vários meses de discussão, entrou em vigor a 17 de junho, definindo no artigo 69 a criação deste fundo «com o objetivo de garantir o reembolso de depósitos constituídos nas instituições financeiras que nele participem».

O mesmo artigo da nova lei de bases das instituições financeiras de Angola sublinha ainda que «compete ao titular do poder executivo (presidente da República) a sua criação», sem, porém, definir regras do seu funcionamento ou os montantes que serão garantidos pelo fundo.

http://www.abola.pt/africa/ver.aspx?id=560227

Moçambique

Moçambique: Presidente moçambicano inicia hoje visita de Estado a Portugal

Lisboa – O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, inicia hoje, quinta-feira, formalmente uma visita de Estado a Portugal, a convite do seu homólogo português Aníbal Cavaco Silva.

O programa oficial da visita começa com a deposição de uma coroa de flores no túmulo de Luís de Camões, após o que o chefe de Estado moçambicano, acompanhado da mulher, é recebido no Palácio de Belém, seguindo-se uma reunião de trabalho entre os dois presidentes.

Esta visita é a primeira que o chefe de Estado moçambicano, empossado a 15 de Janeiro, realiza fora do continente africano.

Ainda hoje, Filipe Nyusi tem encontros marcados com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e com a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves.

Após uma cerimónia de entrega das Chaves da Cidade de Lisboa pelo presidente da Câmara Municipal, Fernando Medina, o programa termina com um jantar de Estado.

O presidente de Moçambique, que integra na comitiva membros do seu governo, deputados e empresários, tem um Fórum de Negócios previsto no programa de sexta-feira.

Programada está ainda uma visita à exposição “1975-2015 – Retrospectiva 40 anos da Independência de Moçambique – Artistas Moçambicanos em Portugal”.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/29/Mocambique-Presidente-mocambicano-inicia-hoje-visita-Estado-Portugal,ddbe9fa9-9375-47a0-8270-2062ecffa583.html

Niassa: 2 tanzanianos e 1 moçambicano condenados por caça ilegal de elefantes

O Tribunal judicial da província de Niassa condenou a dez anos de prisão maior, dois tanzanianos e um moçambicano pelo seu envolvimento na caça ilegal de elefantes, na Reserva do Niassa.

Os três foram neutralizados na pose de uma arma de fogo com as respectivas munições e 12 pontas de marfim, resultantes do abate de 6 elefantes na reserva.

Segundo a sentença proferida, a viatura usada para a caça, a arma de fogo, bem como as pontas de marfim,  ficam revertidos  a favor do Estado.

O tribunal judicial condenou ainda outros três réus; dos quias dois tanzanianos e um moçambicano por crime de caça ilegal na reserva do Niassa. (RM Niassa)

http://www.rm.co.mz/index.php/component/k2/item/12656-niassa-2-tanzanianos-e-1-mocambicano-condenados-por-caca-ilegal-de-elefantes

Quinze toneladas de pedras preciosas e semipreciosas apreendidas no norte de Moçambique

Quinze toneladas de pedras preciosas e semipreciosas foram apreendidas num caminhão que viajava da província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, para a Tanzânia, anunciou a polícia moçambicana.

De acordo com o porta-voz do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, citado hoje pela imprensa moçambicana, as pedras tinham como destino a Tanzânia, país vizinho, e foram exploradas ilegalmente na província de Manica, no centro do país.

A apreensão foi feita quando o camião atravessava um posto de controlo na localidade de Silva Macua, no distrito de Metuge, e o motorista foi imediatamente detido, mas o proprietário da mercadoria ainda não foi localizado, segundo as informações da polícia.

As autoridades moçambicanas criaram uma equipa multissectorial, que inclui o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, para investigar o caso.

http://www.dnoticias.pt/actualidade/mundo/528163-quinze-toneladas-de-pedras-preciosas-e-semipreciosas-apreendidas-no-norte-d

Guine Bissau

Primeiro-ministro de Cabo Verde na Guiné-Bissau

José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde, e Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro da Guiné-Bissau

José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde, e Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro da Guiné-Bissau

Gabinete de imprensa do Primeiro-ministro guineense

RFI

O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, está de visita oficial à Guine-Bissau até 19 de Julho. Ao primeiro dia da deslocação, José Maria Neves anunciou que vai apoiar a reforma do sector da Defesa e Segurança da Guiné-Bissau

http://www.portugues.rfi.fr/cabo-verde/20150716-primeiro-ministro-de-cabo-verde-na-guine-bissau

Africa do Sul

Desmond Tutu está hospitalizado

O Nobel da Paz sul-africano Desmond Tutu, de 83 anos, foi hospitalizado devido a uma “infecção persistente”, informaram hoje jornais locais.

Apesar da sua retirada formal da vida pública, em 2010, e dos problemas de saúde que tem enfrentado, Tutu é muitas vezes considerado como o guia moral da África do Sul, em razão de sua postura crítica e franca face à injustiça, seja no território sul-africano como a nível internacional.

Em dezembro último, Tutu, uma das figuras centrais do movimento contra o racismo, cancelou a sua participação num encontro dos ganhadores do Prêmio Nobel, em Roma. Ele iniciou um novo tratamento oncológico, devido a um problema na próstata.

http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/2015/07/15/noticiasmundo,3470282/nobel-da-paz-desmond-tutu-e-internado-na-africa-do-sul.shtml

Nigéria

Ataques do grupo islamita Boko Haram matam dezenas na Nigéria

Pelo menos 30 pessoas morreram em três localidades do país.

Algumas das vítimas foram degoladas, segundo a polícia.

Trinta pessoas morreram em ataques realizados pelo grupo islamita Boko Haram em três localidades do nordeste de Nigéria, anunciaram nesta quarta-feira (15) autoridades locais.

Membros do grupo islamita armado mataram dezenas de pessoas, algumas delas degoladas, em um ataque realizado na sexta-feira passada contra quatro aldeias do nordeste da Nigéria, informou a polícia na terça-feira.

Por ora, o balanço de mortos não pôde ser determinado com precisão. A informação sobre o ataque também demorou a ser divulgada devido à distância da região.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/ataques-do-grupo-islamita-boko-haram-matam-dezenas-na-nigeria.html

Burundi

Burundi: Chegada ministro ugandês da Defesa para continuar mediação

Bujumbura – O ministro ugandês da Defesa, Crispus Kiyonga, chegou hoje, quinta-feira, em Bujumbura para representar o seu presidente, Yoweri Museveni, e a sua mediação entre os diferentes actores da crise burundesa, anunciou o chefe da diplomacia do Burundi.

“O ministro acaba de chegar de avião ao meio-dia (10h00 TMG – 11h00 de Angola )”, disse à AFP o ministro burundês dos Negócios Estrangeiros, Aimé – Alain Nyamitwe, sem puder dar detalhes do seu programa.

Um delegado da sociedade civil indicou à AFP que as delegações devem  reunir-se com o mediador no início da tarde num hotel em Bujumbura.

O calendário, as modalidades e os pontos de ordem das conversações não foram imediatamente conhecidas.

O Presidente Museveni, mandatado pelos países da Comunidade do Leste Africano (EAC) para tentar resolver a crise nascida no final de Abril sobre o pedido do presidente burundês, Pierre Nkurunziza, de se candidatar para um terceiro mandato.

Museveni já tinha recebido terça e quarta-feira os diferentes actores do campo presidencial, a oposição e a sociedade civil, bem como dois ex-chefes de Estado do Burundi.

Ele deixou o Burundi na quarta-feira garantindo que o seu ministro da Defesa iria continuar quinta-feira com as discussões, após a obtenção das partes de um compromisso de negociar “sem interrupção”.

Mas o tempo programado para as presidenciais é o dia 21 de Julho, a oposição pretende boicotar, o mesmo feito com as legislativas e municipais de 29 de Junho.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/29/Burundi-Chegada-ministro-ugandes-Defesa-para-continuar-mediacao,74a098ba-c627-4e74-ba9b-851b14bcd719.html

Burundi/Crise: Museveni regressa confiante da sua mediação deixa o ministro da Defesa no seu lugar

Bujumbura – O Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, deixou terça-feira a tarde as negociações sobre a crise burundesa, confiando em seguida a mediação ao seu ministro da Defesa, Crispus Kiyonga, noticia hoje, quarta-feira, a AFP.

O chefe de Estado ugandês, mandatado pelos países da África de Leste para tentar desanuviar a crise nascida com a candidatura do Presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza a um terceiro mandato, recusou a dar detalhes sobre as discussões iniciadas terça-feira em Bujumbura com o campo presidencial, a oposição e a sociedade civil.

Mas, ele assegurou que o “partido no poder no Burundi, os partidos da oposição e a sociedade civil acordaram negociar intensamente, sem interrupção e prontamente para encontrar um acordo”.

Em seguida Museveni deixou o hotel Bel Air onde se realizam as negociações. O seu ministro da Defesa, Crispus Kiyonga, deve tomar as rédeas das discussões até quinta-feira.

“As pessoas conversaram e trocaram pontos com franqueza, o que é positivo”, explicou o principal conselheiro da comunicação do presidente burundês, Willy Nyamitwe, recusando dar mais pormenores.

No lado da oposição, Agathon Rwasa, principal adversário político de Nkurunziza, estimou que “de uma maneira global (…) todo o mundo está satisfeito porque houve um desbloqueio”.

Sublinhou que há alguns tempos para cá, o diálogo parecia impossível. “A partir da amanhã (…) vamos negociar para encontrar uma saída para crise que é nossa. (…) Não há um assunto tabu, tudo dever ser posto na mesa das negociações”.

Yoweri Museveni foi mandatado no início de Julho pela Comunidade Leste-Africana (Rwanda, Burundi, Quénia, Uganda, e Tanzânia) para tentar desanuviar a crise misturada de violência mortífera, que eclodiu em finais de Abril deste ano com a oficialização da candidatura à presidência, num escrutínio previsto para 21 de Julho deste ano.

A oposição e a sociedade civil julgam esse terceiro mandato inconstitucional e contrário ao espírito do Acordo de Arusha que pôs fim a longa guerra civil burundesa (1993-2006 que causou 300.000 mortos).

Desde finais de Abril, a perspectiva do terceiro mandato desencadeou uma contestação popular violenta reprimida à força pela polícia, motivando deste modo, um golpe de Estado abortado em meados de Maio, dando lugar no fim-de-semana combates entre exército e os antigos golpistas.

Mais de 80 pessoas foram mortas nas violências ligadas a crise e pelo menos 150 mil burundeses refugiaram-se do clima pré-eleitoral seguindo para os países vizinhos, Rwanda, Tanzânia, República Democrática do Congo.

A oposição boicotou as legislativas e as comunais que abriram a 29 de Junho o ciclo geral das eleições gerais burundeses e entende que proceder do mesmo modo para as presidenciais do Março de 2016.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2015/6/29/Burundi-Crise-Museveni-regressa-confiante-sua-mediacao-deixa-ministro-Defesa-seu-lugar,417f83e9-8ef7-4c2f-9ccd-e7f0c57e5c15.html

África. O novo destino das produtoras de roupa com custos (ainda mais) baixos

Aumentaram os custos de produção têxtil na Ásia. À procura de novas alternativas, os fabricantes de roupa olharam para África. Aí, os salários são ainda mais reduzidos e o tempo de produção menor.

http://observador.pt/2015/07/15/africa-novo-destino-das-produtoras-roupa-custos-ainda-baixos/

VOLUNTARIADO VIRA NEGÓCIO NA ÁFRICA

ALGUMAS ENTIDADES COBRAM DOS VOLUNTÁRIOS 350 EUROS POR MÊS, PREÇO QUE INCLUI TAXA DE INSCRIÇÃO E MANUTENÇÃO, ALÉM DA PASSAGEM DE AVIÃO E DOS GASTOS COM O VISTO

Cada vez mais jovens querem dar um novo sentido a suas férias, pegam a mochila e aterrissam em qualquer ONG da África para ajudar durante algumas semanas. Para isso é preciso tempo, empatia, esperança… e muito dinheiro.

Várias ONGs detectaram um lucrativo negócio nesta crescente necessidade de ajuda, e agora fomentam um voluntariado disposto a pagar para financiar seus projetos perante a diminuição de ajudas públicas.

“Elas se voltaram a captar voluntários, a criar projetos em torno deles e se financiar com as cotas que são cobradas”, explicou à Agência Efe Laura Carmona, especialista em cooperação internacional para o desenvolvimento na África Subsaariana.

Entidades como Children of Africa, um exemplo que representa dezenas, cobra dos voluntários 350 euros por mês, preço que inclui taxa de inscrição e manutenção, além da passagem de avião e dos gastos com o visto.

“O voluntariado se transformou em um negócio que nada tem a ver com a cooperação internacional. Parece que só importa o dinheiro e que, portanto, é dirigido a pessoas que podem pagar”, lamentou Carmona.

Este modelo atrai voluntários mais interessados em viver experiências e impor conhecimentos do que em compreender uma comunidade local e tentar apoiá-la.

“O voluntário é uma pessoa não remunerada e não especialista no campo, o que afeta a incidência dos projetos e as comunidades locais, que veem estrangeiros poderosos que desconhecem a idiossincrasia local e que acreditam saber do que os locais necessitam”, criticou a especialista.

A visão dos principais envolvidos, os voluntários, é diferente. Alguns entendem que é justo pagar por seu alojamento e manutenção, enquanto outros opinam que seu trabalho, pelo qual não recebem nenhum salário, deve cobrir pelo menos este parágrafo.

“Colaborei em um centro hospitalar exercendo a medicina e a ONG cobria minhas despesas, é algo que me parece fundamental, pois ofereci um trabalho profissional de forma voluntária”, comentou a esponhola Ana Gutierrez, que coopera com a Fundação Pablo Horstmann na Etiópia.

“Cerca de 75 euros por semana acho que é um preço justo porque 35% são destinados a cobrir meu alojamento e minha dieta. Trabalhamos com muitas crianças e de alguma maneira é preciso financiá-las”, opinou Zaida González, voluntária no orfanato queniano Chazon.

Esta forma de financiamento das ONG tem uma sustentabilidade caduca, já que os projetos só poderão ser mantidos enquanto houver voluntários.

Outro modelo de cooperação que prolifera são as chamadas “férias solidárias”, uma combinação de visitas turísticas ao país acompanhadas de um trabalho voluntário nos projetos da ONG que são organizados.

Vanesa Lozano, da ONG Africa Sawabona com sede no Senegal, defende este modelo perante a progressiva redução de contribuições públicas. “O simples fato de viajar é uma escola. Conhecer outros estilos de vida te enriquecem como pessoa”, opinou à Agência Efe.

No entanto, para Carmona, o resultado é o mesmo. “Os viajantes financiam um projeto que não conhecem a fundo. São pessoas não selecionadas que caem nas comunidades de paraquedas”.

Consciente da necessidade das ONG e da sincera vontade de muitos dos jovens que embarcam nestas altruístas aventuras, Lozano acredita que uma maior formação por parte das ONG aos voluntários melhoraria a experiência de forma bidirecional.

“Da mesma forma que com o voluntariado, férias solidárias com um bom acompanhamento e formação por parte da organização pode dar um sentido a este tipo de viagem, convidando as pessoas a se aprofundarem mais e conhecer os contextos que levaram às necessidades”, propôs.

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Visao/noticia/2015/07/voluntariado-vira-negocio-na-africa.html

Libéria

Ébola ressurgiu na Libéria e já fez dois mortos

As autoridades da Libéria anunciaram a morte de um doente pelo vírus do ébola, a segunda morte após a doença ter voltado a ser registada no país.

Este é o sexto caso confirmado de ébola desde que o vírus reapareceu no final de junho na Libéria, disse à rádio o chefe da unidade nacional de crise contra o ébola, Francis Karteh.

“Atualmente temos quatro casos (tratados), o que perfaz um total de seis casos confirmados no país, de entre os quais se registaram duas mortes”, disse.

A última vítima, identificada como tendo estado em contacto com um dos recentes doentes, foi seguida pelas autoridades de saúde, afirmou Karteh, acrescentando que o doente tentou esconder o problema às autoridades tomando medicamentos para baixar a febre, tendo sido transportado já em estado crítico para um centro de tratamento do vírus em Monróvia, onde morreu.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a Libéria oficialmente livre do vírus a 9 de maio, 42 dias – o dobro do período máximo de incubação – após o enterro do último caso conhecido.

Porém, no final de junho, um adolescente de 17 anos morreu devido a febres hemorrágicas depois de ter contagiado outras pessoas.

Estes últimos casos foram registados numa cidade da região costeira de Margibi, perto do aeroporto internacional que serve a capital, que dista cerca de 60 quilómetros.

Francis Karteh receia o regresso da epidemia, e apelou às pessoas que estiveram em contacto com os doentes “para serem responsáveis”, para garantir a erradicação da doença.

O surto de ébola na África Ocidental, a mais grave desde a identificação do vírus na África Central, em 1976, e em dezembro de 2013 no sul da Guiné-Conacri, já causou mais de 11.200 mortes em 27.500 casos segundo um balanço da OMS, embora considerado subvalorizado.

Mais de 99% das vítimas encontram-se na Guiné, na Serra Leoa e na Libéria, a mais afetada, com cerca de 4800 mortos.

https://www.facebook.com/pages/Africa/667553049976095

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.