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Akinwumi Adesina, o novo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento

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Akinwumi Adesina, nigeriano, foi eleito novo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), depois de vencer grandes pesos pesados da economia africana.

Usando uma gravata borboleta, que é uma das marcas de seu estilo, o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Nigéria propicia um grande impulso para as ambições geopolíticas da Nigéria.

Oito candidatos foram submetidos a uma renhida disputa e depois de quatro rodadas permaneceram três competidores: o nigeriano Akinwumi Adesina , de Cabo Verde, a primeira e única mulher a disputar a presidência, Cristina Duarte e Kordje Bedoumra. Saiu vencedora a Nigéria.

O candidato nigeriano obteve 58,10% depois de seis rodadas de votação, enquanto Bedoumra Kordje, segundo mais votado alcançou 31,62%.  Cristina Duarte ficou-se pelos 10,27%.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) foi criado em 04 de agosto de 1963. BAD  é constituído pelo Fundo Nigeria Trust (NTF) e o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF). Um dos objetivos do Banco é apoiar o desenvolvimento do continente, reduzir a pobreza,  combater às doenças, e construir parcerias globais.

O Banco Africano de Desenvolvimento é uma organização composta por dois grupos. Todos os países africanos são considerados membros regionais. Outros participantes, que existem fora do continente Africano, são considerados membros não regionais. BAD afirma explicitamente que seu principal objetivo é facilitar o progresso econômico e social de seus países membros regionais. Tem 76 estados-membros, dos quais 25 são países não-africanos. Entre os países não Africanos estão o Brasil, EUA, China e os países europeus.

A sede oficial do BAD  fica em Abidjan, capital da Costa do Marfim, com escritórios na Nigéria, Etiópia e Camarões, Guiné, no Quênia, em Marrocos e no Zimbabwe.

O candidato vencedor precisa de pelo menos 50,01% de ambos os votos regionais e não regionais. Estes últimos são os membros que não são da África e representam 40% dos votos. Entre eles incluem os EUA, China, Japão e uma série de países europeus e foram trazidos em 1982 para ajudar a aumentar a base de capital do banco, que na época estava carente de dinheiro.

Os nigerianos estão desfrutando de um bom momento politico, apesar da  triste existência do grupo extremista Boko Haram, com a eleição do presidente  Muhammadu Buhari, a primeira vitória da oposição na Nigéria e com o gesto de Goodluck Jonathan que aceitou a derrota, deixando todos nigerianos orgulhosos.

O ministro das Finanças da Nigéria, Ngozi Okonjo- imediatamente twittou “Grande notícia! Da Nigéria Akin Adesina ganhou a presidência do BAD após a nossa forte campanha! Grande campanha! Grande candidato! ”

A vitória de Adesina, sinalizou um triunfo e uma mudança significativa geopolítica no continente. Até recentemente, era costume que as grandes nações africanas, as mais ricas, mantivessem os países menores felizes ao ceder a liderança dos organismos continentais.

A primeira grande ruptura veio em 2012, quando Nkosazana Dlamini-Zuma, da África do Sul, que é um dos países mais ricos do continente, foi eleita presidenta da Comissão da União Africana. Agora, temos o exemplo da Nigéria  nação mais populosa e que investiu fortemente na eleição da presidência do BAD.

Mas afinal quem é o novo presidente do BAD, o nigeriano  Akinwumi Adesina?

Adesina tem mais de 24 anos de experiência na agricultura africana e em políticas de desenvolvimento e de desenvolvimento rural dos nigerianos. Apesar de injeções maciças de subsídios, a produtividade continua a ser baixa, com muitas preocupações sobre a eficácia dos programas existentes.

Ele trabalhou em posições de pesquisa de alto nível em centros internacionais de pesquisa agrícola do Grupo Consultivo sobre Pesquisa Agrícola Internacional. Ele entrou para a Fundação Rockefeller, em Nova York, como um cientista sênior para a África em 1998 e mais tarde serviu na Fundação Rockefeller no cargo de representante para a África Austral, com sede em Harare, Zimbabwe (1999-2003).

Ele é consultor para questões de desenvolvimento agrícola para África para o Fórum Econômico Mundial, Banco Mundial e Banco Africano de Desenvolvimento, entre outras instituições.

Dr Adesina foi o principal  organizador da Cúpula de Chefes de Estado da África para  fertilizantes, em 2006. Ele foi fundamental na elaboração de políticas de saúde do solo adotadas por mais de 40 governos africanos, por indicação da Nova Parceria de Desenvolvimento Africano (NEPAD) da união Africana, e por outras instituições líderes de desenvolvimento globais. Mr. Adesina trabalhou em cargos seniores de liderança na pesquisa IITA, WARDA e ICRISAT. Em julho de 2007,  recebeu o Prêmio YARA – Revolução Verde  Africana, em Oslo, por seu trabalho pioneiro com insumos agrícolas e agro-redes de concessionários na África.

Em 2009, o Sr. Adesina foi nomeado para Consultor de Objetivos de Desenvolvimento do Milénio das Nações Unidas (ODM) com apoio do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon que o descreveu como uma “personalidade eminente ” mostrou uma liderança de destaque na promoção da implementação dos ODM. Dr Adesina tem PhD em Economia Agrícola pela Universidade de Purdue (EUA).  É casado e têm dois filhos, Rotimi e Segun.

Um dos conselhos que recebeu de seu pai, que é agricultor foi: “Se você se tornar alguém importante . aproveite a oportunidade para ajudar os pobres”

Adesina aproveitou o conselho e tem pelo menos no discurso trabalhado para  eliminar a pobreza da África através do aumento da produtividade agrícola de seu país de origem. “Eu estou correndo contra o tempo, e devo fazer as coisas acontecerem muito rapidamente”, diz Adesina.

“A pobreza na África não deve ser gerenciada, mas eliminada.”

Em um depoimento sobre sua vida informou que veio de uma família humilde:

“Muitos de vocês podem não saber que eu vim de uma família pobre. Eu frequentei uma escola da aldeia. Meu pai e avô trabalharam como camponeses em fazendas de outras pessoas. Meu pai não sabia ler e escrever até  os 15 anos, quando um dos seus tios o levou para Lagos, onde ele foi para Igbobi College e mais tarde, conseguiu um emprego como funcionário público. Foi assim que fui educado”.

Akinwumi Adesina foi eleito presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Não é da área financeira, mas especialista em desenvolvimento agrícola, Sua visão é baseada na descentralização e em continuar o reforço do apoio às iniciativas privadas. Como proposta, disse apoiar o crescimento inclusivo e que a instituição deve se concentrar em setores de alto impacto, tais como infraestrutura e agricultura. Também será essencial para convencer o setor privado a investir mais no continente. Esta, segundo Adesina, é a chave a criação de postos de trabalho.

Ele pretende reformar o corpo administrativo do BAD, e dar mais eficiência na implementação dos projetos:

“O trabalho do BAD deve ter um impacto nos países, e eu pretendo aprofundar o processo de descentralização. BAD precisa estar mais perto de seus clientes para entender melhor suas necessidades. Hoje, os países africanos podem recorrer a várias outras fontes de financiamento. Mas o Banco deve continuar a ser a sua primeira escolha, quer em termos de acesso ao financiamento ou ao aconselhamento. Eu quero melhorar significativamente a eficiência operacional do banco, reduzir o tempo entre a seleção de projetos e sua implementação. BAD precisa ser mais flexível, com melhor equipe mais qualificada e bilíngue.” Entrevista no Le monde Afrique)

Pretende promover o crescimento inclusivo através do desenvolvimento do setor privado, estimulando a integração regional, a construção de infraestruturas e apoiar as boas governanças pontos considerados prioritários para o BAD

Referência Bibliográfica

ADESINA, Akinwumi.Building on the successes of the African development Bank and positioning to effectively address emerging challenges.- African Development Bank Group.  Disponível no site http://www.afdb.org/fileadmin/uploads/afdb/Documents/Generic-Documents/Akinwumi_A._ADESINA_Vision_Statement.pdf. .Acesso em 31 de maio de 2015.

Akinwumi Adesina : « La Banque africaine de développement doit rester le premier choix des Africain. Le Monde Afrique. 13 de maio de 2015. Disponível no site

http://www.lemonde.fr/afrique/article/2015/05/13/akinwumi-adesina-la-banque-africaine-de-developpement-doit-rester-le-premier-choix-des-africains_4633033_3212.html

Acesso no dia 31 de maio de 2015.

Akinwumi Adesina, novo presidente do BAD. Radio de Moçambique [online], 29 de maio de 2015. Disponível em: http://www.rm.co.mz/index.php/component/k2/item/11593-akinwumi-adesina-novo-presidente-do-bad. Acesso no dia 31 de maio de 2015.

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Cumbica: Novo Barajas? Africanos, Cuidado com Guarulhos!!

O aeroporto internacional de Barajas, na Espanha, é famoso por deixar imigrantes ou mesmo passageiros em trânsito pela Espanha retidos por dias ou semanas em condições precárias em suas instalações. Muitos brasileiros já experimentaram esse tormento e voltaram indignados ao Brasil. O próprio governo brasileiro, pressionado pela mídia e pela opinião pública, já fez gestões diplomáticas com o governo espanhol para tentar encontrar uma solução que respeite os seus nacionais indo para a Espanha ou em trânsito por aquele país.

Pois bem, da Espanha para o Brasil, estamos assistindo algo semelhante ocorrer no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na grande São Paulo. Tem crescido o número de imigrantes retidos precariamente no aeroporto por autoridades brasileiras, nomeadamente pela Polícia Federal. São principalmente pessoas provenientes da África que ficam semanas impedidas de sair do aeroporto ou mesmo de prosseguir viagem para outros destinos.

Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo (“PF recusa acordo por imigrantes sem autorização retidos em Cumbica”, de 30/05/2015, disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/05/1635795-pf-recusa-acordo-por-imigrantes-sem-autorizacao-retidos-em-cumbica.shtml ), em 2014 aproximadamente 300 pessoas ficaram retidas no aeroporto.

Um dos problemas reside na forma como as autoridades brasileiras conduzem suas ações em Guarulhos. Nesse sentido, a Polícia Federal é acusada de arbitrariedade e desrespeito à lei, uma vez que no Brasil não há, conforme relata a matéria da Folha de São Paulo, prisão administrativa por imigração irregular.

Em muitos casos trata-se de desrespeito ao Estatuto do Refugiado, porque várias pessoas solicitam refúgio no país e uma das principais portas de entrada é justamente a do Aeroporto Internacional de Guarulhos. E mesmo a retenção de pessoas em trânsito constitui um ato arbitrário, questionável. O Brasil não pode, ou não deveria, seguir os países europeus ou os Estados Unidos com suas políticas restritivas a imigração, algumas delas violadoras aos direitos humanos.

Enfim, é importante que o Ministério Público Federal, o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) e a mídia acompanhem de perto o que vem ocorrendo em Guarulhos, para que a arbitrariedade e a desumanização não se tornem regras de conduta no principal aeroporto do país. E é importante também que qualquer pessoa que tenha sido retida ou discriminada em Guarulhos (ou em qualquer outro aeroporto brasileiro), denuncie. Só assim poderemos corrigir esse tipo de coisa e impedir que casos como esse se tornem frequentes no Brasil.

A escassez de gasolina no maior produtor de petróleo da África

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Uma refinaria de petróleo, de 23 bilhões de dólares, foi planejada para ser construída pela China State Construction Engineering Corporation em três estados da Nigéria: Lagos, Kogi e Bayelsa, mas não saiu do papel, depois de 5 anos.
O projeto foi previsto para produzir 750 mil barris de derivados por dia. Atualmente, a produção diária  de derivados de petróleo é de 445.000 barris de derivados   para conter a onda de produtos refinados importados para o país. Concebido em 2010, o projeto foi previsto para  iniciar as operações em 2015.
O petróleo da Nigéria, extraído fundamentalmente do Delta do rio Níger, é um óleo leve de alta qualidade, com baixo teor de enxofre e baixo custo de refino. As reservas estão estimadas em 37,5 bilhões de barris. O país é o maior parceiro comercial dos EUA na região da África Subsaariana, e as exportações de petróleo da Nigéria representam 11% das importações dos EUA.
 Em mais de 50 anos, milhares de quilômetros de oleodutos foram espalhados pelos pântanos. Apesar da região contribuir com quase 80% da receita do governo, ela pouco se beneficia. A expectativa de vida na região é a mais baixa da Nigéria. Existe um alto grau de corrupção das autoridades governamentais e dos  chefes tradicionais da região do Delta.
Os preços da gasolina e do diesel são altamente subsidiados na Nigéria. Esse é um dos  benefícios que os nigerianos têm recebido ao longo de anos das grandes reservas de petróleo do país. Esses subsídios significam que as refinarias operam com pouco lucro, um fator importante que têm afetado os novos investimentos e a manutenção das instalações existentes no país.
Os subsídios também promoveram um próspero mercado negro de gasolina na Nigéria e de outros combustíveis em países vizinhos, como o Benin. O que se pergunta é por que a Nigéria ainda importa gasolina? Por que não se constroem mais refinarias de petróleo ?
Uma  das resposta é a difícil concorrência entre as  refinarias,  comerciantes  estrangeiros de petróleo e importadores de petróleo.
Os governos africanos querem mais refinarias de petróleo para reduzir suas importações de combustível e valorizar mais o petróleo bruto do próprio continente.  Mas os investidores dos quais os governos tanto necessitam, ganham mais mantendo a dependência dos países às importações de derivados de petróleo. Para muitos distribuidores, é mais barato importar o combustível das refinarias da Índia ou do Golfo dos EUA, e até mesmo da China, do que de fontes muitas vezes não confiáveis, de antigas plantas locais.  Operadores do mercado de combustível boicotam compras de plantas, culpando os custos e a qualidade, e aumentam suas importações de empresas como Gulf Energy e Total.  Segundo o Ecobank, na última década, apenas 7 de 90 projetos de refino da África foram concluídos.
A Nigéria tem um déficit no fornecimento de produtos derivados petrolíferos, dos quais a maioria é  importado. O consumo atual de gasolina é estimado em 35 milhões de litros por dia, enquanto que o de querosene é de 10 milhões de litros por dia. A fim de suprir o déficit na oferta, a Nigéria gasta atualmente entre US $ 12 e US $ 15 bilhões anuais. O desejo do governo é de conter as importações, investindo na capacidade de refino.
 Outro grande problema da Nigéria é o comércio ilegal de petróleo,  uma prática comum de  sustento de milhares de nigerianos. Os métodos são arcaicos e muitos perigosos, pois são roubados das tubulações  das empresas multinacionais que trabalham no país. Depois de recolhido, o material é vendido ainda bruto, ou é refinado “manualmente” e contrabandeado para os países vizinhos. Os danos à saúde e ao meio ambiente são devastadores na região do Delta.
O que mais impressiona é abrir os jornais nigerianos e observar que há falta de gasolina no mercado, provocado pela falta de pagamento dos subsídios aos importadores e pelo clima de transição para um governo eleito em que uma das suas principais bandeiras foi o combate à corrupção.
O continente aguarda a posse do presidente Muhammadu Buhari, que pode representar um novo momento para o continente. Muitos dos seus conselheiros têm insistido em muitas reformas no campo social com inspiração nos programas sociais do governo brasileiro. Enquanto não toma posse, os nigerianos enfrentam a escassez de petróleo.

União Africana teme pelo potencial de violência em larga escala no Burundi – Autor: Prof. Ivair Augusto Alves dos Santos

O Conselho de Paz e Segurança da União Africana reuniu-se em caráter extraordinário e registra que vem alertando a comunidade internacional, sobre a delicada situação no Burundi.  A presidenta da Comissão da União Africana esteve em março e na oportunidade já solicitava que se intensificasse a negociação entre o governo e a oposição.

A Comissão de Paz Segurança da UA registra que a Carta Africana sobre Democracia, Eleições e Governação deveria ser resgatada pela partes envolvidas no conflito do Burundi. Conselho recorda ainda as responsabilidades da UA como garantia do acordo de Arusha de 2000, para garantia da paz e a reconciliação no Burundi, e sublinha a sua determinação em assumir plenamente o seu papel e tomar todas as medidas que a situação no Burundi requer, em conformidade com o seu mandato tal como foi estipulado no Protocolo relativo à criação do Conselho de Paz e Segurança.

Conselho alerta sobre a evolução da situação no Burundi, incluindo os confrontos armados que estão ocorrendo em Bujumbura, e deplora a perda de vidas humanas. Conselho salienta que essa situação tem o potencial de levar a violência em larga escala.

Agravou-se a situação humanitária e comprometeu-se seriamente a paz e a segurança no país, e afetou seriamente a estabilidade da região, regredindo os importantes avanços conquistados com a assinatura do Acordo de Arusha para a Paz e Reconciliação em Burundi e o Acordo do cessar-fogo em 2003.

A União Africana condenou os atos de violência, incluindo os confrontos em curso em Bujumbura entre facções do exército, e os ataques contra as populações civis e outros abusos, bem como a destruição das infra-estruturas públicas e outros bens.

A União Africana condenou a tentativa de golpe, e insisti que a unica maneira de resolver suas diferenças são pelos meios pacíficos, em conformidade com os instrumentos pertinentes da UA, como a Carta Africana sobre Democracia, Eleições e Governança.

Diante do agravamento está cada vez mais claro que é preciso adiar as eleições e conter a onda de violência. O diálogo e a busca pelo consenso, tendo base o respeito ao Acordo de Arusha e a Constituição do Burundi, fará com que seja possível encontrar uma solução política duradoura. e que garanta a preservação e consolidação da paz, bem como o fortalecimento da democracia e do Estado de direito.

Conselho expressou também a necessidade de que todas as partes envolvidas no conflito do Burundi coloquem os interesses do seu país acima das considerações pessoais e partidárias.

Conselho exige que as partes cessem imediatamente de se inicie um verdadeiro diálogo, sob os auspícios da Comunidades do países da Africa Oriental e da União A fricana, com o apoio da ONU e outros atores internacionais em causa, com vista a encontrar uma duradoura solução para a crise, assim como o respeito plenamente das liberdades fundamentais, e dos direitos humanos e o direito internacional humanitário.

O importante desse episódio que as forças africanas estão se antecipando aos problemas, com a mobilização da Força de Reserva do Leste Africano, já convocada para realizar um planejamento de contingência, tendo em vista o possível envio de uma missão para assegurar a proteção dos civis e bens e facilitar a cessação da violência. Há também que a solicitação que sejam enviados observadores em direitos humanos para região.

Registra-se uma profunda preocupação com o fluxo de refugiados do Burundi para os países vizinhos, elogia-se os países pelo acolhimento e as agências humanitárias pelo apoio às populações afetadas, e apela à comunidade internacional para ajudar na necessária assistência humanitária.

O Observatório

Este observatório é uma iniciativa do Grupo de Estudos Africanos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (GEA/IREL-UnB), que busca refletir sobre a vida política, social e econômica da África contemporânea, com destaque para sua inserção internacional. Preocupando-se com o continente marcado pela diversidade, o Grupo de Estudos Africanos, por meio do Observatório, propõe um olhar crítico e compreensivo sobre temas africanos, em suas mais diversas dimensões.